Numa altura em que decorreu no rio Coura o Campeonato Mundial Júnior de pesca à pluma, a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e o Grupo de Estudo e Prevenção do Património Vilarmourense denunciaram o aparecimento de "grande quantidade e variedade de peixes mortos (essencialmente trutas e bogas)", desde a praia da Levada até à ponte românica desta freguesia.
O facto de neste troço do rio Coura se proceder à captação de água de abastecimento público a parte do concelho de Caminha, leva estas duas entidades a exigirem "averiguações que visem o esclarecimento do que se passa e a tomada de medidas adequadas".
Em contacto com o Delegado de Saúde de Caminha, foi-nos comunicado que "não teve conhecimento de nada" e sem que haja qualquer participação, não actuarão.
Ainda relacionado com os riscos de poluição no rio Coura, a CDU de Paredes de Coura viu deferida uma providência cautelar entreposta junto do Tribunal Administrativo de Braga, tendo em vista impedir a construção de uma ETAR no lugar de Pernizes e a construção de uma conduta junto à ponte de Mantelães, o que consideram um "atentado contra o património arquitectónico", obra a cargo da empresa "Minho e Lima".
Uma alteração ao projecto original, levaria a que em caso de avaria na estação elevatória, as águas residuais de Paredes de Coura e Formariz seriam vertidas directamente para o rio Coura, o que contrariaria a legislação existente.
Desta forma, a CDU exige à "Minho e Lima" que "aplique as decisões do Tribunal. Para bem do ambiente e dos interesses da população do concelho".