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OURIVESARIA J. LEÃO ASSALTADA EM CAMINHA
Cinco indivíduos, com sotaque italiano, de cara descoberta, assaltaram a Ourivesaria J. Leão, na Rua da Corredoura, em Caminha, pela 1h30 da tarde de hoje. Quatro deles, no interior de um Alfa Romeo 164, com matrícula portuguesa, investiram, por diversas vezes, com a traseira da viatura contra a porta do estabelecimento, até que a arrombaram e entraram no interior da ourivesaria, recolhendo todo o ouro que se encontrava dentro da montra, para dentro de baldes que transportavam para o carro. Um deles ficou caído no granito, tal como algumas peças retiradas da vitrina. A GNR seguiu no seu encalço logo que alertada pelo alarme da loja e por um dos agentes que passava nas proximidades, mas acabou por lhes perder o rasto, quando fugiam para norte. (Actualização Dia 21 15h) ASSALTO A OURIVESARIA "RENDEU" GANGUE COMPOSTO POR CINCO ELEMENTOS
Os Núcleos de Intervenção Criminal da Guarda Nacional Republicana de Viana do Castelo e Polícia Judiciária de Braga prosseguiram durante toda a tarde de hoje as investigações tendentes a descobrir os cinco autores do assalto à ourivesaria J. Leão, localizada na R. da Corredoura, em Caminha. Embora ainda não tivesse sido contabilizado o total do roubo, ele poderá ascender a algumas centenas de milhares de euros, na sua maioria objectos de ouro, distribuídos pela montra do estabelecimento comercial e por uma das vitrinas existente numa das paredes interiores da joalharia. Recordamos que quatro indivíduos actuando a cara descoberta, posicionaram o Alfa Romeo 164, de cor vermelho escuro, perto da ourivesaria, por volta da uma e meia da tarde, em pleno dia de feira na vila, quando o estabelecimento se encontrava encerrado para almoço. OPERAÇÃO ULTRA-RÁPIDA
Uma moradora pretendia sair com o carro da garagem e pediu-lhes para retirarem a viatura, tendo-lhe respondido pouco amigavelmente num idioma que parecia italiano.
Segundos depois e já depois da residente ter abandonado o local, colocaram o Alfa Romeo com a traseira virada para as duas portas da loja e investiram o carro umas três vezes contra elas, até que conseguiram arrombá-las, entrando três deles (calçando luvas usadas na construção civil) no interior do comércio, transportando baldes de plástico, dentro dos quais deitaram rapidamente todos os objectos que puderam retirar das vitrinas e fugiram pela rua acima na mesma viatura, tendo ainda raspado na traseira de um carro imobilizado no entroncamento da Corredoura com a Av. S. João de Deus.
QUINTO ELEMENTO CONTROLAVA O TRÂNSITO
Neste local, encontrava-se o quinto elemento do gangue que tentava controlar o trânsito, de modo a evitar que alguma viatura se dirigisse para o Terreiro, pela R. da Corredoura, o que poderia atrasar ou mesmo impedir a fuga dos assaltantes. O carro ensaiou a fuga rápida para sul através da Av. S. João de Deus, em sentido proibido, mas, porque, eventualmente viesse outra viatura subindo esta artéria, deteve-se, inverteu a marcha e seguiu pela R. da Corredoura até ao Largo da Escola, virando na Avenida da Estação e quase provocando um acidente no entroncamento junto à capela de S. João. GNR TENTOU NÃO PERDÊ-LOS DE VISTA
A GNR, alertada pelo alarme da ourivesaria, pelos moradores que assistiram ao assalto (alguns deles desde as varandas) e por um militar da própria polícia que passava nas imediações, colocou os seus homens em campo, sendo que um jipe ainda andou durante alguma tempo à frente do carro utilizado no roubo e que se dirigia para Espanha, pela EN13, tentando não os perder de vista, até que foi ultrapassado pelo carro de alta cilindrada dos ladrões. Em Seixas, na saída desta freguesia, o "alfa" circulando velozmente, foi visto a ultrapassar tudo e todos, sem respeitar linhas contínuas, até que entrou alguns minutos depois em Espanha, não tendo sido possível detê-lo em qualquer das pontes de Valença. Ao fim da tarde de hoje, não havia qualquer evolução sobre as diligências realizadas para identificar e prender os meliantes. Sabe-se também que um deles empunhava um pau quando saiu do carro e entrou na ourivesaria. BALDE E ALGUNS OBJECTOS FICARAM PARA TRÁS
Na precipitação da fuga, alguns objectos caíram dos baldes, podendo ser vistos no lajedo da rua, em frente do comércio assaltado.
Os proprietários deste comércio, ainda não recompostos do prejuízo registado, numa época em que "o negócio vai mal", conforme nos referiu um deles, deitavam contas à vida, tentando encontrar formas de ultrapassar a situação, dando-se apenas por satisfeitos por não se encontrar ninguém na joalharia, o que terá evitado, provavelmente, danos pessoais graves. (ACTUALIZAÇÃO: 20H30 - 20/Jun/07) |
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