Jornal Digital Regional
Nº 284: 8/14 Abr 06 (Semanal - Sábados)
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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


Assembleia-geral dos Bombeiros Voluntários

Rescaldo

Uma questão de princípios, ou o princípio duma questão. É desta forma que entendo exprimir opinião pessoal acerca duma Assembleia fria na forma e vazia de conteúdo. Com uma agenda de trabalhos normal, vamos aos factos:

Ponto 1: Votação do relatório e contas de gerência

Quando, por uma questão de princípios o relatório deve estar à disposição dos associados para consulta, pura e simplesmente não foi apresentado, ou melhor dizendo, não existia. Todavia, e apesar dessa constatação o documento que não existia, foi aprovado por unanimidade.

Ponto 2: Votação do parecer do Conselho Fiscal

Este parecer foi lido pelo Presidente da Assembleia, como favorável, sendo assinado pelos três membros que compõem aquele órgão. Seguiu-se a votação, sendo aprovado por unanimidade.

Ponto 3: Discussão de assuntos considerados de interesse para a Instituição

Perante o absoluto silêncio dos associados presentes (na ordem das duas dezenas) usou da palavra o Presidente da Direcção cessante que em frases telegráficas, leu um relatório, com explicação adicional, em cerca de três minutos.

Ponto 4: Tomada de posse dos novos Órgãos Sociais, eleitos a 16 de Dezembro de 2005

Chamados pela ordem das listas apresentadas a sufrágio tomaram posse alguns dos eleitos que se encontravam presentes.

Devo dizer que um dos eleitos que nesta Assembleia tomou posse, como Presidente da Assembleia-geral foi o subscritor deste artigo.

Parece-me no entanto oportuno, tecer algumas considerações que pela sua natureza me levariam a conduzir os trabalhos da Assembleia de um outro modo.

Como é possível colocar à discussão e aprovar-se um documento que não existe?

Como é possível um Órgão como o Conselho Fiscal pronunciar-se sobre um documento que não lhe é presente?

Este é o princípio da questão.

Quanto aos esclarecimentos do Presidente da Direcção cessante, na leitura do relatório que referi, era de esperar, alguma referência a obra feita pela Direcção, mas apenas foi dito com algum ênfase, o que não foi feito, e passo a citar: como é do conhecimento de todos.

Quanto às contas da Instituição disse haver um activo de € 25.000 (vinte e cinco mil euro), para conhecimento de todos.

Não fiz nenhuma intervenção no decurso da ordem de trabalhos da Assembleia porque tinha o propósito de o fazer após tomar posse como Presidente e consequentemente tomar o meu lugar na mesa, mas não tive essa oportunidade pela orientação do Presidente cessante e meu particular amigo António Pereira, que entendeu continuar a exercer. Não será excessivo considerar que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha, na parte final da última Assembleia-geral teve dois Presidentes, um recém-empossado sentado no auditório, e outro na condução dos trabalhos.

Fico com a esperança que o princípio que me deu origem a estas questões seja futuramente considerado uma questão de princípio.

Luís Carlos Rodrigues

EMIGRANTE NO CANADA EXPRIME AS SUAS IMPRESSÕES SOBRE A SITUAÇÃO DOS PORTUGUESES REPATRIADOS

Apresento os meus cumprimentos e passo a dar as minhas impressões sobre a situação dos Portugueses Repatriados do Canada na confiança que partilharão com os vossos leitores. Acredito não ser o único a partilhar estas opiniões que apresento mas estaria de facto muito interessado em saber se os meus compatriotas vossas leitores em Portugal ou no estrangeiro partilham as mesmas ideias.

Em primeiro lugar quero apresentar os meus sinceros sentimentos de solidariedade perante as famílias Portuguesas quem foram e estão a ser forçados a sair do Canada por se encontrarem em estado ilegal neste país. Resido no Canada faz mais de 30 anos. Emigrei com os meus pais tinha ainda os meus dez anos de idade. Passo a dizer que adoro este país onde me eduquei, estabeleci, e crio uma família. E ao pensar na magoa, tristeza, e revolta que sentiria se fosse forçado a sair desta minha nova terra sinto muita compaixão por estes meus compatriotas que estão a ser agora deportados e forçados a abandonarem as suas vidas e os seus sonhos. Felizmente todos na nossa família - incluindo os meus filhos nascidos neste lado do Atlântico - temos dupla nacionalidade - Portuguesa e Canadiana. Mas, a minha situação favorável não me impede de sentir compaixão e revolta pelo que esta a acontecer com milhares de Portugueses neste país. No entanto não concordo com alguns dos pontos levantados pelo vosso jornal. Costuma-se dizer que a culpa não gosta de estar muito tempo solteira. e por vezes procura "parceiros" errados. E infelizmente vejo que é de facto o que está a acontecer com esta triste situação. Não só no vosso jornal mas perante a comunicação social Portuguesa em geral.

Na minha opinião não faltam culpados nesta triste situação. Alguns têm sido mais apontados do que outros - e outros nem sequer são mencionados - nos vários órgãos de comunicação social. Daí a clara sensação que há um medo colectivo de por o dedo na ferida. Passo a partilhar a minha opinião sobre tudo isto. Partilho como cidadão de ambos os países.

Em primeiro, as próprias pessoas em estado ilegal têm de assumir culpa. Assumiram o risco sabendo que existem leis em relação a emigrantes ilegais - em todos os países incluindo Portugal. Afinal de contas estes turistas tornados emigrantes ilegais colocaram-se por sua própria decisão nesta situação precária.

Segundo, os familiares e amigos que os incentivaram a "emigrar" têm de assumir alguma culpa também. Boas intenções a parte estes convites foram feitos de uma forma mal informada e foleira. Falharam em contemplar os riscos que estavam a convencer estas pessoas a assumir.

Terceiro, quem lhes deu emprego. Precisavam de uma associação de empresários - os que lhes dão emprego - que os prepara-se e aconselha-se e que fizessem o "lobby" necessário junto do Governo Canadiano - não agora mas de há anos para cá. Muitos dos patrões deste ilegais são Portugueses onde está a solidariedade? A maioria trabalham na construção civil o que tornaria uma associação mais fácil do que se envolve-se vários sectores. Porque só agora dizem (exageradamente) que estas deportações vão "afectar a economia Canadiana"?

Quarto, a comunidade Portuguesa em geral - especialmente a de Toronto - falhou em dar apoio a estes compatriotas. Temos clubes e associações para todos os gostos. Mas estes milhares precisavam não de clubes desportivos e para os balinhos mas sim de uma associação que os informa-se, representa-se e acompanha-se nesta "sua" terra nova. O facto é que somos uma comunidade individualista - meio milhão de Portugueses no Canada! Que se fez como comunidade para ajudar estas pessoas no últimos anos?

Para aqueles que vivem no Canada pergunto - acham que se isto se desse com a comunidade judaica, por exemplo, que o governo Canadiano teria agido da mesma forma? Acham que a comunidade judaica teria reagido com a mesma preguiça e indiferença que a nossa demonstra? Se fossemos uma comunidade com voz e unida penso que o governo Canadiano teria agido de uma forma com um pouco mais de compaixão e diplomacia. Mas o governo Canadiano sabe que somos uma comunidade de individualistas. O governo Canadiano sabe que connosco pode estar a vontade que muitos de nos estamos ocupados de mais com o futebol, os bailinhos, os cafezinhos e os bilhares, e as festas "religiosas" para nos darmos ao trabalho de ajudar os nossos irmãos.

Pergunto: Como e quando se manifestou a comunidade Portuguesa em Toronto? Como se manifestou a comunidade Portuguesa fora de Toronto...em Montreal, Vancouver, Victoria, Winnipeg, Edmonton, Halifax... Zero, Zero, Zero, Zero, Zero!

Quinto, os tais chamados 'conselheiros' - muitos sem escrúpulos e muitos sem qualificações. Em Portugal qualquer um se pode chamar "doutor" - infelizmente neste pais qualquer um pode-se chamar a si próprio conselheiro. Cabe ao Governo Canadiano apertar com estes indivíduos mas para isso terão de haver queixas e denuncias. Com milhares de Portugueses ilegais a serem manipulados e usados por estes 'conselheiros" cabe a comunidade Portuguesa organizar-se e denunciar e apresenatar queixas ao Governo Canadiano sobre estes 'conselheiros" - muitos deles como diz o vossa jornal - são Portugueses! Triste mas aproveitamo-nos uns dos outros.

Sexto, e quanto a mim aqueles que têm grande culpa nisto tudo mas que a comunicação social tem medo de melindrar e então evitam de colocar o dedo na ferida: O Governo Português, O Governo dos Açores, O Ministério de Negócios Estrangeiros (MNE) Português, a Embaixada e os vários Consulados de Portugal no Canada, a Secretaria de Estado das Comunidades e a Directoria Regional das Comunidades Açoriana.

Que fizeram ou deveriam ter feito estas entidades e suas centenas de funcionários por estes ilegais - cidadãos Portugueses que embora em estado ilegal são cidadãos Portugueses?

Porque não está a comunicação social a debater e levantar estas questões - incluindo os senhores/as?

O presidente do Governo Açoriano, Carlos César, elogiou esta semana a atitude "pró-activa" demonstrada pela diplomacia portuguesa relativamente aos repatriamentos de emigrantes do Canadá para Portugal. "Carlos César concerteza esta a brincar! Isto é brincadeira - só pode ser. O Governo Português com atitude "pró-activa"?! Não sei se hei-de rir ou chorar!

Então já sabem ha anos que o Canada, como a maioria dos países expulsa ilegais, não fizeram NADA no últimos anos para ajudar e preparar estas pessoas através dos consulados e embaixada de Portugal no Canada e agora DEPOIS de serem expulsos mais ilegais Portugueses é que o senhor Freitas e companhia vêem cá?! Fazer o quê? Sejam honestos! O pouco que estão agora fazer já haviam de ter feito há vários anos. Se bem que o que estão a fazer é mais para se fazerem mostrar interessados, tentarem cobrir a negligencia, e por razoes políticas.

Portugal e os Açores e o MNE através dos consulados e embaixada no Canada falharam de forma preguiçosa aqueles que deveriam SERVIR. Mas estes "doutores" pensam-se acima dos "emigras". MILHOES de euros que mandam os emigrantes DIARIAMENTE para os cofres de Portugal e são assim tratados - ilegais ou não a atitude do governo de Portugal e dos Açores não é "pró-activa" mas sim preguiçosa, ridícula, desinteressada, e sem explicação possível. Que vergonha. Que grande charada.

Passo a dizer que embora não goste de ver os meus compatriotas a serem expulsos deste país acho que o Canada agiu de forma legal e correcta dentro das leis do país. Isto não quer dizer que a política de emigração não necessite de alteração - mas isso é outra conversa.

Sinto pena das pessoas que deixam aqui os seus sonhos mas a lei é lei. O Canada é um dos países mais abertos a emigração - facto que é reconhecido na União Europeia e a volta do mundo. Alem disso temos neste pais meio milhão de Portugueses legais e muitos com dupla nacionalidade obtida depois de emigrarem como prova do acolhimento que este país tem dado ao nosso povo. Isto para não falar no milhões de emigrantes de outros países que se estabeleceram também no Canada.

Conduzir carro sem possuir uma carta de condução é contra a lei. Não vamos deixar conduzir quem não tem carta de condução só porque são bons condutores e querem conduzir, ou vamos? Então porque irão os "outros" dar-se ao trabalho de seguir a lei e obter uma carta de condução legalmente? Penso que o mesmo se aplica. Só porque alguém quer viver e trabalhar noutro não lhe dá o direito de o fazer sem ter os devido documentos. O facto de ser "bom trabalhador" não é nem poder ser suficiente.

Dizem vários orgãos de comunicação social que o endurecimento no combate aos ilegais coincide com a chegada ao poder do Partido Conservador, que há pouco ganhou as legislativas aos liberais-democratas então no poder.

Este comentário apresentado como facto esta no mínimo inteiramente longe da realidade. Numa ditadura as leis podem mudar assim que o governo assume poder político. Numa democracia a coisa não funciona assim como a comunicação social deve saber. Até porque o novo governo so começou a funcionar como novo governo no dia 3 de Abril - semanas depois de serem repatriados ilegais de todas as nacionalidades. Querer culpar o novo governo é uma coisa ter factos para justifica-lo é outra. A decisão de repatriar ilegais do Canada não tem nada - mas nada - a haver com um novo partido que está no Governo faz poucas semanas. Por mais que seja oportuno e conveniente utilizar esta desculpa para explicar as deportações - dize-lo é errado e só contribui para evitarmos de enfrentar as verdadeiras razoes que criaram esta triste situação.

O interessante é que os Governos de Portugal e dos Açores querem dar a entender que foram apanhados de surpresa. A comunicação social vai na conversa. Tomaram conhecimento que o Canada repatria pessoas em estado ilegal somente agora? Como se diz em termos populares "querem mandar areia para os olhos". Isto não é nada de novo amigos. Porque só actuar agora quando já foram expulsos do Canada muitos Portugueses ilegais em anos anteriores? Porque não acompanharam esta situação e porque não fizeram algo de concreto antes? Agora Freitas e companhia têm "ideias" para partilhar com o Governo Canadiano? Agora "abrem a porta da diplomacia" Porquê só agora?! Talvez se nao se tem encostado faz anos. Talvez alguns dos repatriados ainda estivessem no Canada e possivelmente legais.

Que têm feito os vários consulados Portugueses e a embaixada de Portugal no Canada por estes milhares de Portugueses no últimos anos? NADA! Só agora é que estão "preocupados". Que grande vigarice. Só agora é que houve emergência em vir cá o Freitas e comitiva?

Noticiou o Jornal Mundo Português/O Emigrante:
"Elizabete, como tantos outros portugueses, não baixou os braços e esteve nas duas manifestações que foram feitas frente ao Consulado Geral de Portugal em Toronto. "Estivemos lá das 6H da manhã às 6H da noite, mas o Governo português através das vias consulares diz que nada pode fazer, nada pode interferir na vida política de um outro País", conta Elizabete, a chorar."

Não duvido do que esta senhora partilha mas as desculpas do Consulado são isso mesmo desculpas. Em Inglês isto chama-se "copout" - ou seja evasão de responsabilidade. Depois de adormecerem ao volante estão a tentar mandar areia aos olhos. Garanto que se os emigrantes parassem de mandar os MILHOES de euros que mandam para os cofres de Portugal TODOS OS DIAS, garanto que Portugal e os Açores e seus "doutores" nos consulados teriam achado ou pelo menos tentado encontrar soluções ha muito tempo.

Porquê? Porque somos "emigras". Porque a maltinha dos serviços consulares julga-se superior aos "emigras". Não estão aqui para "servir" o povo Português - que é de facto o que deveriam fazer. Agarram-se as peneiras do títulos de "doutores" - falso títulos que não reconhecidos em parte alguma do mundo se não em Portugal - julgam-se mais que os outros. Posso dizer isto porque depois de tantos anos no Canada ja senti pessoalmente a arrogância, preguiça, e estupidez da embaixada e de dois consulados do Canada. Emigrantes que já foram obrigados a utilizar os serviços consulares neste e noutros países sabem bem do que falo. A arrogância destes pseudo-doutores é incrível.

Infelizmente "emigras" - embora mandem para os cofres de Portugal MILHOES de euros todos os dias para AJUDAR Portugal - são, infelizmente "emigras". E para a maioria do Portugueses em Portugal (mais no continente que nos Açores) - e esta atitude reflecte-se também claramente no serviços consulares - "emigras" são somente outro grupo abaixo da "nossa raça". Ou seja, muitos Portugueses consideram "emigras" como considera grupos étnicos de minoria em Portugal - INFERIORES. Outro dedo na ferida mas meus amigos é a realidade. Aqueles que se encontram emigrados e visitam Portugal sabem bem do que falo.

Dizia o jornal "Correio da Manha" numa das suas edições "Retornados do Canadá sem apoios à chegada". Pergunto: "Porquê"?

Se Portugal se sente tão indignado (mentira!) quantos protestos fizeram os Portugueses em Portugal junto da embaixada do Canada em Lisboa? Isto num país que depende nas remessas dos emigrantes para poder equilibrar a sua balança de pagamentos. Segundo o Banco de Portugal os emigrantes mandam para Portugal continental e Açores mais de 3 BILIOES de euros por ano ou seja mais de 9 milhões de euros por dia! Se não fossem os emigrantes Portugal estaria ainda mais pobre. E qual o apoio que demonstram pelos emigrantes? Zero!

Ha várias razões porque continuamos a ser o mais pobre pais da UE - pobre em vários sentidos. Esta situação é mais um exemplo da nossa pobreza. Quanto a mim a forma de como tratamos os nossos próprios irmãos - os "emigras" e como Portugal ignorou ate ao ultimo momento possível a situação precária do seu povo ilegal no Canada demonstra uma das fontes da nossa grande pobreza. A nossa preguiça colectiva e o nosso embriagado senso de superioridade.

Não agimos pelos nossos e esperamos que o governo Canadiano o faça?!

O governo Canadiano também sabe que os serviços consulares Portugueses no Canada não estão aqui para SERVIR os Portugueses - por isso não se preocuparam com a reacção destes Portuguesinhos pseudo-doutores. Estes "senhores e senhoras" que tratam os 'emigras" com uma arrogância incrível.

Que deveriam ter feito os vários consulados e a embaixada de Portugal neste país? Basta usar a imaginação. Dou aqui somente alguns exemplos:

Porque não criaram e financiaram uma organização para dar apoio a estes milhares de Português ilegais no Canada? Não para ajuda-los a tentar 'enganar' o sistema como conselheiros sem escrúpulos o fizeram mas para ajuda-los a criar um argumento valido com os seus patrões junto do Ministério de Imigração Canadiano, por exemplo.

Porque não apoiaram e financiaram o Congresso Nacional Luso-Canadiano para dar apoio (legal por exemplo) a ilegais e fazer "lobby' a favor de ilegais Portugueses no Canada junto do Governo Canadiano?

Porque não colaborou Portugal com outros países (México, EUA, Brasil etc.) que também tem milhares de ilegais no Canada para poderem desenvolver uma frente comum de negociar com o Governo do Canada?

No mínimo deveriam ter feito o que só estão a fazer agora - dar apoio cá e lá - embora limitado. Só agora depois de se verem imagens dos nossos ilegais a chorarem na televisão é que o Governo dos Açores e Portugal assim como o MNE e seus "doutores" no Canada decidiram que ha uma "emergência"?

Só agora é que Directoria Regional das Comunidades Açoriana decidiu que tem de se dar apoio?

Só agora é que vão contratar um (1)advogado para ajudar estes milhares de infelizes? Que vigarice.

E ainda o presidente do Governo Açoriano, elogiou esta semana a atitude "pró-activa" demonstrada pela diplomacia portuguesa relativamente aos repatriamentos de emigrantes do Canadá para Portugal." Isto é mesmo gozar com famílias as deportadas.

Culpam o Canada e conselheiros sem escrúpulos mas ninguém pergunta: "Que fizeram os Governos dos Açores e de Portugal sobre esta situação de que todos tinham conhecimento faz anos? Porque adormeceram ao volante?

Que vergonha para todos os Portugueses em Portugal e nos estrangeiro. Isto é tudo uma charada! Talvez se tem expulso um Figo ou um Pauleta...talvez se dessem ao trabalho de se mostrarem solidários.

O Governo Português e o dos Açores adormeceram ao volante. A embaixada e os consulados Portugueses neste país encostaram-se e ignoraram esta triste situação durante ANOS! Agora querem por as culpas todas em conselheiros sem escrúpulos. Claro que estes também têm culpa mas mais razão para que os consulados e a embaixada Portugueses neste país tivessem vindo a acompanhar estes coitados de milhares de ilegais e ajudado - não agora na ultima da hora.

Quem vai chamar estes "doutores" a razão? A comunicação social Portuguesa em Portugal, nos Açores e no Canada demonstra-se cúmplice e dócil...perguntas a fundo nem pensar...por isso estes "doutores" podem continuar a gozar com os "emigras".

Mais tema de sátira para o Herman, nao é?

M. Carvalho (Canadá)

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