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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


Decorações pascais
em Vila Praia de Âncora

No preambulo da maior Mesa de Páscoa, a realizar em Vila Praia de Âncora, fomos surpreendidos com a colocação de cruzes e panos roxos em ruas e varandas, recordando a paixão e martírio de Jesus.

Aparentemente, a iniciativa deve-se à Câmara de Caminha, que distribuiu algumas dezenas de cruzes negras que foram fixadas ao longo das ruas principais. Igualmente, panos roxos com cruzes estampadas, foram colocadas em varandas, engalanando a zona central da vila, assinalando a Quaresma, um período de reflexão que antecede a Páscoa, a mais importante festividade dos cristãos.

A Páscoa que é a festa da alegria, da ressurreição e da renovação, é recebida este ano, em Vila Praia de Âncora, de uma forma carregada e sombria. Embora compreenda a intenção, acho que o resultado é infeliz, originando um ambiente triste e deprimente no cenário daquela que vai ser a sala de visitas da maior Mesa da Páscoa de Portugal.

Se no ano passado foi excelente a ideia de distribuir ovos para os comerciantes os decorarem à sua vontade, estas cruzes não têm nada de criativo, nem de motivador ou moralizador de uma sociedade já deprimida pelos acontecimentos da política nacional protagonizados pelo Governo, sendo dispensadas quaisquer outras ajudas ou contributos.

Por outro lado, Vila Praia de Âncora não tem qualquer tradição pascal na ornamentação das ruas com símbolos religiosos, ao contrário de outras terras como Braga, cuja Semana Santa reúne multidões de turistas para assistirem às solenidades.

Ainda assim, parece-me desapropriado ser a Câmara Municipal a investir recursos financeiros e humanos nestes preparos, quando sabemos que não é função de uma autarquia imiscuir-se em áreas religiosas, como preconiza a Constituição da República, que salvaguarda a separação de poderes entre o Estado e a Igreja. Numa democracia plena, seria natural a Paróquia preparar a parte religiosa das festividades, enquanto a autarquia se encarregava da parte profana das mesmas, cada um fazendo aquilo que melhor sabe fazer.

Por isso, defendo que seria muito mais interessante uma decoração alegre e colorida à base de flores e outros símbolos Pascais, privilegiando a participação dos comerciantes, dos moradores e (principalmente) da comunidade escolar, na concepção e decoração das ruas.

Brito Ribeiro


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