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GTL DE CAMINHA
Até final deste mês, o Gabinete Técnico Local (GTL) terá concluído o estudo prévio do Plano de Pormenor do Centro Histórico de Caminha, definido no PDM aprovado há quase dez anos, mas só agora implementado. Numa primeira fase, o GTL procedeu a um trabalho de "análise da realidade actual do espaço que o constitui", segundo é revelado numa nota enviada à imprensa, concluindo ser fundamental intervir em cinco áreas: demográfica (envelhecimento acentuado na última década), criação de novos alojamentos, análise paisagística, avaliação física/funcional (análise historiográfica e do espaço edificado), sistema viário e realização de um cadastro das infra-estruturas a nível do saneamento e abastecimento de água. Concluído o diagnóstico, surgirão as propostas de intervenção, através das quais "será possível planear com segurança, definir criteriosamente as prioridades e executar projectos", afirma a autarquia. A par deste plano, o gabinete concluiu um projecto de reabilitação do Parque Municipal de Caminha, pretendendo assim a Câmara "devolvê-lo aos caminhenses em condições dignas e adequadas à sua fruição".
Entre seis a oito meses, é o prazo previsto para o arranque da obra, contemplando "espaços polivalentes, e áreas adequadas para as diferentes idades", com a instalação de serviços de apoios condizentes, embora "sem alterar a alma do Parque 25 de Abril", diz a autarquia. Dado que este espaço verde se encontra junto ao rio Coura, apenas separado por uma avenida, será tida em consideração esta "ligação afectiva", com relevo para a "parte viária e a valorização dos percursos pedonais", incluindo um reforço importante da "componente arbórea" em respeito pelas espécies já existentes. Dentro de uma "dinâmica imparável", assim classifica o Executivo liderado por Júlia Paula o desempenho do GTL, outros dois projectos estão já na calha a partir do próximo mês.
Trata-se da recuperação da Casa onde a tradição diz ter nascido Sidónio Pais e de um largo com o mesmo nome. No primeiro caso, o imóvel, situado no centro histórico da vila, adquirido pelo município e presentemente em ruínas, deverá servir como casa-museu desse protagonista da Primeira República, pelo que já foram estabelecidos contactos com a família, no intuito de obter a cedência do seu espólio. Quanto ao largo, tratar-se-á de torná-lo mais funcional e embelezado. CASA DE REPOUSO DE CAMINHA SEM DIRECÇÃO
Até 8 de Maio, os irmãos da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes de Caminha terão de encontrar uma direcção para a Casa de Repouso, depois de uma primeira tentativa frustrada de eleição ocorrida no passado dia 17. Após a aceitação do pedido de demissão da direcção, conforme temos vindo a noticiar, fora marcada uma assembleia geral para a substituir, ou, como recurso, escolher uma comissão administrativa.
Mas, no final dessa reunião, nem surgiu uma lista para a direcção, nem foi possível criar uma comissão administrativa, tendo-se optado por escolher cinco irmãos (dois deles são os presidentes da própria Confraria e da Assembleia Geral) que irão tentar formar o elenco a sufragar pela assembleia no próximo dia 8. O padre Almeida e Sousa -presidente da assembleia geral da Confraria da qual depende, (teoricamente) a escolha da direcção do Lar, uma vez que o Bispo da Diocese deverá sancionar a eleição-, recordou que em última instância caberá ao mais alto representante da hierarquia católica no distrito tutelar a Casa de Repouso, de acordo com as leis canónicas que regem este tipo de instituições. NÃO SEI POR QUE NÃO RESOLVEM!?" O pároco revelou que já enviara todo o processo ao Bispo, estranhando por isso a razão pela qual ele "não vem falar comigo", o mesmo sucedendo relativamente ao Vigário-geral, igualmente possuidor de todos os dados, revelou. Embora tivessem surgido alguns irmãos dispostos a integrar um eventual elenco directivo, estes não se mostraram capazes, por si só, de arrostarem com tamanha responsabilidade, tendo apelado a que surgissem mais pessoas com capacidade para tal. Nova tentativa será lançada no próximo dia 8 de Maio.
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