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Nº 27: 28 Abr a 4 Mai 2001

VILA PRAIA DE ÂNCORA NO CENTRO DAS PREOCUPAÇÕES DE AUTARCAS LOCAIS

Daniel Lavandeiro
Domingos Vasconcelos
Manuel Falcão
Valdemar Patrício

É uma constante nas sessões da Assembleia Municipal de Caminha, a série de interpelações ao executivo camarário por parte de deputados municipais de Vila Praia de Âncora, desejosos de obterem informações de projectos em carteira, ou dando conta de situações menos correctas ou vantajosas para a vila.

O portinho e o lançamento do concurso das obras prometidas, emergiram no seio das perguntas colocadas ao executivo por parte da Daniel Labandeiro (PS), DomingosVasconcelos (CDU) e ainda do deputado seixense Manuel Falcão(PS).

Vasconcelos aproveitou a ocasião para rectificar algumas afirmações produzidas no decorrer da cerimónia de lançamento público do concurso internacional desta obra, relativas à diminuição do número de embarcações.

Segundo ele, se é verdade que nos últimos cinco anos foram abatidas "uma série significativa de embarcações", surgiram, entretanto, 18 novas e 6 foram beneficiadas, acrescentando que a "arqueação bruta aumentou de 231,45 m3 para 243,74m3".

Valdemar Patrício informou de que existe sempre alguma demora na publicação do concurso no Diário das Comunidades, mas que tudo segue conforme o previsto.

ESGOTOS DE VERÃO

Daniel Labandeiro lembrou à câmara a necessidade de antever problemas como os surgidos no último Verão, junto à Av. Ramos Pereira, de modo a que "não sejamos surpreendidos, como em anos transactos".

A interdição da praia de banhos está ainda na memória de todos, devido a problemas com uma estação elevatória, mas a resposta do presidente não deverá ter sossegado muito o deputado, quando esclareceu que a partir de agora o assunto passava para a alçada da nova Companhia de Águas do Minho e Lima.

"OBRA MANCA"

Após ter obtido confirmação de que as obras de remodelação na Praça da República, arrancarão depois do verão, embora ainda não haja financiamento garantido, apesar do concurso público já ter sido enviado para publicação em DR, Daniel Labandeiro pediu à Câmara e à Junta de Freguesia que encontrassem uma solução para o edifício da antiga

Assembleia, minimizando-se "aquele impacto degradante".

Valdemar Patrício comungou da preocupação, assinalando que qualquer intervenção na praça sem resolver esta caso, será sempre uma "obra manca", prometendo ir exercer alguma pressão na tentativa de desbloquear o caso, que se encontra preso pela negativa dos directores da ex-SIDA (Sociedade de Instrução e Desporto Ancorense) em entregar a chave da sua sede aí instalada, como nos referiu o dono do prédio, e, por acaso, membro da Assembleia Municipal.

DELEGAÇÃO MARÍTIMA ESVAZIADA

Esta autarca ancorense solicitou ainda à Câmara para que intercedesse junto da Capitania de Caminha, no sentido de travar o esvaziamento de homens e de competências que se verifica na Delegação Marítima, obrigando os pescadores a deslocarem-se até à sede do concelho, sempre que pretendem tratar de algum assunto.

V. Patrício prometeu exercer alguma influência, embora alertasse para situações idênticas de redução de funcionários que se verificam em muitos gabinetes da administração pública.

Um ponto da situação relativo à procura eventualmente crescente de lotes na zona industrial de Âncora, após o executivo camarário ter optado por baixar os preços de aquisição, levou a que o presidente da edilidade optasse por trazer novidades apenas em próxima reunião, dando, no entanto, uma data concreta quanto ao início das obras da ludoteca a instalar nas antigas dependências da escola primária do Rego.

DOLMEN/CAVALARIÇA/IPPAR/DRMEN

O deputado Domingos Vasconcelos quis obter informações acerca da "valorização da zona envolvente" do Dolmen da Barrosa, dado saber existir um acordo com o DRMEN (Direcção regiomal dos Monumentos Nacionais) nesse sentido.

Com algum sentido de humor, Vasconcelos comentou não acreditar que "uma das novidades prevista no arranjo" venha a ser a manutenção de "um cavalo ligado a uma árvore e com um raio de acção envolvendo o dolmen e a sua cavalariça nos anexos existentes".

V. Patrício reconheceu que uma das principais complicações envolvendo este processo, foi deslindar a competência sobre o monumento megalítico: se o IPPAR ou a DRMEN.

Esclarecida a situação -parece que é o IPPAR-, vai avançar com uma candidatura destinada a financiar o recuperação.

O presidente da câmara teve ainda de rebater as críticas do autarca da CDU, quando este afirmou poder haver intenção de "subalternizar uma personagem com o carisma e projecção do Almirante Ramos Pereira", ao referir-se ao "ridículo" programa elaborado para assinalar o centenário do seu nascimento.

Domingos Vasconcelos lamentou que ainda não tivesse havido uma resposta à proposta aprovada por unanimidade na Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora, a 1 de Maio de 1999, de atribuição do nome de Ramos Pereira, à Escola Básica 1,2 dessa vila.

PDM EM CAUSA

"A Câmara parece estar a fechar os olhos e deixar desvirtuar o PDM", assim de referiu este autarca ao aparecimento de um parque de sucata e. S. Domingos e à "erecção de mais uma torre de betão que já vai nuns sete pisos na Rua Almirante Ramos Pereira".

Como resposta do chefe do executivo, Vasconcelos ouviu dizer que o projecto do prédio era anterior ao PDM, reafirmando o presidente da Câmara a sua confiança no vereador e nos serviços técnicos camarários.