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JÚLIA PAULA FOI A ESTRELA EXTRA-PROGRAMA DO CONCERTO DE VICTORINO D'ALMEIDA EM A GUARDA
Júlia Paula, presidente da Câmara Municipal de Caminha, foi ao Centro Cultural de A Guarda cantar dois fados (Severa e Tudo isto é Fado), a convite do maestro Victorino d'Almeida, no decorrer do último espectáculo proporcionado pelo maestro este Verão e que o município caminhense dedicou ao povo de A Guarda que compareceu em número satisfatório, se tivermos em conta que à mesma hora era transmitido pela televisão um jogo da selecção nacional espanhola.

A autarca protagonizou dois dos momentos da noite (um positivo, outro nem tanto), quando, no primeiro caso, subiu ao palco e, com sentimento -apesar de "rouca", como advertiu, embora tal não se notasse- interpretou dois fados acompanhados ao piano pelo maestro, arrancando duas salvas de palmas prolongadas a que só faltou a habitual expressão própria destes ambientes : "Aí fadista!", perante uma assistência esmagadoramente galega, pouco acostumada, seguramente, à envolvência da canção portuguesa, mas nem por isso se fazendo rogada a trautear alguns trechos mais sugestivos, a convite da presidente.

A parte menos boa, prendeu-se com o atraso com que a presidente e seus acompanhantes chegaram ao concerto, levando a que Victorino d'Almeida o iniciasse antes da sua presença, embora tivesse pedido um aplauso aquando da sua entrada na sala e, com algum (bom) humor que se lhe reconhece, lá foi dizendo no seu "espanholês" improvisado que "...com a abolição das fronteiras, é mais fácil as pessoas passarem de um lado para o outro, pero..." - risos seus e do público.

Do programa previsto e que Victorino d'Almeida definiu como não sendo de um concerto de música clássica, como foi anunciado, mas simplesmente "música", rejeitando rotulagens desnecessárias, porque ela, ou é boa ou má (ponto final), Nadia e Carlos Mendes voltaram a mostrar os seus dotes, tal como já o tinham feito em Caminha e Vila Praia de Âncora, interpretando a primeira, canções de Edith Piaf e, o fundador dos Sheiks dos anos sessenta -o primeiro conjunto português a incluir a lista do top britânico-, a assentar a sua intervenção na música da Broadway.
Victorino d'Almeida teceu (e tocou) algumas considerações sobre o fado, desde os tempos em que ele era "triste" até à transformação operada após o 25 de Abril, em que ganhou "vida", graças entre outros, às poesias de Ary dos Santos, dando depois um salto até ao fado de Coimbra, a que o maestro prefere apelidar de balada. E exemplificou ao piano.
25 DE ABRIL EM CAMINHA
Aproveitando o encerramento deste ciclo musical de nove concertos na região, Victorino d'Almeida agradeceu a disponibilidade patenteada pela Câmara Municipal de Caminha e pelo pelouro da Cultura, utilizando uma das suas inúmeras expressões sempre inesperadas e, por vezes polémicas:
"O 25 de Abril em Caminha começou este ano!".
A GUARDA VAI RETRIBUIR
Após subir ao palco para felicitar os intervenientes no concerto, José Luís Riego, alcaide de A Guarda, agradeceu o gesto da sua homóloga portuguesa e prometeu retribuir com o envio de uma "embaixada cultural" a Caminha.
A Associação Naturalista Baixo Miño e o município de A Guarda encetaram um trabalho conjunto de preservação da flora dunar de Camposancos, para o qual foram destinados 9 mil euros, disponibilizados em 75% por uma fundação e o restante pelo próprio concelho.
O município de A Guarda disponibilizará um local para depósito de entulhos, cuja obra será suportada pela Consellaria da Xunta, através de um investimento de 300 mil euros, passando depois o concelho guardés a explorar e a proceder à sua manutenção.
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