Júlia Paula abordou alguns dos projectos em mãos, tais como a importância das acessibilidades (Caminha, como porta da Europa, com a Espanha ao lado), o IC1, a ponte no rio Minho, a requalificação das muralhas de Caminha e da marginal, a aposta cultural (Caminha, concelho da música), iludiu a pergunta sobre a "movida caminhense" e recuperou a questão da revitalização do cine-teatro Valadares, pediu (aos organizadores) um cartaz mais condizente com o palmarés do Festival de Vilar de Mouros em 2004, destacou as potencialidades turísticas do concelho (praias, montanha, rios), falou do projecto em curso para a transformação do parque municipal de Caminha, louvou o CISA (Centro de Interpretação da Serra d'Arga), em Arga de Baixo -mas que não tem tido o apoio deste Executivo, como os Celtas do Minho se lamentam- e, acompanhando um comentário elogioso do entrevistador à sua política autárquica, referiu: "Ainda bem que a minha estratégia tem sido um sucesso!"
Este programa apresentou algumas imagens (sempre bonitas) do concelho, falou das festas (Corpo de Deus, Sª Rita de Cássia, Bonança, S. João d'Arga, Solhas), entrevistou artesãos (linho-Rosa Ferreira, de Argela ; palmitos, Fernanda Sales, de Riba d'Âncora ; miniaturas em madeira, José Correia, de Moledo), abordou gastronomia (solhas secas de Lanhelas, enchidos de Venade), entrevistou Francisco Sampaio, presidente da região de Turismo (Julho fraco, com recuperação em Agosto), tal como o fez com Rosa Sampaio, fundadora do canil e hotel dos animais abandonados a criar no concelho e passou uma reportagem com o presidente da Junta de Freguesia de Azevedo, a propósito do cortejo etnográfico das festas de Caminha, em que esta aldeia realçou a lavoura (milho, broa, vinho)
Actuaram durante as duas horas que decorreu o "Iniciativa", o Orfeão de Vila Praia de Âncora e o conjunto Ironic Speech.