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APRESENTADO DISPOSITIVO OPERACIONAL DISTRITAL
António Costa, ministro da Administração Interna, marcou presença esta manhã (Sábado) em Viana do Castelo, na cerimónia de apresentação de um novo dispositivo operacional de combate aos fogos florestais no distrito, durante a qual foram entregues os crachás às diversas unidades intervenientes, incluindo os Bombeiros Voluntários de Caminha e Vila Praia de Âncora e os Sapadores Florestais de Riba d'Âncora.
Até 2009 serão criadas 200 equipas num total de 8.900 homens, sendo que para o corrente ano, já existem 60 em todo o país, incluindo o distrito de Viana do Castelo, deu conta o governante, face à necessidade de prevenir, vigiar e actuar rapidamente numa zona considerada de maior alto risco em toda a península.
Cerca de 80% dos incêndios florestais registados em toda a península, tiveram lugar numa zona compreendida o norte da Galiza e Aveiro, revelou António Costa, daí a necessidade de dotar o nosso distrito com os meios mais adequados, dado que nos encontramos no meio desta área crítica, além de Viana do Castelo ter sido "muito penalizado" em 2006. "2006 FOI UM ANO DE VIRAGEM"
Mostrou-se esperançado em aumentar os resultados "francamente melhores" já obtidos em 2006 e pediu uma actuação cívica de toda a população, atendendo a que a maioria dos fogos florestais não resulta de mão criminosa, como alguém já fez crer, mas sim da negligência e descuido das pessoas, desde o lançamento de cigarros por apagar, fogueiras e falta de limpeza das matas privadas ou públicas.
Chamou a atenção para a necessidade de fazer cumprir a lei recentemente aprovada, cujos deveres competem a todos os proprietários de manchas florestais, pedindo às câmaras que "redobrem" o esforço de fiscalização e ponham operacional a área de protecção civil. "REFORÇO DA COMPONENTE HUMANA
Um crescente aumento de efectivos humanos envolvidos nas três fases mais críticas do ano, levou a que tivesse sido celebrado um acordo entre a Associação de Municípios Portugueses, Liga dos Bombeiros e Governo, de modo a equipar as corporações de bombeiros voluntários com pessoal profissional.
Prometeu uma companhia a actuar no Minho e duas equipas de sapadores do Exército, realçando um hélio de combate às chamas e de transporte de equipas de primeira actuação. CRIAR MAIOR EFICÁCIA NA DEFESA DA FLORESTA
Pita Guerreiro, governador civil do distrito, também referiu na sua alocução a importância de um novo quadro legal e equipamentos até agora inexistentes
Salientou a criação dos Grupos de Intervenção Prevenção e Socorro (GIPS) compostos por elementos da GNR com a missão de vigiar e realizar as primeiras intervenções e a existência do dobro de militares afectos à vigilância e rescaldo.
Embora a petição inicial do distrito fosse a de dois helicópteros, apenas um foi colocado à disposição da protecção civil, com capacidade para 5.000 litros de água e transporte de homens.
Apesar dos constrangimentos financeiros que impedirão a disponibilização de mais material e pessoal, Pita Guerreiro mostrou-se convicto de que, mesmo assim, "conseguiremos uma maior eficácia na defesa da vida, das nossas populações e da floresta - um património colectivo", frisou.
O representante do Governo salientou ainda o empenhamento evidenciado por todas câmaras no combate aos fogos, resultando daí a sua convicção de que vai reduzir a área ardida no distrito e, no futuro, criar "um Portugal sem fogos".
"UM PORTUGAL SEM FOGOS"
António Antunes, responsável pela protecção civil no distrito, explicou a forma como os diversos intervenientes neste processo vão interagir, as três fases da directiva operacional nacional, por forma a criar "um Portugal sem fogos…mas que depende de todos", segundo reza o lema desta campanha envolvendo mais meios e recursos humanos.
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