CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 171: 7/13 Fev 04 (Semanal - Sábados)

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CÂMARA MUNICIPAL VAI ASSUMIR GESTÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE CAMINHA

A empresa Afluente vai deixar a gestão do Pavilhão Municipal de Caminha já a partir do próximo dia 2 de Maio, passando a ser gerido directamente pela Câmara Municipal, conforme nos referiu o vereador Paulo Pereira, responsável pela área do desporto.

O autarca salientou que este desquite foi "totalmente pacífico e por mútuo acordo", atendendo a que ambos entenderam que o protocolo já não se adequava aos objectivos da câmara e da própria Afluente, embora a decisão tivesse partido da própria autarquia.

Este protocolo datava do ano 2000, e a Afluente pagava uma determinada importância ao município pelo aluguer do equipamento desportivo, assumindo no entanto todas as despesas inerentes ao seu funcionamento, embora cobrasse pela sua utilização.

Paulo Pereira explicou que o município chegou à conclusão de que "sentia mais necessidade em gerir directamente o pavilhão, o que poderia não ter sucedido na altura da celebração do protocolo", por a câmara de então, "provavelmente não saber dar resposta ao espaço".

Atendendo a que na actualidade, "tem sido dado outro tipo de utilidade ao pavilhão", acrescentou o edil, os próprios interesses da câmara serão diferentes, pelo que este equipamento "deveria ficar sob a responsabilidade da câmara", concluiu.

NOVO EXECUTIVO ALHEADO

Luís André, sócio-gerente da Afluente, reconfirmou que partiu da câmara a decisão de romper o protocolo que vinha a ser renovado anual e automaticamente se nenhuma das partes o denunciasse com três meses de antecedência.

Este professor referiu ao C@2000 que esta situação poderia suceder, atendendo a que algum alheamento verificado desde que entrou em funções o novo Executivo camarário, fazia antever tal desfecho.

Nos últimos dois anos, "fomos fazendo uma gestão sem feed-back nenhum e ignorando de que forma é que as coisas estavam a andar da parte da autarquia" explicou, dando como exemplo o pedido de uma reunião há dois anos, sem que tal se concretizasse.

EM DEFESA DO DESPORTO

Embora houvesse comunicação entre ambos, da parte da Afluente notava-se que "existia alguma insatisfação da parte da câmara, nomeadamente quando havia actividades culturais e nós actuámos sempre em defesa de quem praticava desporto", reconheceu.

Luís André crê que a autarquia, ao tomar esta decisão, "deverá ter uma ideia muito clara do que quer fazer da instalação desportiva ou então não tinha tido esta atitude", esperando que "se mantenha ou melhore a prática desportiva".

EQUIPA "COESA"

Sobre a sua experiência à frente da gestão do pavilhão, crê que quando "a equipa é boa, as coisas vão andando muito bem", o que na sua óptica terá acontecido ao longo destes quatro anos

No entanto, reconhece que a gestão de um pavilhão "quando é aberta a porta ao público" é complicada, atendendo aos problemas de praticantes, clubes e assistentes que "nós temos de resolver num curto espaço de tempo", sublinhou.

BALANÇO POSITIVO

Classificou de "absorvente" as suas funções de administrador e director-técnico -"um trabalho desgastante", contudo-, que ao fim de quatro anos, "com alguma falta de comunicação e desmotivação no meio de todo este processo que já vinha a crescer, as coisas começam a ser contabilizadas em termos emocionais", admitiu.

Não deixou, no entanto, de se sentir "realizado" por se ter envolvido -com êxito- no Campeonato do Mundo de Andebol, no Eixo Atlântico, no Torneio das Quatro Nações e nos saraus, além de ter assistido ao "renascer do deporto de pavilhão no concelho de Caminha".

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