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RIBA D'ÂNCORA MEGACOZIDO SERVE DE PROMOÇÃO DA REGIÃO
O megacozido de Riba d'Âncora já ultrapassa as meras fronteiras geográficas da freguesia, tornando-se num fenómeno nacional, bem expresso pela atenção que os média lhe dispensam, conforme a ele se referiu o governador civil Pita Guerreiro quando entrevistado, dando como exemplo a presença das televisões na unidade hoteleira de Vile, realizando a cobertura do repasto. COMEMORAR O NATAL ABERTAMENTE
Diversos políticos passaram por lá, como sucedeu com Abel Baptista, deputado do CDS-PP pelo distrito de Viana do Castelo, que "desde a primeira hora" acompanhou a iniciativa, quando ela se realizou debaixo de uma tenda, em Riba d'Âncora, ainda se encontrava na Segurança Social e foi contactado pelo padre Manuel Joaquim.
Frisou que este cozido permite um "convívio entre pessoas, angariar fundos para uma instituição de solidariedade social e respectiva paróquia, além de facultar a uma comunidade comemorar o Natal de uma forma tão ampla e aberta". TAPETE FOI "EMBLEMA"
A Junta de Freguesia de Riba d'Âncora assinalou com entusiasmo esta quinta edição, apenas lamentando que a freguesia "não tenha condições para albergar as mais de mil pessoas inscritas", aproveitando Luciano Santos para elogiar o trabalho da comissão que "em cada ano pretende melhorar, criando em 2007 como emblema um tapete feito à base de restos de alimentos da própria ementa" que os miúdos do jardim de infância conceberam, fazendo votos para que o evento prossiga.
Igual vaticínio foi feito por Paulo Pereira, vereador da Câmara de Caminha presente em Vile, embora reconheça não ser nada fácil encaixar 1.500 pessoas naquele espaço "a fim de celebrar a festa paroquial de Riba d'Âncora", representando "uma família-interparoquial muito alargada, devido à adesão que de ano para ano tem vindo a aumentar", o que valoriza a confraternização e permite angariar mais fundos para aquilo que "a todos nós pertence - o nosso património arquitectónico", na caso, a Igreja de Riba d'Âncora. "HOMENAGEM ÀS IGUARIAS
A presença do secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, na edição deste ano, foi encarada pelo próprio como uma forma de revelar "o empenho que o Ministério da Cultura tem numa iniciativa como esta", demonstrativa do interesse de uma comunidade apostada em preservar o seu património", aliado à divulgação de um prato tradicional.
Reconheceu que a recuperação do património a nível nacional é uma tarefa "incomensurável", em que o Estado, "sozinho", nunca conseguirá fazê-lo, designadamente, "com a rapidez necessária, uma vez que o nosso património é muito rico", valorizando o facto de as comunidades "também tomarem esta tarefa como sua".
Referiu que uma comunidade local ou regional com um património "bem recuperado", representa igualmente um local mais apetecível para as pessoas viverem, podendo trazer mais atractividade e, inclusivamente, levá-las a fixar aí residência, dentro da perspectiva de uma "visão alargada da cultura".
"COMPLEXIDADE" SUPERADA COM ORGANIZAÇÃO
A qualidade evidenciada nesta refeição típica da cozinha tradicional do Alto Minho não foi esquecida por Pita Guerreiro, governador civil do distrito, outro dos convidados deste convívio, razão pela qual "não me surpreendeu que, este ano, tenha já atingido o número de 1.500 pessoas".
Mais elogiou quem organizou esta refeição, devido à "complexidade" da sua confecção e pelos números que já atingiu, o que também contribuiu para chamar a atenção dos órgãos de comunicação social presentes.
"É importante reforçar os laços de amizade da comunidade, atendendo a que não temos muitas oportunidades de conviver e este megacozido também tem este objectivo".
MUITO RESPEITO PELO TRABALHO E OBJECTIVOS
Jorge Fão, deputado pelo distrito e outro dos convidados, referiu que um dos motivos que o levaram a estar presente mais uma vez, se prendia em primeiro lugar com "esta manifestação comunitária", o segundo "pelo facto de haver um objectivo nobre de angariação de fundos para um património construído e dando à comunidade de Riba d'Âncora melhores condições para a prática religiosa" e, por último, "porque é resultado do trabalho de um grupo de pessoas que de forma voluntária se disponibiliza para estas tarefas", gerando um fenómeno já raro numa sociedade globalizada, mas que se tornou num acontecimento a nível nacional. QUALIDADE DO COZIDO ATRAIU MAIS 300
Figura central desta jornada de fraternidade e dádiva, o pároco Manuel Joaquim elogiou "o trabalho da organização e a participação" dos 1.500 convivas, concluindo que os convívios "que vimos organizando ano após ano são cada vez melhores, devido a que os participantes trazem cada vez mais participantes", o que obrigou a organização a reforçar o espaço com mais uma sala com 400 pessoas, pelo que no conjunto dos dois locais, o número de 1.200 registado em 2006, foi largamente superado.
Se, no início, o objectivo foi angariar fundos para a recuperação da Igreja Paroquial, o padre Manuel Joaquim e a sua equipa ligada à comissão fabriqueira, cedo se aperceberam que as despesas aumentavam sempre, passando então para objectivo primordial a "confraternização, a paz, a harmonia e este saboroso convívio que todos apreciamos".
De igual modo a intenção de obter verbas para a recuperação da capela prossegue, estando nos horizontes da paróquia proceder à instalação de um sistema de aquecimento ("um dos meus sonhos", assinalou o pároco Manuel Joaquim) assim que intervierem no piso e no altar-mor, mas outras obras nas cinco capelas de Riba d'Âncora foram apontadas como cruciais, tendo já procedido ao restauro de alguns pormenores nas de S. Bartolomeu, S. Miguel e Divino Espírito Santo em 2007, embora ainda não estejam concluídas e, as demais, ficarão para um futuro não muito distante.
Com este aumento crescente de participantes, a organização vai empenhar-se ainda mais no futuro, asseverou, mesmo que todas a capelas já estejam recuperadas.
"É que o nosso objectivo principal agora já é a confraternização e se o saldo for sempre positivo, há muitas coisas na nossa comunidade onde investir, não só a nível da Igreja, como do ponto de vista social, designadamente a nossa associação ARA que está a trabalhar muito bem com a nossa juventude". Refira-se por último que as crianças do Jardim de Infância conceberam um tapete à base de material reciclável, feito de restos de produtos hortícolas usados na confecção do cozido, dando assim um exemplo aos adultos.
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