CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 192: 3/9 Jul 04 (Semanal - Sábados)

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150 JOVENS ESTUDANTES
DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO VALE DO ÂNCORA
RECREARAM COM ÊXITO A OBRA DE ZECA AFONSO

No final deste ano lectivo, o Agrupamento de Escolas do Vale do Âncora montou um espectáculo musical baseado na obra de Zeca Afonso envolvendo 150 alunos, com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos, dando assim seguimento a outras "cantatas" apresentadas nos finais dos anos 90, as quais sempre recolheram grande aceitação, tal como sucedeu agora.

Recreando temas do maior intérprete da música popular portuguesa, improvisaram-nos, utilizando instrumentos não convencionais à base de lixo e sucata, como disketes, CDs, baldes, bidões, chapas, jantes, zinco, latas, apenas tendo a acompanhar este imenso coro juvenil, instrumentos Orff e sintetizadores coordenados pelo professor David Martins, alma do projecto "Viralata-quando a lata vira som" iniciado há três anos.

Este espectáculo que decorreu no Pavilhão Municipal de Caminha no passado dia 25 de Junho, perante vasta assistência, permitiu que fosse gravado um DVD "ao vivo" que será colocado ao dispor dos interessados.

David Martins, no final da Cantata "ÂncoraZeca" não escondia a sua satisfação pelo êxito alcançado, referindo "ser sempre bom quando conseguimos envolver um número grande de alunos num projecto colectivo, que pretende ser educativo, de uma forma criativa".

PROJECTO DE TRÊS ANOS

Confirmou que os primeiros instrumentos tinham começado a ser recolhidos havia já três anos, enquanto que os arranjos se iniciaram há cerca de dois anos e meio.

A opção por tomar como base deste trabalho o cantor Zeca Afonso, baseou-se no facto de ser "um dos grandes vultos da música popular portuguesa, além de possuir uma grande versatilidade em termos melódicos e rítmicos o que permitiu um trabalho bastante variado, bem adaptado à nossa ideia de utilizar instrumentos não convencionais, ou seja, resíduos para fazer ritmos", precisou.

Reconheceu que não foi tarefa fácil e serem precisas "muitas horas" além do horário normal lectivo.

Admitindo que o projecto, em princípio, "ficará por aqui", tudo poderá acontecer, pois "nunca sabemos muito bem onde é que vai parar".

Não descartando a hipótese de voltar a criar uma nova ideia para o próximo ano, sempre foi dizendo que estas cantatas "necessitam de algum período de maturação", atendendo que quando os alunos ingressam na escola, na sua maioria não tem formação musical, havendo, portanto, necessidade de "adquirir alguns rudimentos de leitura musical e domínio dos instrumentos, para só depois passar à parte dos ensaios, propriamente ditos".

"É UM PONTO DE HONRA"

Isabel Barros, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas do Vale do Âncora, igualmente felicitada no final da encenação musical e coreográfica que acabava de terminar, referiu ao C@2000 o carinho que vêm depositando num projecto já com alguns anos, mostrando-se convicta que ele irá continuar, apesar de "difícil", embora extremamente "gratificante".

"É muito bom ver o trabalho desenvolvido e a adesão dos alunos ao longo de dois anos" , concluiu.

Como não seria de esperar outra coisa, numa iniciativa baseada num autor que ficará para sempre ligado à Revolução do 25 de Abril, os jovens intérpretes -a solo e em coro- encerraram o espectáculo cantando a "Grândola".

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