O Ministério Público do Tribunal de Caminha procedeu à abertura de um inquérito a um alegado desvio de receitas da bilheteira situada no cais português, do serviço de transporte fluvial por ferry-boat entre Caminha e A Guarda, entre Julho e Dezembro de 2008.
Uma funcionária camarária e uma amiga poderão estar envolvidas directamente neste caso revelado pelo C@2000 em primeira mão em Janeiro deste ano, embora não se descarte a eventualidade de virem a ser apuradas outras responsabilidades a nível da fiscalização que se mostrou não ter sido a mais adequada, designadamente, durante esse período, embora a questão de um menor rigor na contabilidade dos dinheiros da carreira já seja anterior.
Estará em causa uma verba à volta de 19 mil euros que deixaram de ser entregues nos serviços de contabilidade camarários durante esse período e que o próprio presidente da Câmara de A Guarda - com quem Caminha reparte a gestão do funcionamento do transbordador - já exigiu que fossem repostos, o que ainda não sucedeu.
Perante estes acontecimentos, Júlia Paula, presidente do município caminhense, abriu um inquérito interno, cujas conclusões vêm sendo reiteradamente solicitadas pela oposição socialista face à sua "gravidade" ao estarem em causa dinheiros públicos, prometendo a autarca que logo que concluído seria apresentado à vereação, prevendo-se para breve a sua apreciação.
Embora inicialmente a autarca se mostrasse renitente em confirmar a participação ao MP do sucedido, viria mais tarde fazê-lo perante a evolução das inquirições que evoluíram no sentido de culpabilizar a funcionária, que, entretanto, se encontra com baixa médica, após ser transferida de serviço.