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REUNIÃO CAMARÁRIA
CÂMARA REAGE ÀS ACUSAÇÕES DAS JUNTAS DE FREGUESIA
Júlia Paula e os seus vereadores responderam a todas as interpelações feitas pela Oposição durante a última reunião camarária, no período prévio à Ordem do Dia, com destaque para as dívidas às juntas e fornecedores, inundação das caves do novo edifício camarário e elogios à Hora do Conto.
O socialista Jorge Miranda instou o Executivo social-democrata a pronunciar-se sobre a conferência de imprensa levada a cabo pelas 10 juntas de freguesias, bem como as lamentações que comerciantes e fornecedores da Câmara terão vindo a fazer, por não receberem a tempo e horas os seus fornecimentos. A resposta surgiu pela voz de Flamiano Martins, vereador com o pelouro das freguesias, que já trazia um texto escrito, no qual se revelava que já teriam sido pagos 22% das verbas reclamadas pelas autarquias e que Orbacém e Azevedo já teriam visto satisfeitos todos os compromissos protocolados.
Contudo, Júlio Afonso, presidente desta última, negou ao C@2000 que já tivesse recebido todas as verbas. Flamiano Martins, após elogiar a celebração de protocolos em anos anteriores -"uma medida inovadora", assinalou-, precisou que ao longo do anterior mandato tinham sido transferidos 10 milhões de euros para as freguesias. A CULPA É DO GOVERNO
Actualmente, face às restrições orçamentais estabelecidas pelo Governo, a Câmara entendeu que também não poderia garantir transferências para as freguesias, daí resultando a opção por não estabelecer protocolos para 2006. Falando em nome de Júlia Paula, Flamiano Martins criticou o Governo por ainda não ter garantido "financiamentos para o município", apesar do "diálogo" que a autarquia diz ter tentado manter, ao não lhes agendarem reuniões, adiando-as ou desmarcando-as. Repudiou ainda que as juntas tivessem apelidado o comportamento camarário de anti-democrático, negando a existência de vingança ou represália por parte do Executivo social-democrata e apelou à "colaboração e cooperação", pois, segundo afirmou, "se todas as câmaras municipais da Oposição tomassem idêntica atitude em relação ao Governo (convocação de conferências de imprensa), o país transformava-se num caos". Foi ainda reafirmado que a decisão de não celebrar protocolos com as freguesias se estendeu a todas elas, não existindo, por isso, "discriminação", voltando a acusar o Governo de o fazer em relação a "algumas autarquias". "RELAÇÕES AMISTOSAS" COM AS JUNTAS Por último, Flamiano Martins disse que sempre recebeu os presidentes de junta e classificou de "muito amistosas as relações que tenho com todos eles", classificando de falsa a questão da "indigência completa" em que as freguesias se encontram, pois, segundo este vereador, se a Câmara "deixou de transferir verbas, também deixou de lhes atribuir competências delegadas, pelo que deixaram de ter também os custos inerentes", prometendo, no entanto, prosseguir as obras nas 20 freguesias. Sobre o papel da presidente da Câmara neste processo, lamentou que ela tivesse sido a principal visada "com todas estas acusações", levando assim a apelar para que "lhe seja feita justiça". Júlia Paula também teceu alguns comentários sobre a polémica questão das dívidas, instando Jorge Miranda a dizer os nomes dos comerciantes e fornecedores que se queixam, o que não conseguiu. Por outro lado, Luís Pedro Saraiva (PS), embora considerasse "muito bonita" a exposição de Flamiano Martins, rejeitou a que se justificasse uma eventual represália sobre as juntas, sob o argumento de que o Governo não aprovava candidaturas camarárias. "NEM POPULISTA, NEM IGNORANTE"
Júlia Paula lamentou que 60% das verbas do Interreg ainda não tivessem sido disponibilizadas, embora as obras públicas tivessem sido realizadas, afiançou, pedindo assim "compreensão" às juntas para esperarem "por pouco mais de 20%" que terão a receber", dizendo ainda que ao autarcas da Oposição "não têm razões para desconfiar". Voltando a visar o Governo socialista, acusou-o de ainda não ter distribuído 200 milhões de euros pelos municípios, afirmando que "não faço populismo, nem me considero ignorante" e que a presidente de Câmara "não quer deixar ninguém mal visto". A autarca mostrou alguma indiferença relativamente à conferência de imprensa dos autarcas e atacou os novos autarcas socialistas que "ainda nada fizeram e até vendem património adquirido no passado". Reafirmou que se o Governo não descentralizar e não disponibilizar dinheiro, nada fará, considerando ser essa uma atitude de "uma pessoa de bem", definindo a movimentação dos autarcas como "uma luta político-partidária facilitista". Sobre (certas) notícias nos jornais, assegurou que não responde, referindo-se a um jornal "digi…", sem concluir a frase e advertindo que "isto não resulta em nada". Após referir que delegou competências em Flamiano Martins para receber as freguesias, considerou "uma falta de respeito" a exigência de um audiência com ela própria.
A autarca "laranja", respondendo à pergunta sobre a inundação nas partes baixas do novo edifício camarário, referiu a existência de um nível freático "muito forte" e ao facto de se ter queimado uma bomba durante o fim de semana, obrigando à extracção da água e à reposição do equipamento. Segundo disse, haverá responsabilidade do empreiteiro e vai avaliar os prejuízos, realçando uma avaria no servidor informático e danos em parte dos arquivos colocados em estantes.
Em relação aos danos no pavimento, o vereador Bento Chão assinalou que se tratava de um "revestimento provisório" que foi levantado por efeito da água e enfatizou a importância da construção de um muro de betão, para que os efeitos da inundação não tivessem sido mais devastadores. Acerca da existência de apenas uma bomba de extracção de água, foi de opinião que apenas no futuro, "quando estiver tudo a funcionar" (o auditório ainda não está concluído) se justificará uma segunda máquina. Bento Chão assacou culpas à EDP, devido aos frequentes cortes de energia, afirmando-se disposto a apurar responsabilidades. O assunto não ficou por aqui, e quando Jorge Miranda perguntou se o edifício já estava vistoriado, o vereador responsável pelas obras públicas avançou com um sim, não muito seguro, dizendo que apenas havia licença para a cave. No decorrer da discussão e após Jorge Miranda ter perguntado se o edifício estava segurado, Júlia Paula respondeu que nenhum dos imóveis possuía seguro, uma situação que herdara do mandato de Valdemar Patrício e que se mantém, pelos vistos.
Nesta sessão, o vereador socialista Avelino Pedra elogiou o novo formato da "Hora do Conto" recentemente reiniciada, aproveitando para destacar o trabalho desenvolvido pelos funcionários que melhoraram o seu conteúdo, a quem deu os parabéns, estando assim a "reforçar os laços" entre a Biblioteca Municipal e as escolas. Acusando o toque, a autarca pediu igualmente felicitações para o vereador que superintende nesta área e quanto ao facto de ser o funcionário João Pinto o executante desta actividade, afirmou: "Ainda bem que está e executá-la bem", aproveitando para acrescentar que a comunicação social tem dito que ela anda a perseguir os funcionários (João Pinto tem um processo disciplinar por alegada utilização do telemóvel distribuído pela próprio Executivo, concessão que já transitara do mandato socialista., mas entretanto retirado depois das últimas eleições autárquicas) e, desta forma, se provaria -no seu entender- que, afinal, os trabalhadores camarários não eram discriminados. CAMINHA PODERÁ REGRESSAR ÀS ORIGENS O facto de estarem a decorrer contactos para a união entre todos os municípios do Vale do Minho, motivou o vereador Jorge Miranda a regozijar-se com o facto de Caminha poder voltar "às suas origens de toda a vida". Tal aparte do eleito "rosa", levou Júlia Paula a afirmar que as relações de Caminha com o rio Minho não são bem assim, pois, na sua maneira de ver a localização do concelho, Afife, Ponte de Lima é que teriam ligações e apenas Cerveira lhes seguiria as pisadas no Vale do Minho. Reafirmou que quem não quis a união há 10 há dez anos tinham sido os do Vale do Minho e reiterou a sua posição da opção pela comunidade a 10, evidenciando satisfação pelo facto de estarem a surgir condições para que isso se verifique, mas sempre foi avisando que não quer "precipitações". |
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