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Solidariedade e qualidade no AMFF in Concert a favor dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Caminha


António Garrido https://picasaweb.google.com/117985056650126671742/AMFFInConcertCaminha#

Mais de 1700 pessoas compraram o bilhete (5€) de ingresso no espectáculo de música pop/rock e erudita que decorreu na noite da passada Quarta-feira no Pavilhão Municipal de Caminha, numa manifestação de apreço pelos jovens organizadores do evento inédito neste concelho e de apoio às duas corporações de Bombeiros do Concelho de Caminha.

Não saíram desiludidas da iniciativa que reuniu em palco para cima de 300 músicos e coralistas, alunos e professores da Academia de Música Fernandes Fão (intérpretes da orquestra sinfónica, uma banda rock e coros), aos que se juntaram jovens cantores caminhenses já com provas dadas noutros espectáculos. Antes pelo contrário, foi unânime a apreciação positiva a um "sonho" de Jaime Alvarez, professor da AMFF e maestro desta sinfónica-pop-rock, ao qual se associaram outros jovens músicos como José Paulo Ribeira (teclados), Paulo Baixinho (cantor e um dos responsáveis pela produção técnica), a par dos intérpretes Sara Pereira, Ricardo Gomes, Inês Pinheiro, Elza Ferreira e Marina Pacheco, juntamente com todos os músicos que "fundiram a atualidade com a intemporalidade".

O pop e o rock juntaram-se aos clássicos da música erudita, resultando numa combinação feliz que demorou "três meses" a erguer, como nos confirmou o músico venadense Jaime Alvarez no final do concerto de mais de duas horas, esgotado pela exigência a que todos se submeteram, mas felicíssimo pelo resultado conseguido, evidenciado pelas inúmeras felicitações de que todos foram alvo.

"Uma noite especial"

Jaime Alvarez confessou-nos que este espectáculo representou "tudo" para ele, "quase nem tenho palavras" para exprimir o que sentia "numa noite especial e num concerto único no concelho e que certamente ficará durante alguns tempos na memória das pessoas", assegurou.

"Foram três meses a dormir duas a três horas por noite", sublinhou o autor da ideia compartida com outros amigos e músicos, referindo-se em concreto ao Zé Paulo e ao Baixinho. Aliás, o esforço - "recompensado" pelas grandes ovações da multidão de espectadores que encheram o municipal - foi patente através das imagens projectadas no écran por detrás do coro, com sequências fotográficas dos ensaios e preparativos desses longos noventa dias.

Essa tela foi ainda aproveitada pela realização do evento para fazer coincidir as múltiplas e diversificadas interpretações da orquestra, coro e solistas com clips, vídeos e fotos dos autores e bandas cujos temas foram (re)interpretados nessa noite.

"Grande espectáculo"

Para Sara Pereira, o seu contributo para este momento cultural de beneficência representou um "orgulho muito grande ao estar presente com todos estes músicos - e que também receberam um convite tão importante para estarem presentes - e é evidente que teria de aceitar, além do mais por uma causa tão nobre como foi o caso de ajudar os bombeiros da terra".

Esta cantora caminhense, já com provas dadas no canto, assumiu a necessidade de realização de "mais iniciativas destas no concelho", face ao "grande espectáculo" presenciado por quase duas mil pessoas.

Sara Pereira evidenciou ainda o "muito orgulho em ter sido convidada" e em "estar aqui" a contribuir para um melhor funcionamento e apetrechamento das duas corporações de bombeiros.

"Ponto culminante"

Rui Barrocas, um violinista vilarmourense que liderou o seu naipe nesta orquestra, não hesitou em definir a iniciativa como o "ponto culminante" dos 25 anos da Academia de Música Fernandes Fão que se comemoram este ano.

"Como aluno e representante dos alunos da AMFF foi um orgulho estar em palco com músicos de tanta categoria, e tão bons profissionais".

Sublinhou que a Academia vem tentando transmitir "um projecto de afectos" ao longo deste quarto de século, e não apenas arte, enquadrando-se por isso este espectáculo numa campanha solidária, ao apresentar como objectivo recolher "donativos" para os Bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora.

"A arte é isto!"

Outra das solistas, Marina Pacheco, nascida em Lisboa mas residente em Esposende, além de considerar uma "honra fazer parte desta casa (AMFF) e como artista faz parte do meu trabalho ser para os outros - arte é isto!".

Reconheceu ter adorado participar na elaboração deste evento, produto de um "trabalho enorme e de grande qualidade".

"Foi óptimo!"

José Paulo Ribeira participou na organização deste projecto, desfrutou e vibrou com o espectáculo ao qual deu contributo importante. Foram sempre visíveis as suas expressões de contentamento pelo seu papel, quer como mero integrante de um conjunto de sons harmoniosos extraídos de todos os instrumentos e vozes, quer como solista e introdutor das entradas de outros músicos (o saxofonista Paulo Franco, por exemplo).

"Foi um momento em que as pessoas se uniram em torno da música, sem qualquer tipo de preocupação com o estilo - se é erudito, pop ou rock", referiu José Paulo Ribeira-, relevando ainda o "entusiasmo" dos alunos na participação do concerto.

Frisou a importância da causa a favor dos Bombeiros, e que inicialmente se dirigira para apoiar o tratamento de uma jovem entretanto falecida, entendendo que todos os contributos encaminhados para os soldados da paz nunca são demais face ao altruísmo e coragem que os move, e pelos quais "tenho grande admiração, porque eu não sei se teria coragem e disponibilidade" para assumir tais funções, admitiu José Paulo Ribeira após o espectáculo que terminou com a público embalado pela canção "Hey Jude", dos Beatles.

"Estou feliz!"

Este ponto marcante na história da Academia de Música Fernandes Fão foi um momento de felicidade, como nos confirmou a sua directora Eugénia Moura.

"Em tempos tão difíceis, seria mais fácil cruzar os braços", admitiu a principal responsável pela expansão desta Academia prestes a inaugurar um novo polo de ensino no próximo ano lectivo em Vila Nova de Cerveira.


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