CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 172: 14/20 Fev 04 (Semanal - Sábados)

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Dia de S. Valentim

A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no século III da nossa era, em Roma, tendo morrido como mártir em 270. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.

Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou, foi proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem imperial e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos pares em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.

A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo «Do teu Valentim».

A Tradição Romana

Na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia). Com a cristianização progressiva dos costumes romanos, a festa de Primavera, comemorada a 15 de Fevereiro, deu lugar às comemorações em honra do santo, a 14.

Na Idade Média

Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.

Nos tempos Actuais

Com os tempos, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX. Actualmente, o dia de S. Valentim é comemorado em cada vez mais países do mundo como um pretexto para os casais de namorados trocarem presentes.

Turismo de Portugueses residentes no Estrangeiro

São cerca de 2 milhões de portugueses que já passam dezassete dias de férias por ano em Portugal e que vêm complementar a remessa de emigrantes que atingem 3.220 milhões de euros (ano), fenómeno que vem crescendo desde 1998 altura em que a EXPO criou uma outra auto-estima entre todos nós, sobretudo, nos portugueses residentes no estrangeiro, cuja lusitanidade vibrou mais alto, desejando assim redescobrir o País de seus pais e avós. Do estudo feito pela DGT (Manuel Reis Ferreira) e apresentado na Bolsa de Turismo de Lisboa, numa 1ª análise, dá-se os quantitativos deste mercado: 2,6 milhões de portugueses a residir na América; 1,3 milhões, na Europa; 1,2 milhões, no Brasil e 500 mil na África do Sul. Na Europa a distribuição é a seguinte: 800 mil residentes em França; 170 mil na Alemanha; 150 500 na Suíça. Quanto às entradas em Portugal, em 1998, foram de 2 milhões, com um total de 35 647 dormidas registadas na Hotelaria. A taxa média ponderada desses turistas é 17,6 dias e os portugueses residentes na França, EUA, Canadá e Brasil são responsáveis das 45% entradas em Portugal deste segmento de mercado da procura. O objectivo deste estudo da DGT é o seguinte: a) captação de mais luso-descendentes para virem conhecer a terra de seus familiares; estimular a subida das dormidas para 4 milhões/ano; aumentar a duração das estadas e dos gastos turísticos em Portugal; estimular a experiência dos circuitos turísticos, históricos e culturais e das peregrinações (Turismo Religioso).

Minhotos, os mais casamenteiros

Segundo os dados estatísticos europeus, em Portugal realizam-se 6,8 matrimónios por cada mil habitantes, enquanto a média Europeia se situa nos 5,1%. No Alto Minho, esse número triplica e, nos meses de Verão, já há quem deixe os Países de Emigração para regressarem às suas terras (muitas vezes namorados e casais da segunda e terceira geração) sobretudo, da grande Paris, que pretendem casar em suas terras, à moda tradicional, muitas vezes até desejando vestir os trajes de noivos, tal qual os fizeram as suas avós, ou mesmo, tetravós. Com um custo médio de 20 mil Euros por casamento torna-se hoje um segmento importante, sobretudo, dando ao Minho Profundo uma realidade diferente em termos de animação, já que as nossas aldeias muitas vezes com índices de desertificação acentuados, sentem uma outra vitalidade, uma vez muitos desses casamentos realizarem-se em quintas ou nas aldeias comunitárias, sendo o cerimonial a preceito, quer nas igrejas paroquiais, quer nas ermidas da devoção dos noivos. Casamentos que muitas vezes são temáticos, procurando os noivos identificar-se com a própria história regressando à Idade Média ou à época Romântica. O casamento que realizamos na Casa Grande de Romarigães (Paredes de Coura), relembrando o dia Maior na Capela de Nossa Senhora do Amparo, onde o Padre José Mourinho casou a Morgada D. Silvana da Casa de Violeiras (Bravães) e o Luís de Azevedo, fidalgo da Casa Grande, é assunto já ensaiado; tal qual a boda na Quinta D. Sapo (Cardielos / Viana do Castelo) com uma ceia medieval em que os noivos são recebidos por D. Florentim Barreto, com afogado de perdiz e ensopado de veado, terminando com o javali assado no espeto, mesmo sabendo que o velho senhor feudal exigia naquele tempo o direito de pernada (posse das donzelas na primeira noite após o casamento), também conhecido como o direito de Marketta ou Ossas ou jus primae noctis. Nicho de mercado a incentivar, já que os noivos, radicados em França, assim como os convidados, normalmente colegas, depois do casório querem conhecer o novo Portugal cuja imagem depois da Expo e, estou certo, depois do Euro’2004, será ainda mais apetecível, porque autêntico e original.

Câmara Municipal de Terras de Bouro – Oferta de Viagem no Barco Rio Caldo - Gerês

Tendo em vista colaborar com os hoteleiros da região, a Autarquia de Terras de Bouro oferece viagens no Barco Turístico "Rio Caldo", no fim de semana de 13 a 15 de Fevereiro para comemorar o "Dia dos Namorados", nos seguintes termos: Dia 14 (16,30 horas) – 46 pessoas; dia 15 (10,30 horas) – 46 pessoas; Dia 15 (15,00 horas) – 46 pessoas.

Dado que há limitação de lotação, a Autarquia apenas aceita as primeiras 46 inscrições por viagem;

Os interessados em viajar terão de fazer a marcação, pelo telefone, para a Marina de Rio Caldo (253 391 792) ou localmente, indicando o nome da pessoa interessada e do alojamento onde pernoitou ou pernoitará;

Quando se deslocarem à Marina de Rio Caldo, para efectuarem a viagem, terão de na recepção, confirmar a identificação da marcação já efectuada e entregarem um documento comprovativo do alojamento turístico.

Além disso, a Autarquia disponibilizará um técnico/guia para acompanhar os interessados na realização do percurso pedestre "O Trilho dos Miradouros", situado nas proximidades da Vila do Gerês, a iniciar às 9,30 horas do dia 14, junto ao posto de artesanato e CTT.

Informação RTAM
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