Nestas coisas de ambiente, as consequências das asneiras que se fazem, demoram o seu tempo acontecer. Os efeitos não são imediatos. Assim aconteceu com a praia de Moledo e já começou acontecer com a corda dunar de Âncora, que se encontra a emagrecer, sem ninguém responsável encontrar formas de minimizar esse emagrecimento.
No entanto, depois de se ter monitorizado durante mais de um ano a referida praia, as conclusões são de facto diferentes das opiniões de responsáveis, tanto de técnicos como de políticos. Agora só temos de aguardar para ver de que lado está a verdade.
Mas para demonstrar que de facto as situações não são naturais, temos o caso do emagrecimento do lado nascente da duna dos Caldeirões. Embora a situação já esteja a acontecer há uns anos, só o ano passado é que se tornou mais evidente.
Analisada a situação, apresentou-se uma sugestão para correcção da referida duna à Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora. A Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, sensibilizada para o assunto, alertou o Ministério do Ambiente, que para já, nada fez. Mas a Natureza quando não é respeitada necessita de repor o seu equilíbrio. E esse desprezo está a originar o emagrecimento da duna, aguardando que o Ministério do Ambiente se decida. Se não aceitou a proposta de correcção, que encontre outra para solucionar o problema, porque então somos obrigados a pensar que há interesse em manter este transporte de areia para a foz do rio, para protelar a destruição da corda dunar de Âncora, lado Poente.
É conveniente que esses responsáveis nunca se esqueçam que a natureza tem de ser respeitada, e que o desconhecimento dos efeitos provocados por energias hidrodinâmicas, podem originar impactes negativos que vão mexer com o "bolso dos contribuintes".
Neste momento, os grupos políticos procuram arranjar álibis para a erosão que se está a fazer sentir no litoral entre Vila Praia de Ancora e Caminha. Todos apoiaram as obras que estão a originar a destruição da praia de Moledo do Minho e o emagrecimento do cordão dunar de Âncora.
Enquanto isso, do lado nascente, a duna dos Caldeirões, está a sofrer uma erosão acentuada sem nada ter a ver com o portinho de Âncora, "com aquecimentos globais ou com deslocamento de placas tectónicas". É necessário que os responsáveis do Ministério se sensibilizem para a situação, porque quanto mais tarde solucionarem o problema, pior será. Já foram milhares de m3 de areia transportadas para a foz do rio Âncora, deixando que a duna vá emagrecendo, fragilizando-a e pondo em duvida a sua integridade.
Este "deixa andar", é mais uma atitude irresponsável por parte da DRAOT, que vai originar a rotura de todo um ecossistema, com consequências imprevisíveis.