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DIFICULDADES FINANCEIRAS CAMARÁRIAS EM QUESTÃO AUTARCAS VILARMOURENSES ARQº JOSÉ PORTO TERÁ NOME NUM LARGO DA ALDEIA IC1-UMA LUTA DE DOIS ANOS "Nunca tal acontecera", assim se referiu Carlos Alves, presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, aos atrasos nos pagamentos à sua freguesia, por parte da Câmara Municipal, relativamente às obras e outras actividades levadas por diante em 2003.
"ISTO É MUITO SÉRIO!"
"É necessário que a assembleia saiba o que se passa", acrescentou, referindo que foi adiando a convocação da reunião, na esperança de que o município se definisse e "dissesse algo", o que não aconteceu até ao presente, assinalou. A Junta de Freguesia vê com desagrado a sua incapacidade em assumir os compromissos com os empreiteiros que executaram obras em 2003 e adiantou que não avançará com mais trabalhos até que lhe seja pago o dinheiro em atraso, dando até a conhecer que já houve colegas que foram avisados para não se comprometerem com a execução dos seus planos de actividades, sem que recebam ordens da câmara.
Carlos Alves criticou ainda a falta de informações da parte do Executivo camarário, com quem mantiveram uma reunião no final do ano passado -tal como sucedeu com todas as juntas de freguesia-, onde ficou definido que iriam receber a mesma quantia do ano anterior e apresentaram as suas prioridades. O autarca da CDU recordou que no ano transacto subscreveram um protocolo com a Câmara de Caminha -um acto muito elogiado pela própria presidente Júlia Paula, dado que tal nunca sucedera no passado- e, presentemente, nada sabem sobre uma eventual revalidação desse documento a ratificar pela assembleia de freguesia e que "garanta a concretização de um conjunto de realizações". Não existindo confirmação da delegação de transferência de competências e respectivas dotações financeiras, a Junta de Vilar de Mouros prepara-se para "tomar uma posição". CÂMARA SILENCIOSA Apesar deste pessimismo patenteado pelos autarcas vilarmourenses -que tentámos esclarecer junto de Júlia Paula, presidente da câmara, sem sucesso até ao momento- o Plano de Actividades/04 foi aprovado.
Em termos de saneamento, Vilar de Mouros apostará na manutenção da drenagem de águas residuais nos lugares da Ranha e Aveleira e insistirá com o município para que a freguesia venha a ser servida por uma rede de esgotos. ENTULHEIRA À ESPERA DE PROJECTO Um caso que vem sendo preocupação em Vilar de Mouros, é o depósito de entulhos da Chães, que a junta pretende encerrar e proceder à sua recuperação paisagística. Joaquim Gonçalves, eleito pelo PS, apelou à junta para que seja mais incisiva com o Executivo. Carlos Alves referiu que lhe dizem que o Ministério do Ambiente está a elaborar um projecto, mas que a paciência se está a esgotar.
Quanto ao ensino, o apoio ao Pré-Escolar e 1º Ciclo, continuará, mantendo-se o desejo de "criar condições para que seja possível transferir o funcionamento do Jardim de Infância para o edifício da escola do 1º Ciclo.
Após referir a necessidade de se proceder à ampliação do cemitério, foi salientado que prossegue a campanha para que todos os proprietários coloquem os números de polícia nas suas casas, enquanto que está em curso a execução de um projecto de adaptação da Casa do Barrocas e seu espaço exterior a um Centro de Dia. O facto de o pároco estar prestes a deixar a paróquia, poderá ditar algum atraso neste processo, uma vez que cabe à Fábrica da Igreja e ao padre que a preside, implementar este projecto, não podendo as autarquias substituírem-se a esses organismos. JOSÉ PORTO COM NOME NUM LARGO
A possibilidade de a Junta de Freguesia vir a sugerir à Câmara Municipal a atribuição do nome do arqº José Porto a um dos largos de Marinhas junto à casa onde viveu, foi avançada pelo secretário da Junta, Basílio Barrocas, corroborado pelo presidente Carlos Alves, que aproveitou para elogiar a homenagem que lhe foi prestada -à qual a autarquia se associou- e o desempenho do professor Paulo Bento na sua concretização.
CÂMARA "AGASTADA" COM CONTESTAÇÃO AO IC1 "Tem sido terrivelmente cansativa e desgastante a luta que vimos travando desde há quase dois anos contra as propostas do traçado do IC1", vincou a Junta de Freguesia no seu relatório.
Nele se pode apreciar o lamento da autarquia vilarmourense, quando se apercebeu de que "não poderíamos contar, antes pelo contrário, com a solidariedade e apoio de entidades como a Câmara Municipal que, é bom não esquecê-lo, também foi eleita com os votos da população de Vilar de Mouros", considerando ainda que da parte da autarquia caminhense nunca sentiram "um empenhamento minimamente consistente" na defesa de soluções alternativas. Pelo contrário, referem os autarcas vilarmourenses, "tem sido visível algum agastamento por parte da Sra Presidente sempre que a Junta de Freguesia assume posições não coincidentes com as suas o que, infelizmente, vem sendo uma constante em todo este processo", denunciam, como querendo significar que a câmara não lhes reconhece "o direito de defendermos, o melhor que sabemos e podemos, aquilo que achamos serem os legítimos interesses de Vilar de Mouros". "CHUMBO" DO PROJECTO DE EXECUÇÃO DEU-LHES RAZÃO Apesar disto, os autarcas regozijaram-se com o "chumbo" aplicado pela Comissão de Avaliação ao projecto de execução do traçado entre Riba d'Âncora e Castelhão (Vilar de Mouros), dando assim razão aos seus receios, no seguimento do envio de um abaixo-assinado ao Ministério do Ambiente, de apoio à posição da junta e comissão de moradores, na fase de consulta pública. A Junta de Vilar de Mouros critica ainda o facto de o seu presidente e o porta-voz da comissão de moradores terem sido constituídos arguidos por terem promovido e participado numa acção cívica "ordeira e pacífica" a 30 de Agosto de 2003, em Caminha, para a qual foram "empurrados pela recusa sistemática das entidades oficiais competentes em ouvir as suas razões", concluem.
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