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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE CAMINHA REUNIU EXTRAORDINARIAMENTE
CONSENSOS, MAIORIAS E REJEIÇÕES NA APRECIAÇÃO DOS TRAÇADOS DO IC1 (VIANA DO CASTELO-CAMINHA)
A Assembleia Municipal de Caminha apreciou o estudo de impacte ambiental do prolongamento do IC1 desde Viana do Castelo até este concelho e que se encontra na fase final de consulta pública, durante uma concorrida reunião que obrigou a alterar à última hora, o seu local habitual, para o salão dos Bombeiros Voluntários.
Se não houve consensos generalizados, nem foi tomada nenhuma posição formal por parte deste este orgão autárquico quanto às quatro alternativas de ligação deste itinerário desde o limite norte do concelho de Viana do Castelo até Lanhelas -a povoação mais setentrional de Caminha- e, às diferentes ligações à actual EN13, deu para entender a expressão maioritária dos eleitos locais.
Das quatro soluções apresentadas pelo Ministério do Ambiente, duas delas (designadas 3 e 4), foram liminarmente rejeitadas, devido aos impactes ambientais gravosos e à diminuição da qualidade de vida das populações que causariam ao atravessar algumas populações e zonas ecologicamente sensíveis.
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Dessa forma, a adopção de um compromisso de interligação de duas soluções (a 2, desde o nó de Riba d’Âncora até ao de Argela e daí até France, em Cerveira, como estabelece a alternativa 1), parece convencer ao autarcas e não coloca reserva aos ambientalistas, como salientou José Gualdino, da COREMA, ao intervir no |
período destinado ao público, defensor do estabelecido no actual PDM caminhense.
Este ecologista associou-se igualmente à rejeição das quatro propostas de ligação do IC1 a Lanhelas (“todas péssimas”), dando origem a um “ aumento de fluxo de trânsito de 10 mil veículos/dia ou à divisão da freguesia”, como destacou Rui Fernandes, presidente da Junta.
Por outro lado, a ligação do IC1 à parte sul do concelho é a que suscita maiores discrepâncias.
Existem duas alternativas, apontando uma delas para uma saída a norte de Vila Praia de Âncora, recusada pelo presidente da Junta, Manuel Marques e a maioria dos deputados que se pronunciaram mas, defendida pela população de Âncora, onde corre um abaixo-assinado de rejeição perante a possibilidade de a ligação vir a passar no limite sul do concelho, junto à sua povoação.
A COREMA defende a opção 0 para este troço, sugerindo o aproveitamento da N305, com algumas correcções, numa distância de uns "escassos 4 km" entre o futuro IC1 e Vila Praia de Âncora.
A Câmara Municipal não tomou posição, tomando nota das sugestões, apenas reivindicando uma ligação mais próxima da sede do concelho -não contemplada neste estudo-, alertando a AM para o perigo da rejeição das propostas em debate colocarem em causa a obra a curto prazo e recordando que este estudo prevê variações na ordem dos 200 metros para cada lado dos traçados apresentados, uma margem de manobra que vai negociar com o M. Ambiente e a concessionária.
"IC1 É IMPORTANTÍSSIMO!"
A autarca advertiu ainda que "não deveria politizar-se o IC1", numa provável alusão à divisão da interpretação das resoluções de uma reunião dos autarcas do Vale do Coura, que opôs José Carlos Silva (presidente da Junta de Argela) e Rui Fernandes (Lanhelas), ambos do PS, a Carlos Mouteira (Caminha), do PSD, bem como à troca de galhardetes entre Manuel Marques (PSD) e Álvaro Meira (PS), |
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ambos de Vila Praia de Âncora, por causa das opções das ligações a esta vila.
Júlia Paula reconheceu que os promotores da discussão do EIA o deveriam ter feito com mais "antecedência", mas, reforçou a ideia de que se "todos queremos o IC1, como ficou aqui demonstrado", não deveriam ser exigidas novas alternativas aos traçados que colocariam o processo na "estaca zero".
AS POSIÇÕES DOS DEPUTADOS MUNICIPAIS E PRESIDENTES DE JUNTA
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ÁLVARO MEIRA - Defende a Ligação Norte a Vila Praia de Âncora e propõe a criação de uma comissão de acompanhamento composta por elementos da Assembleia Municipal, a fim seguir a execução do projecto e as expropriações julgadas necessárias. |
Argumentos a favor: A que causará menos impacte ambiental; criará uma estrada panorâmica sobre V. P. Âncora e será importante como ligação ao futuro Portinho, embora chame a atenção para as consequências das cheias para as linhas de água de Vales, Real e Escales.
Consequências da ligação Sul: Possui mais linhas de água; Área agrícola cortada; Zona de azevinho e de animais selvagens em causa; ruídos nas habitações; proximidade da Cividade e possibilidade de serem encontrados vestígios arqueológicos nos desaterros; risco rodoviário; viola os PDMs de Viana e Caminha e a rede Natura 2000.
MANUEL BARROS - Defende a ligação sul a Vila Praia de Âncora.
Define o texto do EIA como se de uma "tragédia" se tratasse (o IC1), pelo que não o defende a qualquer preço e acha conveniente que ele prossiga até Valença.
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A ligação norte passará muito perto do Lugar de Vila Verde, em Riba d'Âncora, dividindo a freguesia a meio, propondo a saída no sítio dos 7 Caminhos.
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ANTÓNIO QUARTÉU - Defensor da Ligação Norte em Vila Praia de Âncora e do itinerário 2 até Argela, seguindo depois pelo 1. Quanto a Lanhelas ("o grande problema"), rejeita que seja sacrificada, optando por levar a ligação a norte da freguesia, já a pensar na futura ponte de Cerveira. |
Recomendou alguma prudência relativamente à utilização da N301, duvidando da necessidade dessa via.
HÉLDER MIGUÉIS - A Ligação Norte de Vila Praia de Âncora, na sua óptica, ameaçaria alguns interesses da freguesia de Vile, onde exerce o cargo de presidente da Assembleia de Freguesia. A aldeia ficaria dividida a meio, afectaria regadios, linhas de água, plantações, zona de caça associativa ("ferida de morte"), |
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campo de tiro e a zona envolvente da capela de S. Pedro de Varais.
Apelou ao bom senso.
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FRANCISCO CUNHA - Considera que estas situações deveriam ser tratadas por técnicos. Defende que o traçado norte de ligação a Vila Praia de Âncora de acordo com o estabelecido em PDM. Como justificações para o seu posicionamento, refere estarem previstas mais obras de arte para o traçado sul, o |
que seria mais agressivo para a paisagem, para além de existirem mais riscos para as nascentes a norte, apesar de ser um dos utilizadores da Fonte da Retorta, em V. P. de Âncora.
SERAFIM CUBAL (Pr. Junta Vilarelho) - Repudiou soluções 3 e 4 do IC1 e fez notar que qualquer aproveitamento da N301 acarretaria um maior fluxo de trânsito numa estrada estreita e difícil de alargar em alguns pontos, para além de alertar para a localização da Escola EB 2,3/S de Caminha. |
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Recordou que o PDM aponta para uma variante para o centro da vila de Caminha, considerando ter chegado a "altura ideal"de a reivindicar.
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RUI TAXA - Optou por se colocar na posição de presidente do Clube de Pesca e Caça de Vila Praia de Âncora, destacando a criação da Zona de Caça Associativa nos montes de Vile, Vila Praia de Âncora e Riba d'Âncora há já três anos e na qual, actualmente, estão a investir 1500 contos, a qual será afectada pelo traçado norte de ligação a V. P. Âncora. |
"A cultura de um povo é feita de pequenos nadas!", num referência ao ex-libris da vila, a Fonte da Retorta, mostrando-se disposto a defendê-la com "unhas e dentes".
ANTÓNIO BERNARDO - Considerou ser difícil encontrar unanimidade entre todos, enfatizando o "empenho" do anterior presidente da câmara em relação ao IC1, acrescentando ser essencial que esta via rápida não possua portagens, como se previa inicialmente, caso contrário, "enveredaremos por todas os formas de luta que a democracia nos permite", advertiu. |
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Metaforicamente, relacionou a polémica do IC1 com a "história do caixote do lixo que ninguém quer à porta", sugerindo a aprovação das opções com menos consequências.
Propôs uma votação mas, a reunião apenas contemplava a discussão.
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ARMANDO PIRES (Pr. Junta Gondar) - Foi o único a advogar pelas soluções 3 e 4 do IC1, devido a que não afectam a sua freguesia. Contudo, em solidariedade com outras ("Sacrificamo-nos a bem do concelho"), opta pela 2. Defendeu a solução sul no acesso a Vila Praia de Âncora e comungou da ideia da melhoria da N305. Segundo disse, "as Argas, Dem |
e Gondar beneficiarão com acesso do IC1".
MANUEL MARQUES (Pr. Junta Vila Praia de Âncora) - Não se manifestou como presidente da Junta, até que a Assembleia respectiva se pronuncie. Destacou, contudo, que a maioria das manifestações por escrito entradas na Junta de Freguesia, eram desfavoráveis à opção Norte da ligação à vila. |
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Como representante do Vale do Âncora, mostrou a sua discordância em relação ao abaixo-assinado posto a circular em Âncora, contrário à construção da Ligação Sul.
Advertiu das implicações negativas da opção norte nas reflorestações e regadios levadas a cabo na sua freguesia, Vile e Riba d'Âncora, com investimentos superiores a 100 mil contos, bem como nas linhas de água e na impermeabilização dos solos que ocorreria, uma situação a que Vila Praia de Âncora foi submetida nos últimos 30 anos.
Na sua óptica, o PDM já deveria ter sido revisto e está "caduco".
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CARLOS MOUTEIRA (Pr. Junta Caminha) - "A vila de Caminha necessita do IC1!"
Afirmou ter reunido com as juntas do Vale do Coura e ficado decidido, por maioria, que a solução 2 seria a que melhor serviria os seus interesses, o que originou protestos dos seus colegas de Argela e Lanhelas, |
retorquindo estes, que tal não ficara acordado. Acrescentou que a melhoria da actual N301 seria aconselhável.
Apelou ao consenso e ao facto de se ter de optar por uma delas, revelando que não o chocaria a construção de um viaduto sobre o rio Coura, conforme aponta a solução 3.
ABÍLIO SILVA - Em nome dos eleitos do PSD, anunciou a rejeição das opções 3 e 4 do IC1 e, em parte, a 1, pelo que se inclinaram pela solução 2. Referiu que seria bom para Lanhelas a Ligação por norte mas, como não consta do EIA, a adopção deste itinerário iria atrasar o projecto, apesar de ter |
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manifestado as suas reservas relativamente à possibilidade de se formarem bichas de automóveis na N13.
Quanto à saída para V. P. de Âncora, informou que a maioria dos eleitos se inclinou pela saída a sul, em Âncora, desde o nó de Aldeia Nova, em Riba d'Âncora, com um traçado junto à margem do rio Âncora.
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DOMINGOS VASCONCELOS - Historiou o processo do IC1 e lamentou a escassez de informações disponíveis no estudo não técnico. Defendeu nascentes, regadios, património e solos agrícolas num concelho com apenas 15% de área disponível para esse fim, pelo que considerou importante preservá-la. |
RUI FERNANDES (Pr. Junta Lanhelas) - Os autarcas do Vale do Minho optaram por uma solução mista (1 e 2) e não apenas a 2, como se referira o colega de Caminha. As quatro saídas para Lanhelas acarretariam "prejuízos futuros": Mais tráfico na N13, divisão da freguesia a meio, dificuldades no acesso ao rio Minho, foram algumas críticas enunciadas. |
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Propôs o estudo de novas alternativas a norte da freguesia.
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JOSÉ CARLOS SILVA (Pr. Junta Argela) - Convicto, defendeu a opção mista 1 e 2, de modo a não prejudicar Dem e Argas. Duas razões: Conformidade com o PDM e qualidade de vida das populações. Soluções 3 e 4: criariam um viaduto à entrada de Argela (3) e circundaria toda a freguesia junto às habitações (4). |
"Há que analisar bem os traçados para não comprometer o futuro das populações"
JOSÉ CARLOS LIMA (Pr. Junta Azevedo) - Apenas não concorda com as soluções 3 e 4. Contudo, disse existirem casas em France (V. N. Cerveira) que poderiam ser afectadas, se optassem pela Solução 1. |
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CARLOS ALVES (Pr. Junta Vilar de Mouros) - Expressou a necessidade do IC1, receando, contudo, os impactos negativos, quanto à "pureza paisagística e ambiental". |
Posicionou-se favoravelmente à Solução 1, "se houver alguns cuidados".
Quanto às ligações a norte do concelho, disse que "nenhuma nos interessa", designadamente um viaduto sobre o Coura.
PÚBLICO
De entre as intervenções do público, o destaque foi para José Magalhães, um discurso que originou celeuma, quando o deputado municipal Abílio Silva se insurgiu contra as suas palavras relativamente aos interesses dos empreiteiros que não se deveriam sobrepor aos das populações. O público protestou perante o posicionamento do deputado do PSD, |
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que entendia que essas considerações não vinham a propósito.
José Magalhães referiu haver interesse em empurrar os deputados para as soluções 1 e 2, o mesmo sucedendo quanto às variações dos 200 metros para cada lado das propostas.
Gostaria que a Assembleia tivesse vincado a sua vontade através de votação.
Os munícipes Fina d'Armada e Diogo Oliveira, referiram, no primeiro caso, um problema local no Lugar da Armada, com os impactes negativos numa quinta e, o segundo, posicionou-se a favor da solução mista (2 e 1), enquanto que Alfredo Pinto, presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora marcou posição na defesa do acesso sul a Vila Praia de Âncora.
COREMA LAMENTA PROCESSO DA CONSULTA PÚBLICA DO IC1
José Gualdino, presidente da COREMA, manifestou perante o C@2000 a forma como se desenrolou o processo de consulta pública do projecto do IC1 (Lanço Viana do Castelo/Caminha).
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Assinalou, em primeiro lugar, o facto de ele ter coincidido com o período de férias, em que existe uma certa desmobilização das pessoas mais directamente interessadas em discutir e analisar o processo. |
Considerou inconcebível que o Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente não tivesse disponibilizado o projecto e o Estudo de Impacte Ambiental na Internet, de modo a facilitar a consulta, e somente no passado dia 6 o ter feito relativamente ao estudo não técnico.
Da parte da Câmara Municipal, considerou ter faltado algum acompanhamento da documentação colocada à disposição dos munícipes no Serviço de Obras, através das informações que um funcionário poderia prestar a quem pretendesse consultar os documentos.
LANHELAS INTERROGA-SE: - QUEM SE LEMBROU DE INDICAR A SAÍDA EM LANHELAS?
A pergunta sem resposta ficou a pairar no ar, no final da reunião da Assembleia de Freguesia de Lanhelas realizada no passado dia 12, destinada essencialmente a debater as quatro propostas de Ligação do IC1 à EN 13 e que a população e orgãos autárquicos rejeitam.
"COMISSÃO QUE NÃO DORME"
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Os lanhelenses voltaram a comparecer em número significativo, no seguimento de uma reunião anterior, e, a ninguém passa pela cabeça que a Ferrovial ou a Euroscut é que escolheram tal traçado. Alguém deve ter "bufado", pensam os habitantes desta aldeia, determinados a ir a Lisboa, se for caso disso, como referiu José Abel Ribeiro, membro de uma comissão |
nomeada para impedir a consecução da "divisão" da freguesia.
Este engenheiro referiu que a comissão vai reunir com o governador civil e a presidente da câmara a fim de discutir o caso.
SAÍDA IMPOSTA
Segundo foi revelado, os próprios responsáveis da Euroscut confirmaram ter-lhes sido imposto este ponto de saída " a norte de Seixas", pelo que a comissão vai verificar o conteúdo do protocolo celebrado entre esta empresa e o Estado.
Rui Fernandes, presidente da Junta, aponta como uma das possibilidades para a escolha destas quatro ligações presentemente em estudo, a construção da ponte sobre o rio Minho, conforme é desejo das câmaras de Caminha e A Guarda. |
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CÂMARA SOLIDÁRIA COM LANHELAS
Este autarca, instado pelos moradores a definir a posição da Câmara, revelou que a autarquia se encontra solidária com as pretensões de Lanhelas mas, como quer o IC1, não deseja protelar todo o processo, se vier a ser necessário realizar estudos ambientais alternativos.
Da discussão gerada, prevaleceu ainda a ideia de que o IC1 deveria ter continuado até Valença, como forma de evitar esta situação, o que poderá nunca mais acontecer, com esta saída em Lanhelas aprovada.
PESO POLÍTICO DECISIVO
Na óptica de Rui Fernandes, "se houver vontade política, poder-se-á mudar o traçado", num apelo às pessoas bem relacionadas com o poder actual, uma vez que o seu partido (PS) se encontra afastado dos centros de decisão, apesar da solidariedade já manifestada face às pretensões da população desta aldeia.
ROTUNDA AÉREA
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Através da projecção de acetatos, o presidente lanhelense analisou os diferentes traçados e os pontos mais próximos por onde eles passarão, revelando que está prevista uma ligação com duas faixas para cada lado e uma "bolacha" aérea à chegada à EN13, o que causará um impacto visual assinalável e um barulho ensurdecedor devido ao trânsito que originará. |
Como forma de evitar este imbróglio causado pela saída a norte do concelho, António José Lages, um dos moradores directamente afectado, sugeriu a sua eliminação e a manutenção de uma ligação somente a sul, no Vale do Âncora.
ASSEMBLEIA VOTA ALTERNATIVA
Desta discussão, saiu uma proposta aprovada com a abstenção do delegado José Covelo, propondo uma saída a norte de Lanhelas (a nascente do monte de Góis e por detrás da Capela de S. Martinho) e de repúdio pelas alternativas em presença.
Neste documento, aponta-se ainda a solução 1 do IC1, como a mais compatível para o concelho e rejeitando, por conseguinte, as outras três.
Por último, tanto a Junta como a comissão, apelaram aos habitantes para que contestem individual ou colectivamente estes traçados.
Com o findar do prazo para a entrega das reclamações relativas às várias soluções propostas para o IC1 e respectivas ligações à EN13, as assembleias de freguesia de Caminha vão tomando posições.
Assim, a de Vila Praia de Âncora, defendeu por unanimidade a solução 3 do IC1 e a ligação Sul à N13.
Em Venade, e igualmente por unanimidade, foi decidido aprovar a solução 1 com ligação à 2, de modo a não prejudicar Argela, Dem e Vilar de Mouros, recomendando ainda uma ligação directa a Caminha, com melhores condições do que aquelas que apresenta actualmente a EN301.
Quanto a Âncora, foi ratificada a decisão já tomada em Abril, pronunciando-se os delegados pela opção Sul, na ligação à EN13.
Na próxima edição, daremos informações mais detalhadas sobre estes posicionamentos.

Por proposta de José Manuel Carpinteira, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, o executivo decidiu dar parecer negativo ao estudo prévio do prolongamento do IC1 até Caminha.
Os congestionamentos de trânsito agravados no Verão na EN 13, ver-se-iam aumentados se o IC1 viesse desembocar em Lanhelas, como se prevê, aduziu a edilidade cerveirense, considerando que dessa forma, não se cumpriria o objectivo desta nova via rápida: "evitar a passagem do tráfego de médio e longo curso pelo interior das localidades, construindo "uma alternativa rodoviária capaz de captar o tráfego que circula na EN13".
Diminuição da qualidade ambiental e da segurança rodoviária, bem como da saúde pública, seriam alguns dos efeitos do tráfego em crescendo passar pelo centro de Vila Nova de Cerveira.
SEM SENTIDO
O facto de France estar apontada como uma das povoações por onde poderia passar uma das alternativas do IC1, também pesou na decisão.
Cerveira critica ainda o facto de não se prever nenhuma ligação a norte de Cerveira, nem à ponte internacional em construção, o que não fará qualquer sentido tal omissão.
PS ABRIU CONCURSO
Ouvida a Câmara Municipal de Caminha sobre esta posição, Júlia Paula achou-a normal, na defesa do concelho de Vila Nova de Cerveira, não temendo, portanto, que a obra venha a sofrer atrasos, uma vez que o contrato existente desde o governo anterior com a concessionária está assinado e definido até Caminha.
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