Terminado este período carnavalesco, marcado pelos corsos, Baile de Assalto no Valadares e Caminhadoce, foi hora de fazer balanço.
José Barbosa, um dos elementos do Movimento de Empresários e Comerciantes do Concelho de Caminha, frisou a união existente entre todos, empresários e comerciantes, o que possibilitou a concretização destes eventos em colaboração com a Câmara Municipal de Caminha.
Baile de Assalto "foi uma mais valia"
"O Carnaval cresceu", vincou este empresário, a despeito de "algumas controvérsias", levando-o a pensar que para "o ano ainda estará mais forte", fruto de um "crescimento" nos últimos três anos.
Referindo-se à reedição do Baile de Assalto, no Valadares, quase trinta anos depois de ter fechado portas, agradeceu a todos os caminhenses que compareceram na noite do passado Sábado, face às "expectativas" que se criaram naquela casa.
José Barbosa acredita que este baile foi "uma mais valia" neste Carnaval marcado pela chuva, dado haver um grande "saudosismo" pelos antigos bailes do Valadares, tendo conseguido desta forma "recriar" esse ambiente "familiar", estando ciente de que "para o ano será melhor".
Os organizadores estabeleceram um patamar de 250 pessoas, um número que se poderá manter, de modo a "criar algum conforto e para que as pessoas se possam divertir sem que haja confusão".
A presença de grupos galegos no corso de Segunda-feira à noite não se deveu a qualquer convite especial, mas tão somente à propaganda colocada nas povoações vizinhas por José Valadares. Um deles, de Tomiño, acabou por sair vencedor do concurso em que estavam em disputa 2.500€ para os três primeiros classificados.
Atendendo a que os prémios foram aliciantes, José Barbosa crê que o número de participantes galegos no corso do próximo ano aumentará, até porque "o desfile é bonito, não é cansativo, tendo sido encurtado propositadamente para que se torne mais dinâmico ".
"Apenas faltou uma pontinha de sol"
O final deste período festivo foi marcado pelo encerramento da Caminhadoce, e com a distribuição de prémios relativos ao concurso "Arte Doce".

Miguel Alves, presidente do Executivo, referiu-se à "qualidade" da doçaria de Caminha e à "forma como foram apresentados os trabalhos e à arte" evidenciada por todos quantos aqui se deslocaram, bem como enalteceu os workshops realizados e que trouxerem muitos miúdos até ao Centro Histórico da vila, a par dos livros referentes à doçaria e colocados à venda.
Apenas faltou "uma pontinha de sol" para que tudo corresse pelo melhor, anotou o presidente, acreditando no entanto que tudo poderá melhorar no próximo ano.
"Grande pastelaria em Caminha"

Agradeceu a todos os que "trataram docemente aqueles que nos visitaram", incluindo os que vieram de fora do concelho com os seus produtos, sem esquecer os que animaram este espaço, bem como os funcionários camarários e o Movimento de Empresários que "esteve connosco desde o primeiro minuto, percebendo que é desta qualificação de eventos que traremos mais gente com dinheiro para gastar aqui".
Miguel Alves não esqueceu que o Caminhadoce aguarda luz verde da Galiza para "ir demonstrar ao outro lado aquilo que nós fazemos de bom e partilhar com os amigos galegos aquilo que eles nos possam ensinar".
"Um grande Caminhadoce e um Carnaval em grande" foram as conclusões extraídas pelo autarca, frisando "ser assim que nós dignificamos o nosso comércio".
Clara Cruz venceu "Arte Doce"
A lanhelense Clara Cruz foi a preferida pelo júri que apreciou os trabalhos de doçaria presentes a concurso.
Antes de receber o prémio disse-nos que "sabe sempre bem receber um prémio, quando nos empenhamos com trabalho e o vemos reconhecido pelos outros".
Justificou a apresentação de um trabalho por "ser um concurso aqui da terra, por o tema ser interessante, além de cada concurso ser sempre um desafio, podendo assim apresentar coisas novas e experimentar em termos de estruturas", acabando por ser "um processo de aprendizagem muito grande".
Explicou que a figura de Santiago representou aquilo que o próprio concurso apontava, tendo decidido colocar na base do bolo o Caminho ("um mapa"), pensando depois naquilo que move os peregrinos: "a fé e aquele momento de introspecção que os leva a percorrer várias vezes o Caminho".
Clara Cruz vem-se dedicando a esta arte da doçaria por ser uma "inovação constante, informação, apostar em coisas novas e diferentes, num mercado em que há cada vez mais gente a trabalhar", dando sempre "um paço em frente na inovação".
"Terem gosto no que estão a fazer"
Rosário Ribeiro, formadora da ETAP, a escola profissional que voltou a participar nesta feira de doçaria e que obteve o terceiro lugar, revelou-nos que a opção pela Capela e Cruzeiro de Santo Isidoro fora tomada pelos formandos do pólo de Vila Praia de Âncora, onde decorrem as aulas do curso de cozinha, após terem realizado "um trabalho de campo" sobre os Caminhos de Santiago em colaboração com um dos professores da escola.
Todos os alunos colaboraram neste trabalho com o qual obtiveram o terceiro lugar (em anos anteriores conseguiram consecutivamente o 1º lugar), referindo-nos que o importante foi terem participado e pôr os alunos "a terem gosto no que estão a fazer".
"Não só vender mas, participar"
Lúcia Carvalho, da pastelaria Caminhense, integrou-se no lote profissionais de pastelaria que participou no Caminhadoce e, a despeito da chuva que acompanhou estes cinco dias, e que "afectou bastante", fez um balanço positivo, porque, sublinhou, "é sempre um forma de participar e divulgar".
Embora previsse a presença de mais gente, atendendo ao frio e chuva que se fizeram sentir, "ainda houve corajosos que vieram e compraram da nossa pastelaria", o que encoraja para que a iniciativa se repita.
Esta profissional da pastelaria apreciou ainda as novas tendas introduzidas no certame deste ano.

Pastelaria Docelândia, segunda classificada