As famigeradas portagens e a agora anunciada redução do investimento na modernização da linha do Minho (de 50 milhões de euros, passaram para 5) por parte do Governo de Lisboa, fizeram aumentar as críticas de vários quadrantes da vizinha Galiza.
Fartos do labiríntico sistema de pagamento/cobrança das portagens nas vias rápidas que se supunham não terem custos para os utilizadores, e dos prejuízos que esse imposto (mais um) vem causando às empresas e turismo dois lados do rio Minho, os nossos vizinhos galegos ficaram ainda mais estupefactos com o desprezo que os governantes portugueses manifestam pela criação de uma euro-região (Norte de Portugal e Galiza), ao decidirem unilateralmente reduzir a comparticipação nacional da melhoria da linha ferroviária do Minho, de 50 para 5 milhões de euros.
Seria bom que o Governo de Lisboa e o seu primeiro-ministro lessem o editorial do jornal Faro de Vigo do passado dia 17 (aqui o reproduzimos), levantassem a cabeça e vissem para além do Terreiro do Paço e das contas (habitualmente furadas) do excel do ministro Gaspar, e da visão curta do "licenciado" Relvas, mais apostado em inaugurações turísticas de oportunidade inquietante e em viagens de longo curso com final "feliz".