A Junta de Freguesia de Orbacém não vislumbra grandes melhorias para 2008, depois de dois anos de crise registados nos precedentes, embora "haja uma relação de coisas que gostaríamos de fazer mas não sei se conseguiremos", lamentou-se Amadeu Brito, ao referir-se ao Plano de Actividades aprovado em Assembleia de Freguesia.
A autarquia orbacense, embora admitindo que não poder ser muito ambiciosa, avança com um orçamento (246.000€) um tanto ou quanto idêntico ao de 2007, que suporta um plano, cujas prioridades se centram na construção de um armazém (30.000€) junto ao Centro Social e Cultural, aquisição de um tractor agrícola (25.000€) e beneficiações nos caminhos de Cabanas (Sítio da Fontinha-25.000€), Oliveiras/Cancela (alargamento e pavimentação em calçada à portuguesa) e de acesso à ponte de Bouça-Mé (pavimentação em calçada à portuguesa), a par de limpezas nos caminhos da freguesia e de monte.
Os delegados comentaram a falta de obras na freguesia, as quais aconteceram apenas até às eleições de 2005, sendo que daí para cá, pouco ou nada tem sido feito.
Como uma das maiores inovações para a aldeia registada em 2007, foi a entrega de um kit de primeiro combate aos incêndios florestais, estimado em 7.500€, depois de a Junta ter apresentado uma candidatura que suportou esse equipamento, necessitando agora de um meio de transporte a fim de o deslocar rapidamente em caso de necessidade.
Refira-se ainda que a autarquia vai avançar com projectos de reflorestação de zonas ardidas e de protecção de espaços não atingidos pelo fogo.
A par deste kit, a Junta comprou uma viatura de nove lugares, comparticipada em metade pela Câmara e, em termos de obras, ficou-se pelo arranjo de um muro no caminho de Roma.
Encerrada a Escola Primária, o destino a dar este edifício preocupa os eleitos locais, apesar de ser propriedade da câmara municipal, a qual está interessada em celebrar um protocolo de transferência para a competência da junta.
A existência de uma candidatura avançada por uma professora, para a criação de um centro de dia de apoio aos idosos, poderá ser uma das hipóteses de dinamização do espaço, muito embora os delegados ignorem qual será a sua receptividade.
Uma maior burocracia exigida na contabilidade das juntas não agrada aos eleitos locais, mesmo tendo em conta a dispensa do seu envio para o Tribunal de Contas, referiu Amadeu Brito.