Júlia Paula, presidente da Câmara Municipal de Caminha, esclareceu a troca de quadros operada no salão nobre dos Paços do Concelho há duas semanas, em que a imagem do Presidente da República cedeu o lugar à do Primeiro-Ministro, sendo colocado aquela num lugar de menor destaque neste espaço de excelência do município caminhense.
Segundo justificou a autarca, tudo se deveu a um problema com uma bucha pregada na parede de fundo do salão nobre, que não suportou o peso do quadro de Durão Barroso -consideravelmente maior do que o de Sampaio (do qual a autarca não se considerou culpada) e recentemente enviado da presidência do Conselho de Ministros-, obrigando a funcionária que procedia à sua colocação a pedir auxílio a um encarregado que acabou por não comparecer em tempo útil, a fim de substituir o prego.
Perante tal impossibilidade, a funcionária terá optado por trocar a posição dos quadros, daí resultando a subalternidade da primeira figura da nação.
Júlia Paula pediu desculpa por não ter verificado previamente a situação, mas não apadrinhou a sugestão da oposição socialista de pedir à Casa Civil da Presidência da República um retrato de tamanho idêntico ao do primeiro-ministro, apesar de se ir encontrar com Jorge Sampaio na próxima segunda-feira.
Em tom de brincadeira, Jorge Fão, vereador do PS, aconselhou a autarca eleita pelo PSD a "não falar nisso da bucha ao Presidente da República, porque pode levar a mal".
Agora, Sampaio e Barroso, coexistem lado a lado na parede principal do salão nobre de Caminha, alheios à polémica criada.