Helene Cooper, a jornalista de origem liberiana autora de A Casa da Praia do Açúcar – Em Busca de Uma Infância Perdida em África (colecção Mulheres de Coragem) — que esteve na tabela de Bestsellers do New York Times e foi considerado um Notable Book de 2008 pelo New York Times e pelo Washington Post —, estará em Portugal para o lançamento da edição portuguesa da obra (QuidNovi), a convite do Festival LeV – Literatura em Viagem, que decorrerá entre 18 e 22 de Abril em Matosinhos.
Para além da sua participação nos trabalhos do Festival, e do lançamento do livro que aí decorrerá, a Autora virá a Lisboa nos dias 22 e 23 de Abril, estando disponível para entrevistas.
Helene Cooper é uma jovem descendente de duas dinastias, que remontam ao primeiro grupo de escravos libertados que partiram de Nova Iorque em 1820 para fundarem a Libéria. Helene cresceu na Praia do Açúcar, junto ao mar, onde se situava a mansão familiar, de vinte e duas divisões.
Foi uma infância cheia de criados, carros vistosos, uma villa em Espanha e uma fazenda no interior. Quando Helene tinha oito anos, os Cooper adoptaram uma menina — um hábito vulgar entre a elite liberiana. Eunice, uma rapariga da etnia Bassa, tornou-se, de repente, conhecida como «filha da senhora Cooper».
Durante anos, as filhas dos Cooper beneficiaram do aparato da riqueza e da vantagem da sua posição social. Mas a Libéria era como uma panela de água a ferver. E, em 1980, um grupo de soldados fez um golpe de Estado, assassinou o presidente e executou os seus ministros. Os Cooper e os amigos foram aprisionados, abatidos a tiro, torturados e as suas mulheres e filhas violadas. Depois de um brutal ataque, Helene, Marlene e a mãe fugiram da Praia do Açúcar e, depois, para a América. Mas deixaram Eunice para trás…
Do outro lado do Mundo, Helene cresceu e tornou-se uma conhecida repórter, trabalhando para o Wall Street Journal e o New York Times e viajando por todo o mundo, mas evitando sempre África. No entanto, em 2003, uma experiência que quase a vitimou, no Iraque, convenceu-a de que a
Libéria, tal como Eunice, não podia esperar.
Sendo, simultaneamente, uma narrativa muito pessoal e uma análise de um país violento, A Casa da Praia do Açúcar é um relato de tragédia e perdão, contado com uma sinceridade inabalável e o humor de alguém que foi capaz de sobreviver.
HELENE COOPER é correspondente diplomática do New York Times. Antes desse posto, foi editora-adjunta da página de opinião do New York Times, depois de doze anos passados como repórter e correspondente no estrangeiro do Wall Street Journal. Helene Cooper nasceu em Monróvia, na Libéria, e reside na área de Washingon.