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10º Concurso Ibérico de Piano do Alto Minho
Academia de Música Fernandes Fão: "Aqui não há protagonismos! É um trabalho de equipa!", Eugénia Moura AMFF poderá ficar definitivamente no Centro Cultural e abandonar o projecto da Escola de Vilarinho A entrega de prémios do 10º Concurso Ibérico de Piano do Alto Minho organizado pela Academia de Música Fernandes Fão, serviu a Eugénia Moura, directora da academia, para destacar o trabalho colectivo de todos quantos se inserem neste projecto educativo que agora completa 25 anos de existência. Falando antes do concerto dos laureados que se seguiu à entrega dos diplomas e uma rosa a cada um dos distinguidos (três primeiros classificados e menções honrosas), Eugénia Moura frisou a inexistência de "protagonismos" nesta escola, mas sim um "trabalho de equipa".
Paulo Pereira, vereador da cultura da Câmara de Caminha, destacou a realização deste concurso e a série de concertos integrados no 9º Festival da Primavera que decorreu em paralelo.
Cerca de 50 jovens músicos participaram neste concurso "com óptimos trabalhos e muita qualidade", no seguimento do sucedido em anos anteriores, levando a professora a concluir que o que "há de melhor nas novas gerações passou por aqui, o que atesta a sua qualidade".
"Quando os concursos deste género não são reconhecidos, os bons candidatos não se apresentam", assim se aferindo da sua qualidade, explica Eugénia Moura.
Salientou que os melhores jovens pianistas como o Raul, Vasco, Edgar e muitos outros - encontrando-se a estudar no estrangeiro - e todos eles "passaram por aqui e ganharam este concurso".
800 alunos
Presentemente, a AMFF ministra ensino a 800 alunos distribuídos pelos polos de Vila Praia de Âncora (sede), Melgaço, Monção, Valença e Ponte de Lima, estando em vias de se concretizar a abertura de uma outra extensão da academia em Vila Nova de Cerveira.
"Presentemente, estamos em negociações" avança a directora, havendo "bastante vontade" da Câmara de Cerveira, apenas dependendo de uma disponibilização de instalações. No corrente ano lectivo têm-se concretizado uma série de actuações nesse concelho, encontrando-se uma das professoras a desenvolver um coro infanto-juvenil.
Em Caminha, a câmara municipal apontara o final do ano passado para a concretização das obras levadas a cabo por administração directa nas instalações da antiga escola primária, com a finalidade de aí albergar um polo da AMFF.
Eugénia Moura não quer avançar com datas porque "neste país, é sempre muito complicado" precisá-las, mas garante que "ficará muito bonita". A Direcção-Regional de Educação do Norte já inspeccionou as instalações e aprovou-as com duas pequenas alterações - "o que também atrasou as obras", precisou -, levando-a a concluir com algum optimismo que para o próximo ano lectivo "já estamos lá". Crê que 60 alunos presentemente em aulas em Vila Praia de Âncora se poderão transferir para Caminha, prevendo-se ainda um crescimento entre 30/40 alunos nos próximos três anos.
Academia no Centro Cultural e Social
A novidade quanto às instalações definitivas da AMFF, é que poderão ser as do próprio Centro Cultural, onde encontram provisoriamente desde a sua fundação.
Eugénia admitiu as dificuldades financeiras para conseguir recuperar a antiga Escola Primária de Vilarinho, para a qual já existe um projecto apresentado pela câmara há quatro anos destinado a sede da escola, mas que não tem tido evolução.
Perante o impasse camarário, decorrem negociações com o próprio Centro Cultural de Vila Praia de Âncora para que um aproveitamento mais alargado das suas instalações possam servir em definitivo para sede desta academia e ensino da música.
Eugénia Moura reconhece a "pouca utilização" do espaço deste centro e a possibilidade de uma "rentabilização maior", embora sejam necessárias obras de readaptação que crê "menos caras".
Já alertaram a câmara para a necessidade de existência de uma "autonomia pedagógica" da escola, levando-a a concluir que o interior do edifício do Centro Cultural reuniria as condições exigidas pelo Ministério da Educação a par de ser um processo "mais rápido".
"Seria dignificante obter essa autonomia pedagógica", frisa a professora que se mostra confiante no processo negocial envolvendo a direcção do Centro e Câmara Municipal, em consonância com as alterações estruturais de adaptação ao ensino da música que o ministério colocará. |
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