CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 172: 14/20 Fev 04 (Semanal - Sábados)

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MOLEDENSES NÃO QUEREM TRANFERÊNCIA NEM ENCERRAMENTO DO POSTO DOS CORREIOS

Moradores concentraram-se na manhã do passado dia 9, junto aos Correios de Moledo, protestando contra a intenção da empresa em encerrar o posto local -existente nesta estância balnear, junto à praia, há século e meio-, e passar os serviços para a sede da junta, ou em alternativa, encerrá-lo definitivamente.

UM PASSO ATRÁS"

Jorge Fão e Júlio Seixo contra a mudança e fecho

Os habitantes afirmam que tal medida "será mais um passo atrás em Moledo", como nos referiu Jorge Fão, reformado dos CTT e que durante várias décadas chefiou o posto local, cujo edifício, antes de ser comprado por esta empresa, pertenceu a familiares seus.

Os manifestantes temem também a perda de alguns serviços (pagamento de vales, aforros, etc. sendo obrigados a deslocar-se a Caminha) e a "devassa" da correspondência.

Depois do fecho da estação da CP, do desaparecimento da única unidade hoteleira existente, com o mar a "comer" o areal, esta medida é vista como mais uma fatalidade que paira sobre uma das praias mais procuradas do litoral minhoto.

ABAIXO-ASSINADO DE REJEIÇÃO

Após uma primeira decisão da assembleia de freguesia, rejeitando por unanimidade a proposta dos CTT, correu um manifesto por sugestão dos delegados deste orgão autárquico, que espelhou o protesto de cerca de 700 moledenses, pelo eventual encerramento das instalações adquiridas há muitos anos pela própria empresa ou pela mudança para o imóvel da junta.

Mais tarde, no decorrer de um encontro entre os representantes das forças políticas locais e os CTT, e postos perante a decisão do fecho definitivo, "optámos por que passasse para a Junta, mas com condições", assinalou Joaquim Guardão, presidente da assembleia, embora preferisse a manutenção do actual posto.

AQUISIÇÃO DO IMÓVEL

Em Dezembro passado, a assembleia decidiu-se por encontrar um compromisso com os Correios, embora os representantes do PSD se abstivessem, acusando o presidente da Junta de "negociar nas nossas costas", como destacou Hilário Peres, defendendo como alternativa à irredutibilidade dos CTT, a aquisição do imóvel dos Correios pela junta e a sua manutenção nessa funções, instalando aí o posto de turismo e uma caixa multi-banco.

Hilário Peres acusou ainda o presidente da junta "de há muito pretender levar os correios para cima".

JUNTA DIVIDIDA

Na própria Junta há divisão de opiniões, com o presidente socialista Manuel Gordão a aceitar a mudança mediante um "contrato de 450€/mês" (uma tabela inegociável) com a empresa e o tesoureiro Júlio Seixo a refutar a mudança para a sede da autarquia.

Manuel Gordão entende que se os CTT intentarem transferir os serviços, "compete à Junta prestar serviços públicos ou indicar outra entidade que o faça", embora entenda que a autarquia não possui condições para manter o actual posto que a população reivindica, face ao valor em causa que seria necessário despender.

Defendendo o seu ponto de vista -depois discutido a viva voz com os manifestantes que se dirigiram à sede da Junta-, Manuel Gordão adianta que com os correios instalados no imóvel da junta, os utentes poderiam usufruir de dois períodos de atendimento, enquanto que presentemente apenas abrem de manhã.

Acrescenta que com as duas funcionárias que a autarquia já possui e a compensação financeira que os CTT se comprometem (inicialmente) a conceder, poderá prestar tais serviços sem problemas de maior.

Contudo, os moradores encontram-se arreigados ao actual local e prometem não desistir da luta.

JUNTA DE FREGUESIA DE MOLEDO

Horário de Atendimento ao Público

De 2ª a 6ª Feira - 9H / 12H30 e 14H00 /17H30

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