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Nº 118: 1 a 7 Fev 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL

FUTEBOL FEMININO EM RIBA D'ÂNCORA
CADA VEZ MAIS ENRAIZADO NA FREGUESIA

A avaliar pela numerosa e entusiasta claque de apoio que acompanhou a equipa feminina de Futebol de 5 até ao Pavilhão Municipal de Caminha, no passado fim de semana, a fim de presenciar o jogo entre a ARA-Associação de Riba d'Âncora e a Casa do Povo do Freixo, Ponte de Lima, pode-se afirmar sem grande margem de erro, que a modalidade está bem implantada na freguesia ribancorense.

Este apego à modalidade, tem contribuído para que a própria evolução das jogadoras lhes permita disputar de igual para igual o título regional, com as adversárias do Freixo, que há já três anos se sagram campeãs, preparando-se para revalidar o título, após terem conseguido vencer por um apertado 3-2, neste jogo decisivo.

Apesar da derrota tangencial, o cinco da ARA começou bem o jogo, sendo o primeiro a marcar, embora o Freixo (constituído por atletas seniores, ao invés das ribancorenses, com juvenis e juniores na formação base) empatasse pouco depois.

De novo a ARA voltava a mandar no marcador, após a conversão de uma grande penalidade, mas o cinco adversário obtinha o empate antes do intervalo.

Na segunda parte, uma desatenção defensiva permitiu às limianas (limianas de nome, porque muitas delas são provenientes de diferentes pontos do distrito e do país, havendo inclusivamente uma jogadora de Lanhelas) conseguir o golo que ditaria o resultado final, apesar dos esforços das ribancorenses para alcançar, no mínimo, o empate que permitiria manter o avanço de dois pontos

sobre as mais directas rivais, apesar destas terem um jogo em atraso.

Com esta vitória, Freixo tem grandes chances de conquistar o tetra.

Embora o título ainda não seja impossível de atingir, Paulo Araújo, treinador da equipa sénior da ARA reconheceu perante o C@2000 no final do jogo, a sua "tristeza" pelo resultado registado, porque "se nós ganhássemos, poderíamos ser campeões, assim, praticamente, perdemos a corrida para o título".

"A falta de sorte e se um dos árbitros fosse mais justo, o resultado teria sido outro", lamentou-se.

Contudo, não ficou desiludido com a actuação das suas atletas, "todas da freguesia a arredores, enquanto que as outras são escolhidas a dedo, todas as dez do mesmo nível e vêm de Braga, Viana, Covilhã e outros pontos do país", assinalou.

Para que a disputa do título regional e o apuramento para o Campeonato Nacional se coloquem mais ao alcance das suas jogadoras, Paulo Araújo pede mais um treino semanal no pavilhão de Caminha, onde disputam os jogos em casa.

Este pequeno passo parece facilmente alcançável mas, as verbas com que o clube dispõe e destinadas a esta secção, não permitem tal veleidade,

Paulo Araújo assinala que a equipa do Freixo (terra do presidente da Câmara de Ponte de Lima), "só para treinos, possui 800 contos, enquanto que nós fazemos a época toda com 600".

ESPERANÇA NÃO SE PERDE

Calor humano, no entanto, não falta, como enalteceu este técnico, apreciando a "unidade" da população de Riba d'Âncora com a equipa.

Hermínia Gaspar, capitã da formação ribancorense, umas das duas gémeas em campo, há três anos a jogar no clube da sua terra, não teve dúvidas em assacar culpas aos árbitros "que favoreceram um bocado a outra equipa", apesar de "termos jogado bem".

A jogadora fez questão de referir que "já é costume o mesmo árbitro fazer a mesma coisa", pelo que se sentiam muito prejudicadas, embora mantivesse a esperança na conquista do título: "Basta que elas tenham uma escorregadela e nós ganhemos os jogos todos", afirmou convictamente, realçando ainda a "grande união" existente entre todas, o que lhe permite assegurar que no futuro, tentarão conquistar o título desejado, isto, no caso de não acontecer este ano, uma esperança ainda de pé.

TÍTULO NACIONAL COMO META

Jessica Muñoz, uma das "aquisições" da ARA para esta época, tinha completado 16 anos no dia anterior, pelo que todas as suas colegas teriam gostado de a presentear com uma vitória.

Tal não foi possível mas, a comemoração do aniversário sim, como o prova o bolo de anos oferecido à companheira.

A jogadora explicou que o seu ingresso na ARA se deveu à indicação de uma professora de Educação Física da Escola de Caminha, aos responsáveis da associação ribancorense, dado ter detectado a sua habilidade para o futebol, durante as aulas.

Considera que o seu lugar na equipa é à frente, conforme o definiu o próprio treinador.

"A esperança é a ultima a morrer e, se lutarmos, pode ser que consigamos ter o título na mão", assim se exprimiu Jessica Muñoz quanto ao futuro deste campeonato.

Assinalou que deram o seu "melhor para conseguir a vitória mas, não tivemos sorte, demonstrando que conseguimos ganhar ao Freixo e a muitas outras equipas e, talvez um dia sejamos campeãs nacionais".

A prestação das jogadoras foi igualmente valorizada por Flamiano Martins, presidente da ARA, o qual, à frente da claque de apoio, não se cansou de a animar com quadras e cânticos apropriados, no intuito de contagiar as jogadoras em campo.

"ARBITRAGEM NÃO FOI A MELHOR"

Embora não evidenciasse satisfação pelo resultado final, destacou a "luta e o empenho" das atletas e uma arbitragem "que não foi a melhor".

Sem perder a esperança na obtenção do título, atendendo a que o campeonato "ainda vai a meio", Flamiano Martins não esqueceu o contributo dos treinadores Paulo e Carlos, cuja "disponibilidade" enalteceu, e foi apontado caminhos de futuro, através da "preparação de camadas mais jovens, a fim de poderem vir a ingressar mais tarde na equipa principal".

Sem um pavilhão próprio e com treinos a pagar, Flamiano Martins lamenta as dificuldades com que enfrentam diariamente, apesar do apoio concedido pela Câmara.

FUTEBOL FEMININO COM BASES

"Necessitamos de um equipamentos mas vamos ver como é que as coisas correm daqui para a frente", referiu ao C@2000 este dirigente, acrescentando que a falta de uma carrinha de transporte para os jogos, é suprida com a cedência do autocarro da Câmara quando os disputam fora, e, em casa, "utilizamos as nossas viaturas", assinalou.

Quanto ao futuro, "enquanto houver disponibilidade dos treinadores a quem não pagamos nada, apesar de perderem muito tempo com o Futebol de 5 feminino e frequentarem cursos à sua custa", a modalidade vai prosseguir, apesar das dificuldades financeiras.

Basta referir que para cada jogo, não chegam 100 euros de pagamentos a efectuar à GNR e arbitragem, e apesar dos pequenos patrocínios conseguidos e dos apoios da Junta de Freguesia e Câmara Municipal e de algumas actividades desenvolvidas pela associação (Cantares das Janeiras, por exemplo, embora não especificamente destinadas ao futebol), o dinheiro nunca é suficiente para os objectivos que a secção de futebol se propõe atingir.

Junta de Freguesia de Riba d'Âncora

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