Uma proposta apresentada pela CDU, manifestando "preocupação" pela falta de informação sobre as propostas de construção de três barragens hidroeléctricas no troço internacional do Rio Minho e exigindo uma "maior intervenção" das entidades que integram o Conselho de Bacia e do Executivo Municipal caminhense, foi aprovada pela Assembleia Municipal de Caminha.
Os eleitos pela CDU fizeram-se eco das preocupações das populações e eleitos autárquicos do Vale do Minho, perante um projecto conjunto da EDP e Unión Fenosa (espanhola) surgido depois de em 1998 "ter sido abandonada a ideia de construir a barragem de Sela", sendo substituída por três mais pequenas que inundarão uma área estimada de mais de 200 hectares..
Nessa moção, manifestam-se reservas pela ausência de "participação" dos autarcas do Vale do Minho, ambientalistas, autoridades regionais do turismo, associações de pescadores e vitivinicultores neste processo de análise que está a se feito "em clima de secretismo", bem como pelo reatamento de propostas que, "no essencial, já detectaram consequências negativas para agricultura local -mormente para a cultura do vinho Alvarinho-, pesca e diminuição de caudais" que poderão originar alterações negativas na foz e litoral marítimo, "designadamente, pelo agravamento da situação já preocupante da praia de Moledo".
Perante a ausência de informações entretanto solicitadas através da Assembleia da República, ao Ministério do Ambiente, este moção vai ser remetida ao 1º Ministro, Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, grupos parlamentares da Assembleia da República e orgãos da comunicação social.