CONCELHO DE CAMINHA



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Nº 136: 7 a 13 Jun 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL


AS DEFICIÊNCIAS CULTURAIS
MAXIMIZAM OS EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO

O património do Vale do Âncora, tem originado uma procura, por parte da comunidade científica, que além de se virem documentar, procuram sentir de perto todo este manancial cultural, quer natural, quer construído.

Esta procura, inicialmente, devia-se essencialmente ao Dólmen da Barrosa, no entanto, com o tempo, as riquezas deste Vale iam sendo descobertas e reconhecido o seu valor patrimonial - Cividade Ancora-Afife, a mamoa de Afife, S. Pedro de Varais. A seguir foi a riqueza natural desta bacia hidrográfica, e finalmente da arqueologia industrial.

O reconhecimento "destes valores patrimoniais" levou o Dr. Paulo Fontoura, da Faculdade de Ciências do Porto, em 1990, a apresentar num seminário em Viana do Castelo, uma sugestão/proposta de protecção da Bacia Hidrográfica do Rio Âncora. Várias associações ambientais, entregaram ao ICN um projecto que procurava salvaguardar essas riquezas . Por sua vez, o Instituto da Conservação da Natureza (ICN) procurou sensibilizar as Câmaras para as potencialidades dessa área, no entanto esse objectivo dilui-se com o tempo e com a alteração da legislação.

Entretanto a Serra de Arga ficou integrada na Rede Natura. A Câmara Municipal de Viana do Castelo, tem vindo a realizar vários trabalhos de protecção quer dos moinhos de montanha em S. Lourenço da Montaria, vem como a criar uma série de actividades e animação com as forças vivas locais o que de facto é de louvar. Por sua vez a integração de uma área da serra de Arga, na rede Natura, condiciona a destruição de parte desse património natural.

Mas o Vale do Âncora não é só a serra de Arga, nem os moinhos de montanha. Há uma série de valores que deviam de ser planeados porque não devemos criar descontinuidade nas nossas raízes culturais porque há valores patrimoniais, quer naturais como construídos que deviam ser a todo o custo, recuperados de modo a ficar-se com uma matriz a integrar em circuitos didácticos de forma a reconstruírem-se os nossos valores culturais, porque se hoje é fácil, amanhã pode ser impossível.

No entanto, para já, ainda temos a possibilidade, devido às dificuldades de acesso, de privarmos com um património natural preservado que mantém essa riqueza natural.

Todo este património continua a trazer até nós, a comunidade científica, a qual vai apresentando vários trabalhos sobre a área, e dando conhecimento das nossas raízes culturais ao mundo, enquanto as Câmaras se mantêm de costas voltadas para essa riqueza.

Lembrarei que de facto, no Vale do Ancora estão a suceder uma série de situações que colocam em perigo essa riqueza cultural, porque com aprovação ou não, foram realizadas uma série de mudanças de destino em construções que, antigamente, foram moinhos de planície ou serrações. É a destruição de matrizes culturais que todos nós lamentamos.

Contudo, de momento, esses estudiosos continuam a percorrer as margens do Âncora e a apresentar trabalhos, quer em seminários quer em jornadas, a nível internacional, divulgando as potencialidades deste pequeno espaço físico. E quando se fala em globalização, a cultura deverá ser preservada porque, se trata da riqueza dos povos que integram esta aldeia global. Por isso, lembrarei que nas "II Jornadas de Molinologia" realizadas em Barcelona, o professor jubilado do Instituto Superior Técnico de Lisboa, Engº António de Carvalho Quintela, depois de percorrer e analisar quer os trabalhos realizados por outros estudiosos, quer os elementos existentes no terreno, apresentou um trabalho em que referia a diversidade existente entre os moinhos de planície ( moinhos de dorna ) do rio Ancora e do resto do País.

Referia a dado passo :

Não sei se os responsáveis vão a tempo para evitar a destruição de todas as matrizes culturais deste Vale, todavia, sugere-se que não percam muito tempo, porque a situação é dramática.

Existem situações que fazem crer que a maioria dos responsáveis optaram pelo facilitismo e pelo betão, porque, possivelmente, temem ver-se perante situações que desconhecem, e como não gostam de dar parte de fracos, optam pela destruição dos valores culturais.

Joaquim Vasconcelos

· Resíduos de minas e pedreiras: a Comissão propõe novas regras para prevenir a poluição e os acidentes

A Comissão Europeia apresentou uma proposta de directiva para regulamentar a gestão dos resíduos das indústrias extractivas (minas e pedreiras). Devido à respectiva composição e volume, estes resíduos constituem uma grave ameaça para o ambiente e para a saúde humana, se não houver uma gestão adequada. A proposta destina-se a introduzir regras em toda a UE, de modo a prevenir a poluição das águas e dos solos causada pela armazenagem de longa duração em bacias de recepção de resíduos, depósitos, etc. A estabilidade destas instalações de armazenagem de resíduos tem de ser garantida de modo a minimizar as possíveis consequências de acidentes. A directiva proposta, associada à Directiva Seveso II revista, sobre o controlo dos grandes acidentes industriais, e ao documento sobre Melhores Técnicas Disponíveis em matéria de bacias de recepção e de estéreis, deverá assegurar uma gestão adequada dos resíduos resultantes das indústrias extractivas em toda a UE.


· Relatório 2002 sobre as águas balneares: os níveis de qualidade permanecem bons não obstante as más condições meteorológicas

Margot Wallström, Comissária responsável pelo Ambiente, apresentou hoje o relatório anual sobre a qualidade das águas balneares relativo a 2002. O relatório confirma os resultados observados nos anos anteriores: uma percentagem elevada de zonas balneares estão em conformidade com as normas de qualidade impostas pela directiva - um nível global de conformidade de 95,8% para as zonas costeiras e de 91,1% para as zonas interiores. Convém recordar que se obtiveram estes resultados encorajadores não obstante as chuvas torrenciais e as inundações que assolaram a Europa Central em Agosto e Setembro de 2002. Um aspecto preocupante dos resultados de 2002 prende-se com a tendência verificada em alguns Estados membros para proibir os banhos nas zonas com um baixo nível de conformidade ou para desclassificar essas zonas, em vez de procurarem identificar as causas da poluição responsável pela fraca qualidade das águas.


· Conferência internacional esboça os primeiros passos para o aumento das energias renováveis no mundo

A primeira Conferência Internacional ao nível ministerial da "Coligação das Energias Renováveis de Joanesburgo" terminou em Bruxelas em 4 de Junho. Da conferência resultou a adopção de um conjunto de prioridades estratégicas, que a Coligação deverá ter em conta nos trabalhos que irá desenvolver, nomeadamente o reforço dos instrumentos financeiros de apoio às energias renováveis e a adopção de um roteiro com as principais actividades da Coligação até à Conferência sobre as Energias Renováveis que terá lugar, em Bona, no próximo ano. A Coligação, criada o ano passado durante a Cimeira sobre o Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo, reúne mais de 80 países empenhados em aumentar a quota-parte das energias renováveis no aprovisionamento energético global, através de metas e prazos precisos. "Os resultados concretos desta conferência, o debate estimulante que teve lugar e as excelentes ideias apresentadas fazem sentir-me confiante de que atingiremos os nossos objectivos", afirmou a Comissária responsável pelo Ambiente, Margot Wallström, que presidiu à conferência. "Uma vez mais, esta conferência veio demonstrar que as energias renováveis são cruciais para o desenvolvimento sustentável e podem contribuir para reduzir a pobreza nos países em desenvolvimento. A Coligação tem possibilidades de incrementar a sua utilização e essa é a sua mais-valia", acrescentou.

Informação Edição da Representação em Portugal da Comissão Europeia

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