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- Semanário - Director: Luís Almeida| 1ª Pág. | Cultura | Desporto | Óbitos | Política | Pescas | Roteiro | Ficha Técnica | Edições C@2000 | Assinaturas |
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Vila Praia de Âncora Assembleia de Freguesia
Apartamento "doado" à Junta continua polémico Escola de Vilarinho e Cineteatro num impasse Voluntários de eventos terão convívio
Os delegados do Partido Socialista apresentaram uma declaração no decorrer da Assembleia de Freguesia, em que pediram explicações à Junta sobre a forma como um apartamento da Rua de Gontinhães foi parar às mãos da autarquia. Consideraram que este processo decorreu de uma maneira "opaca e irresponsável" ao longo dos anos. Contudo, Manuel Marques, presidente do executivo local, devolveu a responsabilidade pela perca do apartamento aos socialistas, por terem dito que "havia gato escondido com o rabo de fora" quando, em tempos, a Junta referira que pretendia receber o prédio. A partir de então, a escritura não chegou a concretizar-se, apesar do empreiteiro ter voltado à carga no interesse em doar o apartamento, chegando a ser cedido à Associação de Comandos do distrito.
Segundo o autarca social-democrata, "nunca disse que que éramos legítimos possuidores" da fracção do prédio, frisou no decorrer das explicações, pois, o facto de nunca terem concretizado a escritura dado que o construtor entretanto faliu, teria impedido que a Junta viesse a registá-la em seu nome. No entanto, a Junta considerou a presença da Associação de Comandos em Vila Praia de Âncora uma "honra", porque "muito" teriam feito na vila, justificou, a par do presidente ser "de cá", vincou. Não explicou, porém, os motivos que teriam levado o construtor a pretender oferecer o apartamento à Junta.
PS quer recuperar terreno da "Mourassos"
Os socialistas, em maré de pedidos de esclarecimentos, após a insolvência da fábrica de confecções "Mourassos" em 2010 - instalada em terrenos da junta desde 1998 com a finalidade de criar postos de trabalho -, pretendem agora que o terreno regresse à posse da autarquia ancorense, alegando que já não se justificam os pressupostos invocados na altura da cedência da área onde a fábrica foi implantada. Nesse sentido, foi apresentado um requerimento nesta reunião, em que foram solicitados documentos e informações à Junta.
Escola de Vilarinho e Cine-teatro preocupam CDU
Domingos Vasconcelos, delegado da CDU, comentou a situação de acentuada degradação da antiga escola primária de Vilarinho e do cineteatro dos Bombeiros Voluntários. Em resposta às preocupações do eleito pela CDU, Manuel Marques presidente da Junta, recusou a hipótese de a Academia de Música Fernandes Fão (cuja sede fora prometida para a escola de Vilarinho) se mudar para outro concelho, pelo facto do seu nome ser o de um músico ilustre de Vila Praia de Âncora. Admitiu que o projecto se encontra concluído (há quatro anos) mas tudo depende agora da aprovação de uma candidatura que financie a obra, alegando ser impossível realizar uma parceria público-privada como sucedeu no caso das piscinas. Perante a hipótese de o Centro Cívico vir a ser a sede da AMFF, o autarca crê que isso não virá a suceder, pelo menos com carácter definitivo. Manuel Marques negou ainda que tivesse dito que a Câmara iria colocar os seus funcionários a fazer a obra de adaptação da antiga escola. Aliás, este tema levou a que um morador (Flipe Fernandes), no final da reunião, interpelasse a Junta, alertando-o para situações de droga no interior do edifício abandonado e pedindo que fosse vedado o acesso ao seu interior.
Acerca do cineteatro, respondendo à interpelação de Domingos Vasconcelos, referiu que no caso do Cineteatro Valadares que a Câmara se encontra a recuperar com verbas comunitárias, este é propriedade do município, o que não sucede com o de Vila Praia de Âncora, pertencente a uma entidade privada, além de não ser um tema da competência da Junta de Freguesia. Álvaro Meira, delegado socialista, referiria a propósito, que a recuperação do cineteatro ancorense seria uma "mais valia para a própria Academia de Música". Pouco convencido das justificações do presidente da Junta, Domingos Vasconcelos recordou que um director da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora já tinha vindo à Assembleia de Freguesia dizer que a recuperação do cineteatro não avançara porque a Câmara não tinha dinheiro.
Mesa da Páscoa com sinais contraditórios
Embora a organização da Mesa da Páscoa tenha sido elogiada por todos (José Presa, presidente da Assembleia, apresentou um voto de louvor a todos os organizadores dos eventos ocorridos em V.P.Âncora e Manuel Marques prometeu um convívio para todos os voluntários), Gaspar Pereira apelou a que se concretizasse mesmo uma verdadeira e tradicional Mesa da Páscoa, ao invés de um "mercado de feira", como admitiu ser o caso.
Embora José Presa tivesse atalhado que o que é feito por entidades alheias à Junta e Assembleia não é da sua competência, o assunto tornou-se algo polémico, após Manuel Marques referir que apesar de concordar com a apreciação do delegado socialista. Reconheceu que a mesa não era mais do que a apresentação e venda de produtos da época e desafiou os socialistas a financiarem uma mesa de Páscoa com 400 metros.
Travessa do Teatro
O caso do encerramento da passagem de nível pedonal da Travessa do Teatro continua a marcar a agenda destas sessões, com sucedeu uma vez mais, quando Álvaro Meira pediu informações ao executivo sobre as diligências eventualmente realizadas, tendentes à sua reabertura. Manuel Marques referiu que aguardam pela deslocação a V.P.Âncora de responsáveis da Refer a fim de analisar in loco a situação, ao invés de "qualquer secretário de Estado ou funcionário", atirou.
Água da Fonte da Retorta sem evolução
Sem notícias da qualidade da água da Fonte da Retorta, Álvaro Meira decidiu abordou este caso, tal como o faria no final da reunião o munícipe Vítor Brás, insistindo junto do executivo para que "pressione" a Delegação de Saúde a recolher água para análise, dado que as pessoas continuam a utilizá-la para consumo e, frisou, desde 2010 que não há conhecimento de resultados de controles feitos a este líquido. Manuel Marques garantiu que iria oficiar a Delegação de Saúde para que divulgue análises eventualmente feitas, atendendo a que a Câmara apenas controla as fontes que são da sua responsabilidade. Marques adiantaria que a delegada de saúde lhe prometera que seria o primeiro a ser informado logo que as análises apresentassem valores normais. Recorde-se que a água começou a apresentar níveis de alumínio acima do normal, após o início das obras do acesso da A/28 a Vila Praia de Âncora.
Agregações escolares preocupam eleitos locais
A eliminação do Agrupamento Escolar do Vale do Âncora, com a consequente agregação num mega-agrupamento concelhio, levou Domingos Vasconcelos a pedir informações sobre uma eventual apresentação de uma providência cautelar e porque razão não se tinha dado seguimento à criação de uma comissão de acompanhamento, após deliberação de uma assembleia extraordinária realizada há três meses atrás. Este assunto mereceu igualmente uma chamada de atenção de Álvaro Meira, tal como o fez no final da reunião o munícipe Vítor Brás ao apelar à luta contra o fim de "um bem adquirido há muitos anos", depois de expressar o seu temor de que o Ministério da Educação avance mesmo com a agregação. "A culpa é de todos", assim se expressou Manuel Marques quanto à inacção da comissão de acompanhamento, embora descartando responsabilidades na sua convocação. A apresentação de uma providência cautelar está a cargo dos advogados da câmara, garantiu o autarca.
Estradas esventradas pela obra do saneamento
Os exemplos de ruas e caminhos esburacados ou com o piso irregular por força da instalação da rede de saneamento, mereceram comentários críticos da parte de PS e CDU. Foram os casos das ruas da Baralha, Padre Pereira Lima e Outeiro Negro . Manuel Marques pediu um pouco de "paciência" pelo facto de ter sido declarada a falência da empresa a quem fora adjudicada a obra, e como é comparticipada com dinheiros comunitários, haverá muitos procedimentos morosos a realizar antes de concluído o processo de transferência dos trabalhos para outro empreiteiro.
5% Uma pergunta que ficou sem resposta, colocada por Álvaro Meira, prendeu-se com a eventual retenção de 5% por parte da Câmara, dos dinheiros afectos à Junta, referente à sua comparticipação no protocolo envolvendo ainda o Âncora-Praia, aquando da construção do relvado sintético do campo de jogos há quatro anos.
Camboas
Um plano de pormenor para a zona das Camboas iria levar à convocação de uma reunião da Assembleia de Freguesia, recordou Domingos Vasconcelos, mas como não se veio a confirmar, este delegado pediu explicações. Trata-se de um "projecto muito vagaroso", respondeu Manuel Marques e que se encontra presentemente em "banho maria", reforçou. Admitiu apenas como provável o prolongamento da ecovia.
Praceta…tipo África
Um assunto que é caro a Fausto Costa (PSD), é o arranjo da praceta da Sobreira. Voltou à carga, dizendo que "já retiraram as carrinhas e a betoneira", faltando agora remover o lixo. Com alguma ironia, disse não pretender sequer que procedam ao embelezamento do local, porque já se acostumara à situação…fazendo-o até recordar outras paragens onde vivera.
Areias de classe 1 ou 2 A controvérsia do transporte das areias extraídas do Portinho para a Duna dos Caldeirões, mereceu um pedido de explicações da parte do representante da CDU, levando o presidente do Executivo a assegurar que as de boa qualidade (nível 1) foram depositadas no cordão dunar, e as de qualidade inferior (nível 2), tinham sido lançadas no mar a sul do Forte do Cão.
Caminho obstruído A obstrução de acessos ao monte por cima das pedreiras poderá colocar em risco quem pretender percorrê-los, denunciou a oposição. A falta de segurança para as crianças no Parque Ramos Pereira é uma preocupação dos delegados, voltando Henrique Rodrigues (PSD) a pedir uma vedação, enquanto que Álvaro Meira se inquietou perante a possibilidade dos "carrinhos de choque" voltarem a circular no recinto, como sucedeu no último Verão. |
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Crónica Política (1906 - 1913)
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