Jornal Digital Regional
Nº 439: 9/15 Mai 09 (Semanal - Sábados)
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Vila Praia de Âncora

Relvado sintético arrancará no Verão

Praia do Forte do Cão ameaçada pelos "pardieiros"

Agora a água da Retorta tem PH baixo

Casas mortuárias num impasse e jardim infantil avançará

Rectificações na Pr. da República para as calendas

O Âncora-Praia Futebol Clube aguarda apenas pela aprovação do financiamento bancário que lhe permita assegurar um protocolo a celebrar com a câmara e junta, destinado a construir um relvado sintético no seu campo de jogos.

José Presa, presidente da Assembleia de Freguesia (AF) de Vila Praia de Âncora e, simultaneamente, presidente do Âncora-Praia, explicou em reunião deste órgão e em resposta a uma interpelação do delegado socialista Sérgio Torres, que "gostaria que a obra fosse feita este Verão".

O clube contrairá o empréstimo no valor do custo da obra (300.000€ mais IVA) e a câmara subsidiará o seu pagamento.

Com o projecto concluído e estabelecido acordo com o empreiteiro, tudo indica que desta feita o sintético será uma realidade a curto prazo.

"É UMA VERGONHA!"

Outro caso repetidamente debatido nestas reuniões, prende-se com a "completa anarquia" de construções a que se assiste junto ao sanatório da Gelfa, na freguesia de Âncora, mas que o delegado Alfredo Pinto não se cansa de falar, a despeito de o problema se desenvolver em freguesia vizinha.

Este delegado considerou ser "uma vergonha!" e instou Manuel Marques, presidente da Junta de Vila Praia de Âncora a explicar em que ponto se situa a revisão do Plano Director Municipal, de modo a pôr cobro ao aparecimento de "pardieiros" que "certos senhores constroem" e, mais tarde, "vamos pagar as praias para esse senhores", numa alusão às verbas do Polis previstas para o litoral concelhio.

Alfredo Pinto lamentou que no início do mandato lhe tivessem prometido que não se construiria nesta zona marítima mas, no final destes quatro anos, "a câmara que eu ajudei a eleger faz isto", surgindo agora os tais "pardieiros".

"Veja-se quem são os especuladores!"(…)"Não brinquem comigo!", desabafou o antigo presidente da Assembleia de Freguesia, cargo que abandonou em ruptura com a actual presidente da Câmara.

Este delegado receia ainda pelo que possa vir a suceder a norte das Camboas, já em Vila Praia de Âncora, temendo que "aprovar o PDM no início do próximo mandato é o pior que pode acontecer", fazendo votos para que "os especuladores imobiliários não entrem lá".

Este delegado agora independente, referiu que todas estas situações são objecto de apreciações na praça pública, onde "se ouvem todo o tipo de comentários", receando que se esteja a regressar a tempos passados.

Manuel Marques garantiu que no Campo do Castelo não haverá especulação imobiliária e admitiu que o Polis condicionará o próprio PDM evitando dessa forma tais situações, prevendo apenas um pequeno espaço a norte para construção.

Segundo já tem sido repisado pelos eleitos do PSD, a entrada em vigor de nova legislação respeitante à elaboração dos PDMs atrasou todo o processo que já estava em desenvolvimento.

LOTEAMENTO DA QUINTA DO QUEIRÓS AINDA É NOTÍCIA

Outro motivo de preocupação deste delegado, bem como do socialista Daniel Labandeiro, reporta-se ao loteamento em curso na designada Quinta do Queirós, na Valada.

O escoamento dos esgotos do empreendimento mereceu atenção redobrada dos delegados desde que tomaram conhecimento da sua autorização, temendo que o rio Âncora venha a ser afectado, tendo levado a assembleia a exigir explicações sobre o projecto à câmara.

Contudo, Manuel Marques disse estar ainda à espera de esclarecimentos, embora se mantenha atento ao desenvolvimento da obra, crendo, no entanto, que com a colocação da rede de saneamento na obra de remodelação em curso do piso da Rua da Valada, o problema possa estar debelado.

O autarca aproveitou a ocasião para elogiar este investimento, bem como a colaboração dos moradores na cedência de terrenos para alargamento da estrada.

ANÁLISE AO PROJECTO DO PARQUE RAMOS PEREIRA

A obra que decorre no Parque Ramos Pereira foi objecto de algumas apreciações por parte do socialista Daniel Labandeiro e Alfredo Pinto.

O primeiro, embora concordando com a necessidade da intervenção, disse terem outra visão da forma com ela foi concebida.

Apelidou de "desperdício" o que se vai registar em área de estacionamento, defendendo um parque subterrâneo, tanto neste local como no mercado municipal, considerando também errada a colocação do mini-parque de jogos junto à marginal, duvidando da capacidade de 264 lugares apontada no projecto.

Alfredo Pinto evidenciou satisfação com a obra mas interrogou-se sobre a necessidade do abate de árvores de grande porte verificado, e, em tom irónico, lembrou que "todas as árvores estão doentes antes de uma grande obra!".

Manuel Marques, respondendo ao eleito pelo PS, disse ser impossível criar no parque um aparcamento subterrâneo devido ao lençol freático e às infra-estruturas já existentes, e, em relação às árvores referiu não terem condições para serem transplantadas, embora não descartasse a hipótese de o terem feito em relação a alguns plátanos.

"DESRESPEITADO"

Os erros detectados no projecto da Pr. da República voltaram a ser discutidos em mais uma reunião da AF, com Alfredo Pinto a aparecer mais uma vez muito crítico.

Mas mais do que descontente com a concepção do projecto, o delegado independente lamentou que lhe tivessem prometido numa reunião mantida com a presidente da Câmara e na presença do presidente da Junta, que iriam rectificar o que não sucedeu ainda, salientou.

Recordou ainda a forma como a presidente da Câmara o tratara nessa reunião em que apresentou elementos técnicos em como os seus reparos tinham consistência, dizendo ter sido "desrespeitado", pela "forma como foi tratado".

Em jeito de desafio aos próximos candidatos à câmara, Alfredo Pinto desabafou que "se eu fosse candidato prometia a correcção dos erros da praça".

ÁGUA DA FONTE DA RETORTA COM PH BAIXO

A situação da água da Fonte da Retorta, interdita ao consumo após as obras do IC1, mereceu um pedido de explicações à Junta, por parte do socialista Sérgio Torres.

Segundo deu conta o presidente social-democrata Manuel Marques, se em relação às percentagens de alumínio que estiverem na origem da interdição algo tinha melhorado, apresentando parâmetros que podem ser considerados normais, já o PH desceu bastante, o que originou nova preocupação, não permitindo à Delegação de Saúde conceder uma autorização expressa para o seu consumo.

CASAS MORTUÁRIAS EM "PONTO MORTO"

O projecto das casas mortuárias previstas para terrenos Fábrica da Igreja junto da Igreja Paroquial continua num impasse, conforme reconheceu Manuel Marques, chegando a afirmar na reunião que "agradeço uma alternativa", face à irredutibilidade da autoridade religiosa em acordar a sua cedência.

Uma proposta de troca de terrenos (no Calvário) apresentada pelo pároco à freguesia não mereceu muita aceitação da Junta, conforme evidenciou Manuel Marques, embora os socialistas tivessem apontado outro local a escolher.

CAMINHOS DO MONTE SEM ARRANJO

A situação em que se encontra o parque de merendas de Bulhente, bem como os caminhos do monte, mostraram um presidente da Junta decepcionado quanto ao fim a dar a essa local de lazer, devido ao vandalismo de que é alvo, levando-o a concluir não ser razoável gastar dinheiro nele.

Já quanto aos caminhos afectados pelas obras do IC1 e linhas de água que ainda constituem perigo em caso de fortes chuvas, o presidente da Junta aceitou o aviso de Alfredo Pinto, quanto aos cinco anos de garantia que a obra dispõe, após o que ninguém poderá pedir responsabilidade ao dono da obra ou ao empreiteiro.

Alfredo Pinto ainda se questionou sobre as razões que levaram a que todos os caminhos de monte em Vile e Riba d'Âncora estejam em bom estado, ao contrário do que sucede em V.P.Âncora.

"Se é por eu falar, eu calo-me…", disse, por fim.

AUTO-CARAVANAS INVADEM CAMBOAS

Com a aproximação do tempo quente, as auto-caravanas começam a povoar a zona marítima das Camboas e os políticos locais temem as consequências da ocupação selvagem desse espaço, como foi o caso de Gaspar Pereira (PS), exigindo "disciplina" nesse local.

Manuel Marques preferiu lavar as mãos porque "há uns a favor e outros contra", mas Alfredo Pinto considerou que competia à câmara definir outro local para as auto-caravanas, independentemente da existência de parques de campismo para o efeito.

Travou-se discussão sobre o assunto, mas prevaleceu a ideia de que aquele local se encontra sob a jurisdição da Capitania a quem competiria discipliná-lo.

"NÃO DEMOS PARECER"

A construção de mais uns lotes de apartamentos entre a R. Miguel Bombarda e o arruamento do Centro de Saúde, levou Daniel Labandeiro a pedir explicações à Junta pelo facto de a obra ter estado embargada durante três anos e só agora ter avançado.

As explicações não foram muitas porque "não estou bem dentro do assunto", precisou o presidente da Junta, apenas referindo que a obra iniciara-se sem estar em conformidade com o projecto, tendo-se gerado discussão por causa dos prédios já existentes nas imediações ao haver pareceres técnicos diferentes.

Adiantou, a propósito, que a Junta de Freguesia não tinha dado qualquer parecer sobre este projecto.

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