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ÂNCORA INSTALAÇÃO DA REDE DE SANEAMENTO
A freguesia de Âncora, através dos seus representantes autárquicos, manifestou descontentamento pela forma como está a decorrer a instalação da rede de saneamento.
PONTE DE ABADIM CAUSA APREENSÃO
Citou vários casos: conduta que irá passar na ponte de Abadim, um monumento classificado e "em ruína", cuja vala para o saneamento feita aponta para o meio da ligação granítica; temeu as consequências da ligação da estação de bombagem do Paço a um regueiro, receando que uma avaria possa contaminar as águas do rio Âncora junto a um lugar de lazer da freguesia e a montante da estação de captação da Valada; pediu explicações sobre uma possível mudança do projecto de substituição do piso por cubo na R. Teixeira de Queirós, uma vez que se encontravam a recolocar o que já existia; pediu que o saneamento do lugar da Aspra fosse instalado e disse não entender porque razão o pavimento da R. da Linda não prosseguiu.
Estas situações foram completadas pelas intervenções dos igualmente delegados socialistas Daniel Presa e Ana Rosa Gandres, criticando a falta de visão na R. da Areia, por não terem procedido à colocação de um pavimento novo, exigindo que os técnicos camarários viessem ao local verificar o que está mal e procedendo às respectivas correcções.
A eleita pelo PS pediu uma intervenção na presa do Carvalhido, devido à queda de pedras e sobre as questões referidas na ocasião, lamentou que "tenhamos vindo a falar há quatro anos e nada se concretiza", considerando tudo aquilo de "mero formalismo".
As escorrências de água pela Rua de Stª Luzia, foi outro dos reparos ouvidos na reunião. AUTARQUIA RECONHECEU ERROS
Apanhado no meio deste turbilhão de fogo cruzado de críticas dirigidas essencialmente à Minho e Lima, empresa responsável pela colocação da rede de águas, e Câmara Municipal, Vasco Presa, presidente da Junta, foi dando algumas explicações, reconhecendo alguns erros ou denotando dificuldade em justificar algumas opções e mudanças de orientação em certas obras e confirmando que fora pedida a reformulação do projecto da rede de saneamento. Foi dizendo que o vereador responsável pelas obras públicas, bem como técnicos, se deslocariam a Âncora precisamente no dia seguinte ao da realização da assembleia, a fim de constatar alguns dos defeitos e estratégias seguidas. Sobre a R. Teixeira de Queirós anunciou que tem tentado corrigir o erro técnico da calçada e de não salvaguardarem outros trabalhos que deveriam ter sido executados. PEDIDAS RESPONSABILIDADES Foi mais longe e em relação aos erros no saneamento, avançou que "alguém terá que assumi-los", dando como exemplo o facto de não terem feito já as ligações às habitações, o que obrigará posteriormente a abrir novamente a calçada. "Disseram-me que a tubagem passaria pelo fundo do rio" afirmou Vasco Presa em resposta às inquietações dos delegados quanto à ponte de Abadim, embora não os conseguisse sossegar totalmente, porque ainda não estava na posse de toda a informação necessária.
Em relação à R. da Areia, disse desconhecer de quem era a culpa da situação, mas que iriam ser colocadas condutas de águas pluviais e novo piso. PISO NA RUA DA LINDA SÓ CHEGOU A ALGUMAS CASAS
O presidente da autarquia disse desconhecer o que se passava na presa do Carvalhido mas lamentou que as pessoas a utilizem mal e em relação à conclusão do piso na R. da Linda, prometeu fazê-lo, embora sem adiantar datas.
Todas estas situações escalpelizadas na reunião, levaram o delegado António Vieitas, eleito pelo PSD a sugerir à presidente da Câmara que "venha cá falar connosco, na nossa frente, para lhe dizer que estamos descontentes com o que está a ser feito e, então, levava-as todas para ir com o carro carregado", desabafou. CASA MORTUÁRIA É PRIORIDADE Quanto a projectos futuros, a construção da casa mortuária continua a merecer atenção, existindo projecto e uma verba (insuficiente) de 7.000€ para a primeira fase, embora se apresentasse desagradado que algumas pessoas "digam aqui uma coisa e façam outra", numa referência aos boatos de que a área prevista para a sua instalação não era zona de construção.
O autarca abordou ainda a questão do piso do acesso ao Forte do Cão, tema abordado por Daniel Presa, mostrando-se interessado em intervir mas, "ninguém nos garante que a praia seja classificada". 174.000€ EM 2006 Quando chamados a pronunciarem-se sobre a conta de gerência/06, registando um movimento de 174.000€, a oposição considerou-o de "pobreza franciscana", por apenas terem executado metade do previsto, classificação rebatida pela junta social-democrata. A oposição questionou ainda uma verba recebida de 28.000€ direccionada a instituições desportivas e recreativas, explicando Vasco Presa que resultou de um protocolo exigido pela Câmara há dois anos, ao pretender que essa quantia destinada à melhoria do piso e outras beneficiações no campo de jogos do Ancorense, passasse pela sua autarquia. O autarca referiu que não concordou com essa exigência do protocolo e, "agora, nem protocolos faz".
Dada a palavra ao público, um ancorense desafiou o presidente da Junta a colocar os mastros das bandeiras junto à sede da autarquia.
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