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CRISE NO SPORTING CLUB CAMINHENSE DEMISSÃO DE TREINADOR
O Sporting Club Caminhense vive momentos agitados desde a passada Quarta-feira, altura em que a direcção decidiu despedir João Pinto, treinador dos juniores e seniores. Os responsáveis pelo SCC alegam um fraco desempenho das equipas seniores ao longo da época e uma deterioração das relações com a direcção, chegando a existir uma quebra de confiança pessoal de alguns directores. A decisão inesperada originou solidariedade da maioria dos remadores seniores (ligeiros e pesados) para com o técnico despedido, ameaçando deixar de remar se a direcção não revisse a sua deliberação aprovada por quatro dirigentes e com uma abstenção, embora na acta tivesse ficado expresso que todos concordavam com ela. REUNIÃO Esta manhã (Sábado), João Pinto pediu uma reunião com a direcção do clube no posto náutico, à que assistiram os remadores séniores, embora o técnico esperasse que igualmente estivessem presentes os juniores, entretanto já em treino na água com a nova equipa técnica (Henrique Baixinho e João Santos), pelo que não participaram nesse frente e frente. Desta reunião, da qual se ausentou o técnico após se ter despedido dos seus atletas e manifestado o desagrado pela forma repentina e "incrédula" como foi destituído, nada resultou de concreto, embora tivessem sido apontadas algumas saídas que não colheram aprovação da direcção. NACIONAL A DOIS MESES Os atletas recusaram-se a admitir a destituição de João Pinto, tendo alguns deles sugerido que os directores resignassem, caso contrário convocariam uma assembleia extraordinária a fim de esclarecer o conflito existente no clube, a menos de dois meses do Campeonato Nacional de Juniores e Seniores.
Artur Antunes, remador do SCC, confirmou ao C@2000 no final da reunião que nada fora decidido de concreto, designadamente a reintegração de João Pinto como responsável técnico principal, de acordo com o exigido pelos remadores. Acrescentou que se a direcção não repensar a sua decisão, no seu caso, não remará mais. CAUSA PRÓXIMA Com a situação neste ponto, em que a causa próxima estaria no cancelamento de uma participação do Shell/8 numa regata em S. Sebastian, precisamente neste fim de semana, conforme o C@2000 noticiara anteriormente, impunha-se ouvir ambas as partes. Mas os problemas seriam mais alguns, conforme tivemos oportunidade de apurar. João Pinto revelou à imprensa que não aceitava a demissão nesta altura e da maneira como ocorreu -"de uma forma impensada, sem qualquer possibilidade de me defender"-, alegando que tinha o direito de "manifestar e minha opinião, tal como eles tinham a sua". DEMISSÃO INAPELÁVEL
"Demitiram-me de um dia para o outro, sem apelo nem agravo e isso surpreendeu-me e abalou-me" lamentou o até agora responsável pelos escalões mais altos do clube. Recordou que trabalhou abnegadamente no SCC ao longo dos últimos anos -"sou o treinador com mais tempo como técnico, no historial do SCC", frisou-, de modo a "desenvolver a própria modalidade no seio do clube". Embora admitindo que os treinadores tenham este tipo de situações, lamenta o modo como a direcção procedeu, quando o presidente do SCC lhe telefonou na Quinta-feira de manhã e lhe disse que "estava tudo cancelado e precisava de falar comigo". Após se dirigir ao posto náutico, João Pinto foi recebido por João Paulo Garrido, presidente do Caminhense, que lhe comunicou que "estás despedido e dá-me as chaves", o que o terá surpreendido, tendo pedido explicações, mas alegando falta e tempo, o director disse-lhe que "tinha pressa e precisava de se ir embora", tendo somente referido a existência de "mau ambiente". ABANDONO João Pinto terá argumentado se o referido mau ambiente "seria suficiente para despedir um treinador a dois meses de um campeonato nacional". Destacou que os atletas se sacrificam nas suas actividades profissionais ou académicas e que a direcção pôs em causa "todo um sistema de trabalho montado" tendo em vista os Nacionais da modalidade, originando que a prática totalidade dos 15 remadores seniores participantes na reunião, iria "sair do Caminhense". Sobre um eventual volte-face do conflito, preferiu não adiantar nada, alegando que a direcção seria "responsável por este acto". PROVA ACELEROU PROCESSO Instado a comentar a eventual desistência da prova de S. Sebastian, relativamente à qual a direcção lhe assaca responsabilidades numa matéria que não seria da sua competência, João Pinto respondeu que "não estavam reunidas a condições necessárias para que o Caminhense estivesse representado condigamente". Salientou que a equipa não estava completa -"faltava um remador"- e o transporte "não era muito próprio para fazer 900 km para cada lado, além de não haver dirigentes disponíveis", tendo então decidido, "como treinador", e pelo facto de "estarmos a nove semanas do Nacional, optar por aproveitar um fim de semana de treinos em Valença e propor aos atletas que atingíssemos os grandes objectivos, tendo anulado uma regata relativamente à qual não tínhamos qualquer obrigação e que apenas surgira como uma oportunidade de motivação e nada mais do que isso", sublinhou. Adiantou que a carrinha do clube não tinha condições para uma viagem tão longa. João Pinto optou ainda por comentar a não cedência de uma camioneta pedida à Câmara para transporte da equipa de oito, a qual se encontrava ocupada. Sobre este assunto que promete agitar os meios desportivos locais, João Paulo Garrido, presidente do SCCaminhense, confirmou que após uma conversa pessoal com o técnico demitido, lhe foi entregue na manhã de Sábado uma comunicação escrita formalizando a decisão. Este dirigente assumiu que tudo se deveu a "um acumular de situações, depois de termos ponderado muito bem a altura de o fazer, mas também deve-se ter em conta a verticalidade das pessoas". "AFRONTAMENTO À DIRECÇÃO" Confirmou que no princípio desta semana, tudo culminou com "uma atitude que nos pareceu uma ultrapassagem das funções da direcção, que repudiámos e não poderíamos aceitar, respeitante ao convite para participar numa regata em Ório, no País Basco", que o técnico teria cancelado. O presidente referiu terem surgido determinadas "complicações com o treinador, ao tomar certas atitudes que não lhe competiam, excedendo a suas funções". Assumiu também que os fracos resultados desportivos avolumaram o descontentamento "nesta fase da época", bem como um deficiente acompanhamento de algumas tripulações", embora estivessem a tentar "ultrapassar esses problemas, apesar do adiantado da época". Um mau relacionamento pessoal com alguns directores, também terá contribuído para este desenlace a poucas semanas do prova maior do calendário nacional. Interpelado sobre um eventual não alinhamento de um dos directores quanto à decisão tomada, referiu que ele se mostrara "solidário com o resto da direcção, apesar de não estar favorável à decisão", pelo que transpareceu para a acta a unanimidade na deliberação.
João Paulo Garrido esclareceu que foi dado conhecimento por escrito das razões da demissão ao próprio treinador, embora "tenhamos manifestado no final dessa carta o nosso agradecimento pelos bons serviços prestados ao longo dos últimos anos". NOVOS TÉCNICOS
Confirmou que desde ontem (Sexta-feira) o Caminhense já possui novos técnicos (João Santos e Henrique Baixinho) que vão colmatar a falta deste treinador que vão orientar os juniores e seniores, estando ainda pendentes da decisão a tomar quanto ao treinador dos mais jovens (Pedro Fernandes), atendendo a que é remador e, "pelos vistos, não quer continuar a remar devido à demissão do técnico João Pinto". João Paulo Garrido, salientou que aprecia o trabalho deste técnico, mas não faria sentido "estarem a ser treinados por uma pessoa que "poderia transmitir uma imagem negativa nesta altura da época, dado o seu abandono da competição. REUNIÃO INCONCLUSIVA Quanto a conclusões definitivas emanadas da reunião dessa manhã, tal como tinha referido Artur Antunes, nada houve, admitiu. Verificou-se uma solidariedade dos remadores seniores para com o treinador João Pinto e tentaram encontrar uma solução conjunta, de modo a permitir a sua continuação no clube, embora insistindo na continuidade do João Pinto. Contudo, este director sublinhou "não ser coerente, ter demitido um treinador num dia e readmiti-lo dois dia depois, atendendo a que não se alteraram as permissas que levaram a este desfecho. Desta forma, prevê que "um lote considerável de remadores abandone o clube", o que "nos irá dificultar bastante a participação nas provas mais emblemáticas, apesar de pretendermos colmatar esta falha e mantendo como objectivo a conquista da Taça Lisboa". DIRECÇÃO NÃO SE DEMITE João Paulo referenciou ainda que uma das soluções avançadas pelos remadores passaria pela demissão desta direcção, o que não irá suceder "por nossa livre vontade", avisou. Quanto a uma eventual convocação de uma assembleia geral a fim de destituir a direcção, ignorava se tal estaria nas suas intenções, uma vez que "não falaram nesta situação, mas lá estaremos a prestar contas daquilo que fizemos", prometeu. Assumido está, que a persistir este antagonismo, "em termos desportivos, e sendo realista, poderá haver de imediato uma quebra de resultados nos seniores, mas" -prosseguiu- "não sei até que ponto é que no futuro isto não se transformará numa mais valia e numa melhor reorganização do próprio clube e até da postura dos atletas".
SEIS REMADORES JUNIORES DO SPORTING CLUB CAMINHENSE NA SELECÇÃO NACIONAL Seis remadores juniores do Sporting Club Caminhense classificaram-se para Selecção Nacional de Remo, depois de terem obtido os tempos mínimos no decorrer dos testes de velocidade que decorreram na pista de Montemor-o-Velho no passado fim de semana (17/18). São eles Paulo Cerquido, Rui Seixo, Hélio Carvalho, Jorge Barbosa, Filipe Azevedo e Bruno Gomes.
Todos eles sagraram-se Campeões Nacionais de Fundo em Shell/8, nos últimos campeonatos disputados no princípio do mês em Melres, indiciando já as boas prestações agora registadas nos testes. Paulo Cerquido está convocado para participar já na Regata Internacional de Munique (8/9/Maio) e os outros cinco para o estágio terminal do Campeonato do Mundo e Coupe de la Jeunesse, aos que se juntará o primeiro atleta. Eis os barcos em que os remadores do SCC participaram e os tempos conseguidos:
RAFAEL RIBAS
Os nadadores mais novos do Clube Desportivo Ancorensis, voltaram a brilhar no último fim de semana, no Torneio de Abertura de Verão para atletas do 3º. Agrupamento, prova do calendário oficial da Associação de Natação do Minho, disputada na Piscina Municipal de Ponte da Barca. Rafael Ribas, mais uma vez demonstrou o seu potencial dentro de água, vencendo os seus 39 companheiros da prova de 400 metros livres, batendo o seu recorde pessoal em 5 segundos e deixando o 2º classificado à mesma distância. Disputou ainda a prova de 100 metros estilos, mas apesar da vitória na água, foi desclassificado na partida, uma situação não muito agradável, mas que também acontece aos melhores.
Francisca Verde e Ana Luísa Soeiro, tiveram também um desempenho bastante positivo, batendo os seus recordes pessoais na prova de 100 metros livres, por largos segundos e alcançando bons tempos na prova de 800 metros livres, que nadaram pela primeira vez. Apesar de estar a dar os primeiros passos, a natação do Concelho de Caminha, é já um orgulho para os caminhenses. Pena é que a Piscina de Caminha, não tenha condições estruturais para que aí se possam realizar provas oficiais. Resultados Rafael Ribas: 1º nos 400 m livres (5.46.22)
José Leal CDUL VENCE CRAV
O Clube de Rugby de Arcos de Valdevez, entrou com o pé esquerdo na fase final do campeonato nacional da 1ª Divisão de Rugby, ao perder com o CDUL, por 35-17. Uma equipa do CDUL muito organizada e também um pouco de falta de sorte ditaram o resultado final. Apesar de expressivo, a diferença entre as equipas não foi, de facto muita, uma vez que em número de ensaio a diferença foi apenas de um. Os Arcuenses marcaram 3 ensaios (todos na segunda parte) e os de Lisboa 4 ensaios (dois na primeira parte e dois na segunda). Com estes 4 ensaios o CDUL teve ainda direito a 1 ponto de bonús, na classificação. Na primeira parte o CDUL, controlou o jogo. Sabendo do poderio dos avançados Arcuenses, evitaram sempre as concentrações de jogadores, jogando a bola ao largo. No entanto, não conseguiam passar a bem organizada defesa minhota e aos 38 minuto de jogo venciam apenas por 3 pontos, obtidos na transformação de uma penalidade. No entanto, nos ultimos minutos do primeiro tempo, os de Lisboa, aproveitaram um periodo de menor concentração do CRAV e marcaram dois ensaios. Passaram o resultado para 17-0, demasiado avultado e já dificil de recuperar. O CRAV entrou na segunda parte, disposto a encurtar distâncias e marcou o seu primeiro ensaio a patir de um alinhamento (Mário Ascenção foi o autor do ensaio). O CDUL respondeu pouco depois e aumentou a vantagem; 24-5. A segunda parte foi bastante equilibrada e interessante. O CDUL procurava o 4 ensaio que lhe daria o ponto extra e o CRAV procurava pelo menos perder por menos de 7 pontos (1 ponto extra) ou então marcar 4 ensaios (1 ponto extra). O CDUL conseguiu o objectivo, mas o CRAV não. Marcou mais dois ensaios, por Miguel Correia e Paulo Sérgio. Os restantes pontos do CDUL foram obtidos através de pontapés de penalidade. TRÊS JOGOS CONSECUTIVOS EM CASA SERÃO DECISIVOS
Nos três proximos fins de semana o CRAV joga em casa (Estádio Municipal Manuela Machado, Viana do Castelo), contra CDUP, Benfica e CDUL. Os Arcuenses terão que apoveitar estas jornadas para garantir a manutenção. A luta pelo titulo de campeão também está ao rubro, com resultados equilibradissimos. Uma surprendente Académica a vencer o campeão Beleneneses por 16-14. A Agronomia venceu o Direito por 9-8. Na luta pela manutenção o CDUP venceu o Benfica por 39-11. Amilcar SECO (Director da Equipa Senior)
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