O ferry-boat Stª Rita de Cássia encontra-se imobilizado num estaleiro de Camposancos (A Guarda) desde o passado Sábado (16/Março) a fim de ser vistoriado devidamente, situação a que é obrigado anualmente.
O caso não teria relevo de maior, se não fosse precedido de algumas peripécias, com epicentro na reunião camarária do dia 18 de Março.
"Câmara não informa de outras notícias"
Liliana Silva, vereadora da oposição, no calor da discussão sobre a interpretação que a Comissão Nacional de Eleições faz das comunicações a realizar pelos municípios nos períodos prévios às eleições parlamentares e para o Parlamento Europeu, disse que lamentava que a Câmara de Caminha só informasse daquilo que lhe interessava, e não comunicasse nada sobre a paragem do ferry durante três semanas ou do caso do cais de Seixas.
Miguel Alves admitiu que a informação sobre a paragem do ferry deveria estar no site camarário e no facebook.
Liliana Ribeiro, edil socialista, responsável pelo funcionamento do transbordador, instada pelo presidente a explicar esta imobilização do barco, referiu que no dia do simulacro, (ao fim da tarde, apuramos nós) o ferry embateu contra um objecto a meio da travessia, tendo de ser rebocado para cá. A vereadora admitiu que a manutenção tem que ser feita, mas ainda não sabia quando.
"Essa informação ainda não chegou cá"
Contudo, apesar da gestão do barco correr essencialmente pela parte portuguesa (A Guarda continua a depositar todo o dinheiro arrecadado na bilheteira de Camposancos, de modo a perfazer o pagamento do total da dívida a Caminha), foi o Município de A Guarda o primeiro a dar conhecimento público da imobilização do ferry-boat por três semanas, através de um comunicado, ao fim da manhã do dia 15 (Sexta-feira).
O vereador da oposição Paulo Pereira, após dizer que discordava da observação da vereadora, chamou a atenção para o facto de A Guarda se ter antecipado com essa nota informativa (prática regular deste Município, aliás, quanto a paragens e horários do ferry e que temos publicado regularmente). No entanto, a vereadora Liliana Ribeiro insistiu que "essa informação ainda não chegou cá".
A Câmara de Caminha espera que o serviço de ligação entre os dois municípios seja retomado antes da Páscoa.