CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 205: 2/8 Out 04 (Semanal - Sábados)

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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


A Espreitar a Praça da República
Vila Praia de Âncora

O dia 23 de Setembro foi a data escolhida para, no alinhamento das vontades provavelmente concordatárias, ser apresentado um projecto, ou ante-projecto, ou para-projecto do futuro projecto de arranjo urbano da Praça da República de Vila Praia de Âncora. Parece confusa a projecção deste léxico alicerçado num projecto adiado, mastigado aforrado, abandonado e agora, parece, decididamente retomado.

Numa primeira nota só uma expressão de louvor parece soar, mas, a sina da pobre imponderabilidade deambulante do exercício que teima em agarrar-se à tirania do umbigo, aquele que só a nós pertence, leva às dores de palmatória, tão primárias como a escola que as eternizou.

De facto, Exmos(as). Srs(as)., por mais voltas que se lhe dê, mesmo respeitando todas as vontades populares, ou até as leituras que delas se faz, ninguém representa o povo melhor que o próprio povo. Optar por mostrar o projecto, ou ante-projecto, ou qualquer coisa que se lhe assemelhe, para uma praça que tanto diz aos ancorenses, e depois interditar a participação dos mesmos ancorenses, é, em opinião pessoal, e poderá ser, em opinião geral, uma estratégia que subjuga a posição do habitante local.

Será que a praça se destina uso exclusivo de alguns por isso não se escutam os outros? Será inoportuna a hora desta discussão, podendo gozar-se de uma melhor oportunidade, com lançamento de obra, no próximo ano, por coincidência, ano de eleições? Creio que não.

Quero acreditar que, no mais legítimo rigor do quadro legal e da vontade popular que deu a este executivo camarário uma maioria, o sucedido é normal aos olhos de quem optou por o fazer.

Nada obriga à consulta pública, pelo menos nesta fase de desconhecimento, e uma vez que se perspectiva um simples arranjo urbanístico, sem instalações que se revelem agressivas.

Mas convenhamos, uma obra que obrigará a novas orientações na gestão do trânsito, uma obra que mudará o centro de Vila Praia de Âncora, um obra que resultará no rosto postaleiro de Vila Praia de Âncora, uma obra que serviu de medida, ou contra medida, de expressão popular em actos eleitorais, não carece agora da opinião de quem cá mora? Não é com revolta que me sinto excluído desta participação mas sim com apreensão face ao resultado final, do qual, sem o parecer dos ancorenses, resultará no vazio de identidade.

Era bom que todos nos identificássemos com a futura Praça da República, e é por isso que a nossa participação seria importante.

Que em voz contrária eruptem argumentos de falta de necessidade da consulta à população, ou que tal consulta resultaria num atraso, mais não resta que responder que mais vale tarde e bem do que cedo e mal.

Mais vale olhar à vontade de todos e esquecer outros calendários.

Por isso escrevo esta nota.

Por isso estou convencido que a porta que se fechou no dia 23 de Setembro, no Centro Coordenador de Transportes de Vila Praia de Âncora, ainda se irá abrir.

E, tal como sempre, Vila Praia de Âncora participará nas tomadas de decisão daquilo que lhe diz respeito.

Joaquim Celestino Ribeiro

Nota: Louva-se a participação da Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora.

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