Sem Dizer Adeus, de Heloneida Studart
Uma história de gerações de mulheres e vinganças requintadas, de amores asfixiados e mortos à nascença em nome de lógicas de poder, ódio e repressão que são no fundo as mesmas, seja ao nível da família, seja ao nível do Estado, por uma das mais destacadas escritoras e militantes políticas brasileiras da actualidade, Heloneida Studart.
Dela, disse o Le Monde: «Por uma qualquer espécie de aberração, Heloneida Studart não é muito conhecida enquanto escritora, nem em França, nem no Brasil, o seu próprio país (…) tudo se passa como se a faceta política da personagem tivesse obliterado completamente a sua componente literária. Erro monstruoso! Porque esta deputada de 73 anos, originária do Nordeste — grande terra de literatura — é também uma escritora formidável, autora de livros com uma força e uma beleza fora do comum.»
Heloneida Studart é uma narradora de estilo clássico e qualidade verdadeiramente excepcional, com que temos o orgulho de inaugurar a presença das letras brasileiras no nosso catálogo.
O Deus da Primavera, de Arabella Edge
Tendo como pano de fundo a cidade de Paris no rescaldo da Revolução Francesa, O Deus da Primavera narra a história do pintor Théodore Géricault e da criação do quadro épico que se tornou um marco fundamental do movimento romântico em pintura e um marco político de consequências imprevisíveis para o seu autor: “A Jangada da Medusa”.
O leit-motiv do quadro é a história do naufrágio da fragata Medusa – uma catástrofe que fascinou e horrorizou o público francês com os seus relatos de traição, insânia, assassínio e canibalismo; o do romance os passos da criação de uma grande obra de arte e a loucura a que a perseguição da fama e da celebridade consegue levar os homens, dispostos por elas a tudo sacrificarem, até a própria sobrevivência. Arabella Edge constrói uma habilíssima narrativa de descoberta artística e humana, onde carrascos e vítimas, juízes e julgados, poderosos e oprimidos se descobrem irmanados numa mesma jangada existencial pelos confins mais obscuros e luminosos da nossa natureza.
Uma história de grandes paixões na linha de Rapariga com Brinco de Pérola ou Master and Commander.
NOS LIVROS PARA CRIANÇAS
Bemol Saltitante, Um Ratinho no Piano de Antonio Amago e Nuria Rodríguez (il.)
A Família Saltitante, descendente da célebre família de músicos e artistas Os Saltitantes de Hamelin, refugiou-se no edifício
do Conservatório Municipal de uma terra sem nome após a terrível razia de ratinhos que atingiu a cidade onde viviam quando por lá
passou um maravilhoso e misterioso Flautista….
Bemol e os irmãos nasceram e cresceram entre instrumentos e melodias, nas velhas instalações da escola. Não é pois de estranhar,
com tal ambiente e herança familiar, que Bemol adore música!
Mas Bemol, como todos os jovens, é também muito curioso e aventureiro, e logo que cresceu um bocadito decidiu ir conhecer o mundo no
estojo de um magnífico trombone, cujo dono era um músico ambulante.
Viveu muitas aventuras dignas de serem narradas, mas um dia o dono do trombone foi visitar um amigo pianista. Quando Bemol o
ouviu tocar uma belíssima peça ao piano resolveu que ali é que era uma casa onde valia a pena viver: um piano de cauda era um lugar
amplo, elegante e quentinho, mas o que mais lhe agradava era que podia ouvir música horas a fio!
Gostou tanto da moradia que ainda hoje lá vive, se bem que o espírito aventureiro deste pequeno roedor o leve por vezes a abandonar
o seu confortável lar para ir em busca de outras aventuras, que não deixaremos de vos contar…
Este livro inclui um CD-ROM multimédia interactivo com o tema principal de Bemol Saltitante (Fantasia Kortakowsky, de David López Cruz), a biografia do Bemol Saltitante, a história do piano, o conto em animação, partituras, fundos para o ambiente de trabalho do computador e um jogo que desafia a perícia para se ser um bom pianista.
NOS MANUAIS DE SOBREVIVÊNCIA AFECTIVA PARA O SÉC. XXI
Não Há Mal que Sempre Dure… Nem Mulher que Lhe Resista, de Rosaura Rodríguez (auto-ajuda)
Finalmente um livro sobre a difícil vida das mulheres que usa como principal arma crítica o sentido de humor para falar daquela vida real que todos conhecemos bem. Não Há Mal que Sempre Dure…Nem Mulher que lhe Resista é o manual perfeito para acabar de vez com os “dias de depressão feminina”; um livro que recorda ao chamado“sexo fraco” a grande verdade que a lógica da vida quotidiana às vezes parece apostada em fazer-nos esquecer: que ser mulher implica ser mesmo muito forte!
Os livros de Rosaura Rodríguez sobre a mulher na sociedade contemporânea reúnem um sentido de humor mordaz e acutilante e uma profunda inteligência e capacidade de análise do mundo que a rodeia. Não por acaso, vários deles tiveram já tiragens de mais de cem mil exemplares, para um público que se estende dos Estados Unidos à América Latina.