Jornal Digital Regional
Nº 434: 4/10 Abr 09 (Semanal - Sábados)
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Misericórdia de Caminha pretende registar os seus prédios rústicos e permuta terreno com Junta de Vilarelho

Lar de Grandes Acamados em perspectiva

200.000€ aplicados em capital de risco no BPN

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Caminha foi autorizado em assembleia geral a proceder ao registo a favor da instituição de todos os prédios rústicos que lhe pertencem mas que ainda não se encontram devidamente legalizados.

LAR PARA 24 UTENTES

Na mesma reunião, foi viabilizada a permuta de terrenos com a Junta de Freguesia de Vilarelho, destinada à construção de um Lar de Grandes Acamados para 24 utentes.

A autarquia vilarelhense também já aprovou em assembleia de freguesia a troca de um terreno que possui no Lugar do Morno com 9.700 m2 e que tem capacidade construtiva, com outro que a Santa Casa detém junto ao Cruzeiro de Santo Antão.

Este projecto prevê empregar 22 funcionários que, prioritariamente, devem ser recrutados na freguesia de Vilarelho.

Vão ser investidos 900.000€, esperando a Mesa Administrativa da Misericórdia a aprovação de uma candidatura que deverá ser entregue até ao próximo dia 20, contando com uma comparticipação de 770.000€, devendo a obra ficar concluída nos três anos subsequentes à aprovação da dita candidatura.

200.000€ PARA AUMENTO DE CAPITAL DA SLN

Um assunto discutido nesta reunião, resultante de um pedido de esclarecimentos do irmão José Rodrigues, prendeu-se com os boatos que corriam sobre a aplicação de dinheiros da Santa Casa no Banco Português de Negócios.

Confirmaram-se essas suspeitas, ficando a saber-se que em 2006 foram aplicados 200.000€ em capital de risco muito elevado, por um período de 10 anos, a um juro de 6,5%, dinheiro este que terá servido para o aumento de capital da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) que o banco andou a angariar, segundo apurou o C@2000.

Refira-se que o Estado apenas garante o dinheiro aplicado em depósitos e não em aplicações de risco.

Essa verba não poderá ser movimentada até 2011, existindo ainda receios quantos aos custos do resgate do dinheiro após essa data, que poderão ser bastante onerosos.

Este negócio foi feito através da agência do BPN em Vila Praia de Âncora, cujo gerente é o presidente do Definitório (Conselho Fiscal) e um dos funcionários era um antigo tesoureiro da Mesa Administrativa da Sana Casa.

José Rodrigues pediu garantias do recebimento desses títulos, respondendo António Afonso, provedor da Misericórdia, que já tinham falado sobre esse assunto com o gerente do banco em V.P.Âncora, tendo-lhes assegurado que não haveria qualquer risco.

Estas palavras foram corroboradas pelo próprio, igualmente presente na reunião.

Rui Matos referiu que o dinheiro estava garantido porque o BPN, agora, pertencia ao Estado, assegurando que documentação assinada entre ambas as instituições permitiriam o reembolso total da aplicação e respectivos juros ao fim de cinco anos.

PARQUE SUBTERRÂNEO DESCARTADO

Um projecto camarário de construção de um parque subterrâneo no sub-solo do Largo Calouste Gulbenkian foi objecto de um pedido de explicações por parte do irmão José Avelar, tendo sido negado pelo provedor que a autarquia venha a fazer qualquer parque em terrenos que pertencem à Misericórdia, tendo apenas solicitado o embelezamento do piso, o qual foi autorizado.

Este logradouro encontra-se registado em nome da Misericórdia desde 2000.

VOTOS

José Barbosa apresentaria três propostas no decorrer da assembleia.

Sugeriu e viu aprovada a proposta de inclusão de um voto de pesar pelos irmãos falecidos nos relatórios de actividade da irmandade.

As outras duas propostas (não aprovadas) reportavam-se, uma, à elaboração de uma listagem dos irmãos admitidos, falecidos ou cuja admissão fora recusada, e a outra, prendia-se com a inclusão do "pessoal da instituição" no rol dos agradecimentos a diversas pessoas ou entidades que tivessem apoiado ou colaborado com a Misericórdia, nos respectivos relatórios anuais.

500 ANOS

Aproximando-se o ano de 2016, 500 anos depois de ter sido fundada a Santa Casa da Misericórdia de Caminha, o tesoureiro da Mesa Administrativa, Pedro Giestal, sugeriu a criação de uma comissão que elabore um programa de comemorações.

Um caso que correu pelos tribunais, respeitante a um trabalho de uma voluntária da Capela da Misericórdia, levou o provedor a assegurar que não a tinham despedido, apenas lhe tendo pedido que se colectasse.

Saliente-se que as Contas da Misericórdia passaram a ser vistoriadas por um revisor oficial de contas, sendo aprovadas nesta assembleia geral.

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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