As I Jornadas de Turismo da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Ponte de Lima inscrevem-se numa matriz de consolidação de parcerias institucionais, privilegiando uma sadia reciprocidade entre organismos nacionais, que operam no sector do Turismo, os actores regionais e as populações locais, permitindo revelar o Mundo à Escola e mostrar a Escola ao Mundo.
A metodologia de eleição tem como fio condutor aprofundar aspectos revestidos de especial significado, conducente a um aproveitamento equitativo dos recursos endógenos, redesenhada sob a égide do Desenvolvimento Turístico Sustentado, convidando-nos a perscrutar uma transversal grelha de leitura sobre a Formação de Recursos Humanos, O Marketing Turístico, as Tecnologias da Informação e o binómio Turismo e Ambiente como plataformas cuja exequibilidade se reflecte, invariavelmente, na Qualidade e na Competitividade dos Destinos Turísticos.
Com efeito, se Júlio Verne encontrava na biblioteca os livros sobre atmosferas e cheiros de sítios onde nunca foi, mas que vivificavam na trama dos seus romances, o turista actual é contemporâneo de uma conjuntura no âmbito da qual os sítios e as tecnologias fluem no mapa traçado no écran do computador, permitindo-lhe ser artífice do seu próprio circuito turístico.
Se é verdade que o novo conhecimento acelera as coisas, obrigando-nos a alterações vertiginosas no nosso mental-mapping, importa que os Destinos Turísticos não sejam consumidos sofregamente, salvaguardando-se a sua sustentabilidade, reescrevendo-se horizontes de reciprocidade com os modus vivendi repletos de recantos, encantos e espantos que tornam os locais, aprazivelmente, convidativos para que o homem e a natureza estabeleçam uma relação de mútua fruição.
A Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos surge imbuída deste espírito, cujo genius loci encerra, em si, uma síntese feliz de plena harmonia do homem com a natureza naturante, permitindo hierarquizar e geo-referenciar espécies e habitats prioritários para a conservação da natureza, viabilizando a concepção de roteiros temáticos que promovam o binómio Turismo-Ambiente como via indispensável (leia-se, mais apetecível) para um Desenvolvimento Sustentado e Sustentável...
...assente nos recursos naturais e culturais que brilham no musgo das pedras e no perfume da história de Ponte de Lima.
I Jornadas de Turismo da EPADRPL
“Turismo e Desenvolvimento Sustentado”
01 de Junho de 2002
9,30 horas - Sessão de Abertura
Æ Presidente da EPADRPL
Æ Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima
Æ Presidente da Região de Turismo do Alto Minho
I Painel - "O Desenvolvimento do Sector Turístico: realidades e desafios"
Moderador: Dr. Francisco Sampaio
10,00 horas - Dr. João Portugal - Gabinete de Apoio ao Investidor - Direcção Geral do Turismo
"O Papel da DGT no Desenvolvimento do Sector Turístico"
10,30 horas - Dr. Luis Coito: - Gabinete de Apoio ao Investidor - O Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo
"O Papel do IFAT no Desenvolvimento do Sector Turístico".
11,00 horas - Coffee-break
11,30 horas – Dr. Fernando Fernandes – Coordenador Regional do Norte das Pousadas de Portugal – ENATUR
“A Imagem de Qualidade das Pousadas de Portugal”
12,00 horas - Debate
12,30 horas - Almoço
14,30 horas
II Painel “Turismo/Hotelaria: Formação e Tecnologias da Informação”
Moderador: Dr. Paulo Carrança – Presidente da Associação de Técnicos de Turismo
14,40 horas – Drª Helena Isabel Alves – Formadora na área do Turismo
“Turismo e Marketing”
15,00 horas - Dr. Luis Ferreira - Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
"Turismo e Tecnologias da Informação: realidades e desafios"
15,30 horas – Debate
16,00 horas - Coffee-break
Æ 16,30 horas
III Painel "A Preservação Ambiental como factor estratégico do Desenvolvimento Turístico"
Moderador: Engº Amâncio Cerqueira – Presidente do Conselho Executivo da EPADRPL
16,40 horas - Dr. Francisco Sampaio - Presidente da Região de Turismo do Alto Minho
"Desenvolvimento Turístico de Ponte de Lima: binómio Turismo-Ambiente"
17, 10 horas - Dr. Fernando Gonçalves - Parque Nacional da Peneda Gerês
"O Património Ambiental do Alto Minho: Rede Natura 2000".
17,40 horas - Técnico da Câmara Municipal de Ponte de Lima
"A Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e de S. Pedro de Arcos"
18,00 horas - Debate
18,30 horas - Apresentação e Leitura das Conclusões pelo Dr. Francisco Sampaio
18,45 horas – Circuito Turístico – Centro Histórico de Ponte de Lima orientado pelo Dr. Francisco Sampaio
A Câmara Municipal de Valença assinou hoje, 23 de Maio, 16 Protocolos de Colaboração com as Juntas de Freguesia do concelho no valor de 242.760 €.
As verbas serão distribuídos em 4 prestações, ao longo do ano, e fazem parte do Plano Plurianual de Investimento do município valenciano para o ano em curso. Tratam-se de verbas significativas, correspondentes a um aumento de cerca de 60%, relativamente aos anos anteriores, para as Juntas de Freguesia, com o objectivo de dotar as mesmas com maior autonomia de actuação.
A Câmara Municipal reconhece que são manifestamente insuficientes os meios financeiros que os órgãos autárquicos das freguesias dispõem para fazer face às despesas que têm de suportar com a concretização dos investimentos que, no âmbito das suas atribuições e competências, têm de efectuar com vista à satisfação das necessidades colectivas das populações que servem.
Por outro lado, os meios financeiros do município valenciano também não são excessivos, agravados pelas medidas restritivas anunciadas pelo Governo em matéria de contenção de gastos públicos, em que os munícipes sairão penalizados, aconselha a que, em matéria de repartição de meios, deve agir-se com prudência, por forma a não comprometer-se o futuro em termos financeiros.
A atribuição das verbas seguiu critérios rigorosos e teve por base um valor fixo de 2500 € por cada freguesia acrescido de mais 20 € por cada eleitor.
A Câmara Municipal considera que com estas atribuições às Juntas de Freguesia reforçam a sua autonomia e capacidade interventiva junto das populações. Contudo, a Câmara Municipal estará atenta a outras intervenções urgentes para as populações que ultrapassem as capacidades reais de intervenção das Juntas de Freguesia.