 |
No início deste Verão (2002) apareceram notícias, nos jornais locais e nacionais, de que algo estranho se estava a passar com a rede de saneamento de Vila Praia de Âncora. Estranho ou não, parece terem havido uns derrames no rio Âncora que envolviam umas vezes, óleo ou gasóleo e noutro caso, referiam umas torneiras abertas "lá para os lados da ETAR".
Claro que este problema, que venho acompanhar desde meados da década de oitenta, do sec. passado, onde todos os anos acontece qualquer coisa, levaram-me a concluir que o problema tem origem num trabalho mal executado, possivelmente devido a projecto deficiente.
|
 |
Estas infra-estruturas têm de ser revistas, e com ou sem dinheiros comunitários, devem ser objecto de uma intervenção, de forma a eliminar em definitivo, todos os problemas que existem.
No entanto, há um sem número de situações que continuam por resolver. O próprio Ministério do Ambiente, depois de ser interpelado em relação ao licenciamento para lançamento das águas residuais da ETAR, no rio Âncora, ao fim de mais de dois meses, ainda não desmentiu a informação da Procuradoria Geral da República. Portanto esta ligação no se encontra aprovada.
A verdade é que, de facto, este ano, Vila Praia de Âncora teve "bandeira azul", símbolo da qualidade das águas etc. etc. ....
Tudo teria sido positivo e passaria despercebido se, mais uma vez, chegadas as proximidades do Verão, não começassem a suceder coisas que há mais de uma década acontecem.
Porque a praia de Âncora era possuidora de um galardão de qualidade, fui analisar os quadros das informações existentes. De facto, os parâmetros utilizados na atribuição desta bandeira azul, continuavam a estar dentro dos valores admissíveis, o que aparentemente me parecia agradável, visto também ser um dos utilizadores desta estância balnear.
 |
No entanto, analisando os locais de recolha, referidos em planta, a minha preocupação alterou-se porque não havia nenhuma no rio. |
Tendo a consciência que o foco poluidor da praia são as águas do rio, onde diariamente, centenas de crianças e adultos se banham, senti-me estranhamente ludibriado pelo que estava a ver.
Assim, resolvi mais uma vez percorrer as margens do rio. O saneamento da ETAR mesmo sem licença, lá continuava a sair. Uma centena de metros mais acima, a ETAR da freguesia de Stª Maria de Âncora, continuava a lançar as águas residuais no rio Âncora, sem qualquer tratamento, também, concerteza, sem autorização do Ministério. |
 |
Esta estação está concluída há dois ou três anos, contudo, o contador eléctrico da estação de bombagem continua a não funcionar. Mas mais situações fui encontrando, além de algumas histórias que me eram contadas, das quais desconheço, se eram verdadeiras ou não.
Fiquei com uma ideia, embora possa estar enganado, que a maior preocupação não é o bem-estar nem a saúde pública, mas sim uma bandeira azul.
Sempre considerei que qualquer problema deve ser enfrentado de frente e não andar a apresentar falsas razões do que se está a passar. Por isso, há vários anos que venho a chamar a atenção quanto aos problemas, quer do saneamento, quer das construções que se têm feito nas margens do rio Âncora, embora, como em tudo, o equilíbrio dos ecossistemas e a integração de moradias sem qualquer tipo de planeamento, nunca conseguissem entender-se.
Joaquim Vasconcelos - 10/09/2002
SIDRA SOBRESSAIU NO CORTEJO ETNOGRÁFICO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA
Embora sem o brilho de edições anteriores, o cortejo etnográfico das Festas em Honra da Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora, a par da procissão marítima, constituiu um dos momentos mais ansiados, a atestar pelos milhares de pessoas postadas ao longo das ruas e das varandas e janelas das casas, à sua passagem.
De entre ao quadros integrantes no desfile, sobressaiu pelo tipicismo, o carro elaborado pelo Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, relativo à fabricação de sidra, outrora habitual no Vale do Âncora.
Um dos quatro ou cinco engenhos ainda existentes e a funcionar, foi exposto numa das viaturas.
A sidra é produto do sumo das maçã agral, uma espécie muito comum nos vales agrícolas e nas margens do rio Âncora -tal como acontece no Coura-, e cujo crescimento espontâneo e sem necessidade de qualquer tratamento ou poda, tem permitido a sua sobrevivência.
Os pescadores costumam utilizá-la muito durante o Verão -altura em que a árvore dá frutos- no decorrer da safra, de modo a evitar os enjoos no mar, pela acidez que caracteriza esta fruta.
LINHO DE ORBACÉM
Outro dos carros que se destacou (Orbacém), evidenciava a cultura do linho, outra das fontes de cultura artesã do vale do Âncora.
|
AMBIENTE
ANIMAÇÃO
CULTURA
DESPORTO
DISTRITO
EDUCAÇÃO
EMPRESAS
FREGUESIAS
GALIZA
JUSTIÇA
ÓBITOS
PESCAS
POLÍTICA
ROTEIRO
TRIBUNA
TURISMO
SAÚDE
SUCESSOS
| |