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IGREJA MATRIZ REABRIU TEMPORARIAMENTE JÚLIA PAULA DISCORDA DA "OPORTUNIDADE" DA DRAGAGEM DO PORTINHO ELABORAÇÃO DO PDM ADJUDICADA
No decurso da Feira Medieval que irá decorrer durante este fim de semana, o IPPAR permitiu visitas guiadas à Igreja Matriz de Caminha, segundo informou Júlia Paula, presidente do município caminhense, na última sessão camarária.
A autarca afirmou que estas vistas em grupo tinham resultado das diligências efectuadas pela autarquia junto desse instituto, o que lhe mereceu um reparo do vereador socialista Amílcar Lousa, assinalando que a reabertura da Matriz tinha resultado da iniciativa do deputado Jorge Fão, devendo, por tal motivo, ser "legítimo" referi-lo. Esta observação não foi acolhida com agrado pela presidente do Executivo, aproveitando o pretexto para desancar no vereador por "não nos dar conta do que faz" e "passar por cima dos eleitos locais".
A propósito, e depois de sublinhar que "não faço as coisas para ter protagonismo", destacou a obra em curso de dragagem do Portinho de Vila Praia de Âncora, definindo-a como "a maior irresponsabilidade", porque, no seu entender, "põe em causa a segurança, a praia e o turismo", ao ser realizada nesta altura do ano. Acusou Jorge Fão de ter tido interferência no início da obra em pleno verão e de estar por detrás de reuniões com governantes sem a presença da Câmara e juntas de freguesia. "NÃO SE ENGANOU QUANDO DECIDIU DESTACAR CAMINHA" Tudo isto se passou numa reunião que coincidiu com a data da outorga do Foral a Caminha pelo Rei D. Dinis, motivo pelo qual a autarca iniciou a sessão lendo um poema do "Rei Lavrador" e elogiando a obra desse monarca. Júlia Paula referenciou diversas decisões tomadas por D. Dinis, nomeadamente no campo do ensino, acabando o seu improviso a incorporar-se ela própria na senda desse monarca, no campo das realizações, citando então alguns dos empreendimentos levados a cabo nestes últimos quatro anos e os que pretende levar por diante no futuro. Citou a colocação de mais eco-pontos, a recuperação das casas de Ventura Terra, Sidónio Pais e Cine-teatro Valadares e a conclusão da 3ª fase do nó de Erva Verde e construção das piscinas, ambas em V.P.Âncora. Sobre este último projecto, a autarca formulou o desejo de que o Governo venha a apoiá-lo financeiramente. Em relação a Caminha, a autarca mostrou-se disposta a remodelar a marginal e voltou a insistir na construção de uma travessia sobre o rio Minho. CARTA EDUCATIVA AINDA MEXE A polémica surgida ao redor da Carta Educativa ainda teve reflexos nesta sessão, apesar de aprovada três dias antes pela Assembleia Municipal. Amílcar Lousa e Júlia Paula esgrimiram argumentos acerca do caso da posição dos pais de Gondar sobre a passagem dos alunos para Dem, tendo o primeiro manifestado o seu desapontamento por lhe terem dito que tinham concordado com a mudança para essa freguesia, quando tal não teria correspondido à verdade, o que levou a que os vereadores do PS tivessem votado favoravelmente esse documento.
Júlia Paula reafirmou que na primeira reunião (Maio) com os pais de Gondar, estes se teriam manifestado favoráveis à inscrição em Dem e acusou o PS de ter mudado de opinião na votação da Assembleia Municipal -"uma situação a que já estamos habituados", sublinhou-, logo que se apercebeu de que poderia ter problemas. Lousa insistiu, baseado no abaixo-assinado entregue à Câmara, mas que Júlia Paula relativizou, dizendo que as assinaturas tinham sido entregues duas semanas antes da Assembleia Municipal A autarca explicou ainda a Lousa a forma como são controlados os critérios de exigência das praias com Bandeira Azul, depois de lhe ter recordado que o concelho possui dois desses galardões e não apenas um, como ele citara e quanto a hasteamento da flâmula na praia de Moledo, endossou essa responsabilildade aos concessionários e não à Câmara, como o vereador poderia fazer crer. ELABORAÇÃO DO PDM ADJUDICADA Outro momento de discordância eclodiu quando Amílcar Lousa criticou a ausência de qualquer representante camarário no debate sobre o Plano Director Municipal que o PS levou por diante há quinze dias. A ausência de qualquer convite foi a justificação invocada pela autarca, que aproveitou para salientar que os socialistas não tinham incluído os técnicos municipais nesse colóquio. Mais adiantou que a elaboração do PDM já fora adjudicada a uma empresa -não revelou qual- que irá desenhar este documento em conjunto com os técnicos municipais. |
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