O Ministério Público do Tribunal de Caminha prossegue o inquérito aberto ao caso do alegado desvio de cerca de 18.000€ correspondentes à venda de bilhetes da carreira fluvial por ferry-boat, entre Caminha e A Guarda.
Depois de terem sido ouvidas a funcionária sob quem recaem as suspeitas de não ter entregue o dinheiro na Secção de Contabilidade camarária, quando exercia funções na bilheteira do cais de atracação de Caminha, e uma amiga a quem teria confiado o apuro da bilheteira entre 15 de Agosto e 14 de Dezembro de 2008, sob o compromisso de o transportar para os serviços camarários competentes, foram agora prestar declarações dois chefes de divisão camarários e outros tantos chefes de serviços.
Na tarde do passado dia 7, passaram pelo MP os chefes de Divisão de Fomento e o da Divisão Administrativa e Financeira, bem como a chefe de Secção de Contabilidade, Aprovisionamento e Património e o dos Serviços de Higiene e Limpeza, responsável mais directo pelo funcionamento da embarcação e pessoal adstrito a este transporte fluvial.
Enquanto que o tribunal avança nas diligências tendentes a averiguar a existência de infracção penal e a necessidade de fixar medidas de coacção, os serviços jurídicos camarários já concluíram um segundo inquérito destinado a apurar a eventual responsabilidade das chefias ou de alguma delas no arrastar da situação durante quatro meses.
A possível "ineficácia" dos serviços no controle das entregas dos apuros da bilheteira deverá agora ser analisada pelo Executivo camarário em próxima reunião, depois de os vereadores socialistas não terem aceite punir unicamente a funcionária com oito meses de suspensão conforme lhes era proposto a 9 de Abril, tendo votado o prosseguimento de diligências durante mais um mês, cujo prazo foi concluído agora.