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IC1 VIANA DO CASTELO-CAMINHA COM QUATRO ALTERNATIVAS
CÂMARAS REJEITAM PORTAGENS
A Associação de Municípios do Vale do Lima, perante autarcas da região, procedeu à apresentação das diferentes variantes aos traçados possíveis do Itinerário Principal Nº 9 (Viana do Castelo-Ponte de Lima) e do Itinerário Complementar Nº 1 (IC1), entre Viana do Castelo e Caminha.
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Embora esteja previsto concluir estas duas vias até 2006, e que irão unir "quatro concelhos entre si", como destacou Francisco Araújo, presidente da VALIMA, o projecto do IP9 encontra-se numa fase mais adiantada, uma vez que já tinha sido emitido o certificado de conformidade ambiental e pôde ser aberta a consulta pública. |
No que respeita ao IC1, ainda não existe qualquer posição do Ministério do Ambiente, pelo que a apresentação dos traçados apenas vai permitir alguma discussão antecipada das quatro soluções possíveis desde Viana até Caminha e das respectivas derivantes (duas no Vale do Âncora e três no Vale do Minho).
"DISCRIMINAÇÃO POSITIVA"
A eventualidade de o governo tentar introduzir portagens nestas duas vias foi rejeitada por este autarca, alegando que a região já está bem penalizada pelo que paga pela utilização da auto-estrada.
"Nós não temos alternativas que permitam uma ligação rápida entre as quatro sedes de concelho e ao exterior da região, pelo que não faz qualquer sentido a aplicação de medidas contrárias à SCUT (sem custos para o utente)", justificou o presidente da distrital do PSD. |
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Aduziu o facto desta via não ter sido incluída nos programas de investimentos da Administração Central, mas sim outorgada por concessão, como razão para que a região não seja mais penalizada.
Francisco Araújo exigiu ainda uma recuperação do tempo perdido, relativamente ao IC1, uma via "fundamental para o desenvolvimento da região ainda com enormes debilidades, pela não realização de investimentos da responsabilidade da Administração Central", em vários campos.
Esta vai ser a mensagem a deixar ao ministro Valente de Oliveira -a quem já foi solicitada uma entrevista-, e que incluirá a exigência do prolongamento deste itinerário até Valença.
"É IMPORTANTE QUE HAJA CONSENSOS"
Nesta sessão de apresentação, Francisco Araújo pediu aos autarcas e ambientalistas que tentem gerar consensos alargados, no intuito de rapidamente se conseguir a declaração de conformidade ambiental e abrir o processo de inquérito público da via rápida Caminha-Viana do Castelo, evitando-se que as divergências possam "adiar irremediavelmente o projecto".
"CHEGÁMOS À PRAIA"
Defensor Moura, presidente do município vianense, secundou as palavras do seu homólogo dos Arcos de Valdevez, afirmando estar convicto de que "estamos a chegar à praia", numa alusão ao avançar de um processo de luta de "muitos anos dos municípios dos vales do Lima e Minho". |
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Em jeito de profecia e de apelo, evidenciou a possibilidade de que Caminha venha a ter uma "marginal de fruição" e de que as "dificuldades levantadas no Vale do Âncora sejam ultrapassadas", sem deixar de enfatizar a necessidade de "compatibilizar o bem estar das populações com os impactes ambientais".
ESTUDO PRÉVIO
Ao apresentar o estudo prévio das diferentes alternativas do IC1 e suas ligações a Vila Praia de Âncora e Caminha, os representantes da empresa concessionária, a EUROSCUT, não deixaram de sublinhar as dificuldades encontradas ("zona problemática"), tendo sempre como perspectiva as interligações com o IP9 e com a A3.
Ambos justificaram resumidamente as soluções rodoviárias propostas, ficando a aguardar os pareceres das diversas entidades individuais ou colectivas interessadas em apresentar sugestões, de modo a minimizar os impactes que qualquer traçado implica.
ACESSO ÀS CARTAS
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A necessidade de que a Câmara Municipal de Caminha disponibilize mapas em locais públicos a fim de que a população possa apreciá-los, e, bem assim, a promoção de sessões de esclarecimento e debates, parece-nos ser a melhor forma de conseguir cativá-la e fazê-la participar num projecto que implica mexer com muitos interesses concelhios. |
Diversas freguesias poderão ver as suas áreas rasgadas, quer pelo IC1, quer pelas derivantes: Riba d'Âncora, Âncora, Gondar, Dem, Vila Praia de Âncora, Vile, Azevedo, Venade, Argela, Vilar de Mouros (está no centro do "vulcão") e Lanhelas. |
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VILA PRAIA DE ÂNCORA OPTA PELA GELFA
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No decorrer da sessão de apresentação, Vila Praia de Âncora, pela voz de Manuel Marques, já foi dizendo que parece haver consenso nos orgãos autárquicos locais, numa aposta de melhoria da EN 305 e na ligação à zona da Gelfa, em Âncora, enquanto que Carlos Alves, de Vilar de Mouros, apontou como acesso preferencial, o que "passa a norte de Vilar |
de Mouros, junto a Sopo, onde iria ser construída uma ponte, embora também nos preocupe muito a saída na nossa freguesia, devido aos problemas que irá causar a uma série de habitações e aos monumentos existentes no Monte do Crasto e na Igreja Nova".
VILAR DE MOUROS SUGERE TÚNEL
Advertiu que é um sítio "delicado", do ponto de vista histórico e paisagístico, advogando a construção de um túnel de acesso ao Forno da Cal, na EN13.
Carlos Alves rejeita a construção de um viaduto a jusante da ponte românica, em zona da Rede Natura 2000 e que dividiria a freguesia a meio, como propõe outra das alternativas apontando para uma estrada, ao longo da margem do rio Coura que causaria implicações graves não só aqui, como em Argela e Venade. |
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COREMA PREFERE AGUARDAR
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Da parte da Corema, José Gualdino não adiantou preferências, afirmando ser necessário mais tempo para analisar os traçados, embora já venham acompanhando o assunto, pretendendo discuti-los com a Câmara e juntas. |
Apenas estranhou que se tivesse mantido como uma das opções, a que viola claramente a Rede Natura 2000, tendo-lhe sido dito que tal apenas tem por finalidade manter em aberto mais uma possibilidade, no caso de fracassarem todas as outras três.
No entanto, mostrou-se interessado na consensualização de posições.
CAMINHA PREOCUPADA COM A PONTE
Da vila de Caminha surgiu a preocupação pelo estado da actual ponte sobre a foz do rio Coura, na eventualidade de o entroncamento com a N13 vir a concretizar-se em Lanhelas, o que aumentaria o fluxo de trânsito nesta travessia, como alertou Carlos Mouteira.
JUSTIFICAÇÃO
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Da parte da Câmara Municipal, após justificar os convites dirigidos aos presidentes das juntas de Vila Praia de Âncora e Caminha (representantes das freguesias na Assembleia Municipal) e ao presidente (Carlos Alves) deste orgão autárquico, bem como à Corema (pelo seu dinamismo), sublinhou que este acto apenas se tratava de uma apresentação e |
só a partir de agora é que vamos "discutir tudo", acrescentou.
"TEMOS A NOÇÃO DOS QUATRO TRAÇADOS"
A autarca caminhense não se quis pronunciar nesta fase, sobre as suas preferências mas, sempre foi deixando alguns alertas. |
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Acentuou o facto de se falar muito no IC1 até Caminha, quando, na verdade, vai até Lanhelas, "com todo o impacte de trânsito que tal implicará e na confluência negativa que originará a deslocação das pessoas para Caminha". |
Sobre o Vale do Âncora, reconheceu a importância da ligação à zona industrial de Âncora, só que a derivação a norte de Vila Praia de Âncora, aproximaria o IC1 de Caminha.
Mostrou-se disposta a pugnar pela melhoria das estradas existentes e a evitar que freguesias sejam divididas por alguns nós e variantes, enquanto que destacou a importância de rentabilizar as povoações do interior com estes novos acessos.
"HÁ QUE CONSENSUALIZAR"
A eventualidade de V.P. de Âncora e Âncora se situarem em posições díspares, quanto às saídas na EN13, não espanta a autarca, embora considere prioridade essencial, "definirmos se queremos IC1 ou não, e se optarmos pela afirmativa, teremos de consensualizar", crendo, no entanto, que as pessoas têm "consciência dos problemas" e irão debruçar-se sobre eles. Esse será o papel da presidente da Câmara Municipal: "Liderar o consenso necessário", prometeu.
QUATRO PROPOSTAS DO TRAÇADO DO IC1 (RIBA DE ÂNCORA - VILAR DE MOUROS)
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