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REUNIÃO CAMARÁRIA
PSD SÓ ENTREGOU MAPA DE PESSOAL
O PSD entregou à oposição socialista na reunião camarária desta semana, o mapa de pessoal camarário (balanço social) insistentemente pedido há já quase dois anos pelos vereadores do PS.
Jorge Fão assinalou a entrega do documento da parte de Bento Chão, que presidiu à reunião depois de mais uma ausência de Júlia Paula, mas desvalorizou tal benesse, pelo facto de apenas no final do mandato o terem feito, depois de insistentes pedidos nesse sentido, considerando ter sido essa uma "táctica" utilizada para que o controle da oposição não surtisse efeito. Recorde-se que na sessão anterior, o PS também tinha voltado a pedir cópias das facturas dos boletins municipais de Março/05, nos quais a Câmara dava a sua versão da contabilidade existente com as juntas, bem como do grau de execução dos protocolos. Contudo, estes pedidos não receberem resposta nesta reunião. Apenas foi referido que o espectáculo de Quim Barreiros no Campo de Jogos Morber, no Camarido, em princípios de Agosto, a favor do clube local, não tinha recebido qualquer contrapartida.
Nesta mais que provável última reunião antes das eleições do próximo dia 9, o vereador social-democrata Paulo Pereira referiu que a 30 de Outubro, em Oliveira de Azeméis, sete escolas do concelho (jardins de infância incluídos) receberão o galardão das Eco-Escolas, instituído no âmbito da Bandeira Azul. SEDE DA VALIMAR ADIADA Uma proposta apresentada pelo Executivo "laranja", destinada a garantir uma comparticipação até 2014 do município de Caminha na compra da "Vila Morais" -futura sede da "Valimar"-, em Ponte de Lima, no caso de não conseguirem uma comparticipação no âmbito do Feder, acabou por ser retirada da ordem-do-dia, devido à inexistência de um anexo que deveria ter acompanhado os documentos da reunião. Uma outra proposta relativa aos contratos para a construção dos parques eólicos de Arga e da Espiga, acabou por ser aprovada com a abstenção do PS, não pelo facto de reprovarem esse projectos que apoiam, mas pela difícil interpretação técnica dos documentos, realidade que o próprio vereador Bento Chão reconheceu. Como de fim de mandato se tratava, o vereador Jorge Fão leu um documento em que fez um balanço destes quase quatro anos de poder "laranja" em Caminha, e que aqui reproduzimos: ESTÁ A CHEGAR AO FIM Aproxima-se o final do exercício deste mandato de gestão do Município de Caminha que, em consequência dos resultados das Eleições Autárquicas de Dezembro de 2001, foi desempenhado por este executivo, cuja composição foi determinada por aqueles resultados - 4 elementos representantes do PSD, sendo um deles o Presidente com 5 030 votos e 3 elementos representantes do PS com 4 222 votos. Conquistaram então V.Exas. uma maioria com o legítimo e regulamentar direito, por nós socialistas democraticamente reconhecido, de governarem o Concelho de Caminha. A vitória eleitoral atribuiu aos representantes do PSD a responsabilidade de serem poder, cumprirem o seu programa e tomarem as decisões necessárias à concretização dos seus projectos, mas esse mesmo resultado eleitoral, de acordo com os mais basilares princípios do regime democrático, nos termos da Constituição da República Portuguesa e em consonância com a lei de organização e funcionamento das Autarquias locais, também concedida aos representantes do PS igualmente eleitos e membros deste executivo, o pleno direito de exercer funções de Vereadores com poder de decisões de concordância ou oposição às propostas e deliberações apresentadas pela maioria. Se o direito dos vencedores estava por nós reconhecido, o papel, a função, a tarefa dos vencidos não foi por Vós admitida. Foi desde o início agressivamente atacada e, ao longo da duração deste mandato, frequentemente desrespeitado. Drª Júlia Paula Costa, se o desempenho da sua tarefa de Presidente da Câmara Municipal de Caminha foi tornado mais difícil e custoso em resultado do comportamento e da intervenção desta oposição no seu conjunto e pontualmente do meu em particular, fique sabedora que também sentimos que o caminho que aqui percorremos, também para nós foi muito difícil, penoso até às vezes, desconsiderado com frequência, desrespeitado recorrentemente, infrutífero infelizmente. Não foi possível o desejável e salutar confronto de pontos de vista, de opiniões, de propostas, de pensamentos. O debate foi rejeitado. As nossas discordâncias foram áspera e autoritariamente silenciadas, lamentamos assim ter acontecido. Assumimos a cota parte das nossas responsabilidades, não estamos isentos de erros, mas a nossa consciência tranquiliza-nos e diz-nos que este processo só não foi diferente, mais útil para o Município e mais realizador para todos nós porque V.Exas. não quiseram ou melhor porque V.Exa. Drª Júlia Paula como líder desta equipa não quis e sobretudo não soube exercer a sua autoridade com respeito e consideração pelos seus opositores, o seu poder com humildade democrática e sem recorrer a prepotentes abusos de retaliação sobre os seus adversários políticos que, desde sempre obsessivamente classificou e frequentemente tratou como inimigos pessoais. Foi mal aconselhada nesta estratégia. Esse não é o caminho da política. Esta não é a nossa forma de estar na Sociedade. Felizmente que a história não nos permite mentir e a verdade dos factos provam essa realidade. O PS através dos seus autarcas representantes foram maioria e poder durante 25 anos nesta Câmara Municipal, mesmo que V.Exa. pretenda desvalorizar e até denegrir, obviamente assumido muitos erros e omissões cometidas, desenvolveram um meritório trabalho em prol do desenvolvimento do Concelho que não perco tempo a relembrar-lhes, mas sobretudo interessa agora afirmar categoricamente que não cultivaram a prática do abuso do poder que lamentavelmente V.Exa. tem pretendido instituir como modelo de gestão no município e de comportamento político na vida partidária do concelho. Realmente alguma obra foi executada no Município na parte final deste mandato. Algumas delas bem, outras menos bem e outras ainda, mal, no nosso entendimento. Outra coisa não poderia ter acontecido e menos não poderia ter feito quem, para além das receitas orçamentais normais de muitos milhões de erros, pôde dispor em três anos e meio de cerca de 5 100 000 euros/ 1 milhão de contos de receitas extraordinárias e empréstimos, estes últimos que naturalmente endividaram todos os Caminhenses. Mas a confrontar estes pontos de vista também não vale a pena perder tempo e energia com V.Exas. Um dia, se acharmos valer a pena far-lhe-emos, chegar por escrito, a explicação desta nossa opinião. Para terminar, Drª Júlia Paula e usando a sua frequente expressão de que "só um cego é que não vê" de uma coisa temos a certeza é de que hoje, no final do seu mandato como Presidente da Câmara Municipal, no Concelho de Caminha: -Há mais conflitualidade entre as instituições;
Não estamos no bom caminho. Temos a certeza de que apesar de termos hoje mais alcatrão, mais estátuas, mais calçada mais edifícios e mais gente a trabalhar na Câmara, o que é evidente é que, provavelmente não estamos hoje melhor, porque com o seu comportamento político e com a sua atitude pessoal, não dá, não tem dado o melhor exemplo de cidadania indispensável, e isso é que é importante, para construirmos com a nossa comunidade Um Futuro com mais qualidade para o Concelho de Caminha. |
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