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CORPO DE PESCADOR ENCONTRADO FRENTE À ÍNSUA
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O corpo do pescador de Caminha, Rodrigo Rodrigues Braga, de 58 anos, desaparecido desde a manhã do passado domingo, quando se encontrava à pesca do robalo junto à Ilha da Ínsua (Ínsua Velha), foi encontrado dois dias depois, pelas 10.15 horas na Ponta Ruiva, entre Moledo e a foz do rio Minho, a escassas centenas de metros do local onde se terá dado o acidente. |
Um jovem que passeava no areal avistou o corpo de um homem ainda dentro de água, junto à praia, tendo-se dirigido para Moledo e dado o alerta.
A Polícia Marítima deslocou-se de imediato ao local, tendo retirado o cadáver da água e procedido à sua identificação, confirmando-se ser o do marítimo caminhense. |
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Recorde-se que o barco em que se encontrava o pescador foi arrastado pelas correntes até à praia de Afife no próprio dia do naufrágio, enquanto que a cabina e anzóis deram à costa em Paçô no dia seguinte. |
Com este acidente, são já três os irmãos mortos no mesmo local e à pesca do robalo.
Apesar da experiência e do conhecimento que tinha do pesqueiro, Rodrigo Braga, o "Flecha", como era conhecido no seio da classe piscatória, terá sido colhido por súbita alteração do estado do mar, recordando-se que nessa manhã, o tempo se apresentou muito instável, nomeadamente, por alturas em que se prevê ter acontecido o acidente. |
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Alguns minutos antes, Paulo Castro, outro pescador de Caminha que se encontrava a pescar perto do infeliz Rodrigo, convidou-o a vir-se embora com ele, preferindo, no entanto, permanecer mais algum tempo na faina, o que lhe terá sido fatal.
O seu funeral constituíu uma profunda manifestação de pesar, sendo grande a comoção verificada em toda a vila, particularmento no seio da classe piscatória que o acompanhou até à sua última morada.
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