Jornal Digital Regional
Nº 334: 7/13 Abr 07 (Semanal - Sábados)
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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


«Mesários desavindos»

Direito de Resposta à notícia publicada dia 31 de Março de 2007
no Jornal Digital Caminha 2000

Nos termos das disposições legais que definem o direito do contraditório e a defesa do direito ao bom-nome requeiro ao Jornal Digital caminha 2000 a publicação da seguinte resposta ao artigo editado em 31/03/07.

Assim, porque se depreende do vosso artigo que foi o senhor Bispo que me aconselhou a demissão, venho refutar indelevelmente tal informação por falsear a verdade dos factos. A verdade é que, por iniciativa própria e pelas razões que apontei na carta enviada ao Bispo da Diocese de Viana do Castelo, com conhecimento de outras entidades relevantes tais como a União das Misericórdias e Gabinete de Fiscalização do Instituto Segurança Social, apresentei o meu pedido de renuncia do meu lugar de mesário, como prova envio cópia da carta de resposta do Senhor Bispo.

Relativamente às alegadas acusações proferidas de uso injustificado da carrinha e telefone para proveito próprio, estas não foram provadas em sede própria, id est, na Assembleia Geral de irmãos realizada no dia 30 de Março de 2007, porque são ridículas e falsas questões levantadas para distrair as atenções de outros assuntos.

Termino dizendo, que de facto, o sr. Provedor mereceu uma queixa na GNR da autoria de um utente do Lar de Idosos por tentativa de agressão.

Amilcar de Azevedo
Mesário Auto-Demissionário

Misericórdia de Caminha:

Um voto de desagrado

Porque julgamos ser de boa-formação não utilizar a ofensa pública como arma de defesa, consideramos que o sr. Provedor se deve retratar publicamente para o bem e credibilidade da actual Mesa da Misericórdia de Caminha.

No entanto, mesmo se acontecer tal nobre acto e digno da figura de (qualquer) Provedor, fica aqui o nosso voto de desagrado pelo seu infeliz comentário sobre um mésario altruisticamente empenhado há mais de uma década nas questões da Santa Casa de Caminha. Aliás como é do conhecimento geral.

Porque não podemos pactuar de modo algum com tal comportamento do sr. Provedor contrário aos "princípios da doutrina e moral cristãs" mencionados no Artigo 1.º do Compromisso da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, resta-me anunciar publicamente a minha renúncia aos Corpos Gerentes da Santa Casa de Misericórdia de Caminha, na qualidade de membro do Definitório.

Carlos Azevedo, Dr.
Irmão da SCMC

PERISCÓPIO SOCIAL

Ainda as crianças...

Na última edição, demos atenção à precaridade, falta de equipamentos e subdimensionamento dos parques infantis de Vila Praia de Âncora. Estamos de volta ao assunto para fazer uma correcção, o problema que identificámos em Vila Praia de Âncora, não é exclusivo desta freguesia acontecendo o mesmo a outras localidades do concelho de Caminha.

As crianças são o futuro da nossa terra e merecem ter o melhor que a nossa comunidade pode pagar. Quanto mais apurado o ensino for, mais exigentes seremos no futuro... e isso é bom.

Inevitavelmente, falar de educação conduz-nos à estratégia e ao espectro político. E, normalmente, o político anda sempre descompassado: as palavras ultrapassam a racionalidade da realidade. O esforço constante de querer dizer o que o povo quer ouvir, obriga a concretizar obras que, muitas vezes, não passam de mera cosmética completamente desfazada da realidade. Veja-se o exemplo do "tapete vermelho" da Avenida Ramos Pereira ou a nova pintura do parque infantil de V. P. Âncora que nada aporta para a melhoria daucação das nossas crianças.

Os jardins de infância devem estar dotados de uma série de equipamentos que familiarizem as crianças para as exigências da vida em sociedade sempre exigente e em constante mutação.

Os profissionais da educação de infância não são milagreiros e, muitos deles, estão muitos furos acima daquilo que todos nós pensamos. Eles têm a responsabilidade de abrir a porta da rua aos nossos filhos e começar a mostrar-lhes o mundo. Por isso mesmo, têm que ser ajudados de forma reflectida e participativa.

Hoje, parece-nos haver uma necessidade urgente de fazer um inventário dos equipamentos e condições dos jardins de infância do nosso concelho e elaborar um cadastro do existente. Depois deste trabalho é recomendável o envolvimento dos profissionais na identificação das principais necessidades que devem ser supridas para que o concelho de Caminha possa estar na vanguarda da educação pré-escolar.

Iremos tomar como exemplo o Jardim de Infância de Vila Praia de Âncora. Sem telefone, sem internet, sem um parque ao ar livre para que as crianças possam fazer aquilo que mais gostam (correr, saltar, brincar, gritar...), limitação de recursos diácticos para apoio pedagógico, etc... Exige-se um jardim de infância à altura dos ancorenses e, a nosso ver, os ancorenses não são assim tão "baixos". Vila Praia de Âncora é, há vários anos, o motor do concelho de Caminha e, sem bairrismos, deve ser tratada com investimento, equipamentos e recursos de qualidade.

Reflectir sobre a qualidade da educação pré-escolar é, acima de tudo, ter a capacidade crítica construtiva e dialogante entre o município e os profissionais da educação de infância sem esquecer, é claro, os Encarreagados de Educação.

Pessoalmente, preferíamos a avenida Ramos Pereira sem "tapetes vermelhos" e que o dinheiro ali enterrado servisse para melhorar as condições de trabalho de educadores e crianças. Afinal, mais que uma verdade, hoje o sucesso de uma freguesia, de um concelho e de um país começa na qualidade da educação.

O fraco investimento municipal na educação de infância deve fazer os pais mais militantes da melhoria da qualidade de vida e aprendizagem dos seus filhos durante grande parte do dia. Com toda a certeza que, dentro do espírito democrático, os responsáveis políticos locais serão sensíveis aquilo que os pais reivindicam. Diz o povo que "a união faz a força" e, nós acrescentamos: quando o povo quer, o político passa a querer.

Pedro Ribeiro

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