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MUROS EM BAIXO, ENTUPIMENTOS E N13 DESTROÇADA
Esta freguesia registou alguma derrocadas de muros e concentrações de água em alguns entroncamentos junto da N13, um dos pontos mais críticos da aldeia e que mereceu reprovação generalizada por parte de todos os elementos da assembleia de freguesia reunida dois dias depois.
Ninguém sabe qual a melhor forma de levar a ex-JAE a intervir, esgotadas que estão todas as formas de pressão habituais. Eduardo Caldas, presidente deste orgão autárquico, radiografou a situação degradante e que já tem originado prejuízos em viaturas, apelando ao bom senso dos responsáveis deste organismo do estado, havendo mesmo quem adiantasse acções de "impacto mediático" como única via para resolver o problema, o qual, na perspectiva da Junta, poderá ser resolvido no próximo ano.
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"CONSEGUIR AGRADAR À MAIORIA DOS SEIXENSES" Valdemar Patrício
No decorrer da cerimónia de benção e inauguração do "novo" Largo de S. Bento, em Seixas, o presidente da câmara municipal de Caminha, Valdemar Patrício, elogiou o desempenho técnico do arqº Pedro Guimarães, autor do projecto, conseguindo "agradar à maioria dos seixenses, ao ter apresentado um toque de modernidade" através da modificação operada na sala de visitas da freguesia, permitindo à população desfrutá-la "com a dignidade que se impõe", profetizou o autarca.
Recorde-se que esta intervenção mereceu contestação na aldeia, crescendo a insatisfação à medida que o projecto se foi desenvolvendo, e, ainda hoje divide opiniões.
Ernestina Gonçalves foi uma daquelas pessoas que colocou reservas desde o início "por nos terem tirado as árvores, ficando tristes", mas alguns meses depois, reconhece que está perante "uma obra muito bonita".
João Cacais, um dos mais cépticos perante a intervenção urbanística que se ia desenvolvendo, diz agora, que quanto a "beleza", nada a acrescentar, lamentando, contudo, que se tivessem esquecido dos acessos à igreja para deficientes e que as críticas ainda persistem na freguesia, entendendo que "o dinheiro foi muito e a obra pouca".
Acrescente-se que foram investidos 75 mil contos nesta obra, comparticipada com verbas do III Quadro Comunitário de Apoio, mas em relação à quais a câmara teve de adiantar dinheiro.
Ainda no decorrer das intervenções alusivas ao acto, o padre José Maria Gonçalves vaticinou que o "progresso é a confirmação da dignidade humana", enquanto que Eduardo Caldas, presidente da assembleia de freguesia convidou a população a usufruir do "passeio e do convívio" a proporcionar por este espaço remodelado, apelidando-o de "gratificante".
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Refira-se, contudo, que ainda falta proceder à remodelação do largo da estação da CP ("logo que seja obtida autorização", elucidou Patrício), bem como intervir na parte norte do largo recém-inaugurado e colocar um relógio de sol no "obelisco" de alumínio colocado num dos seus topos, o qual, agora, passa a ter uma parte monumental, composta pela Capela |
de S. Bento e Cruzeiro e, outra, contrastante, em que o alumínio sobressai, num conjunto de arcos envolvendo parcialmente o chafariz central. Sem esquecer o espaço destinado a bar, outro dos pólos de contestação a um projecto que, goste-se ou não, nunca deixará de ser polémico.
Quem se associou a este arranjo urbanístico do largo, foi a assembleia de freguesia, ao aprovar três votos de louvor e agradecimento: ao presidente da câmara por ter "prometido e cumprido"; ao arqº Pedro Guimarães pela "competência" evidenciada e ao delegado da Assembleia, António Luís Pereira, indigitado para "acompanhar a obra", o que fez com "es- |
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pírito de missão", valendo-lhe, contudo "inimizades e difamações", de parte de "gente mal formada".
Estas três propostas foram apresentadas pelos quatro eleitos pela lista de independentes com assento neste orgão autárquico, surgindo ainda uma quarta da autoria de dois delegados do PS, louvando a junta de freguesia pela obra em causa.
SEIXAS APROVOU BRASÃO E BANDEIRA
A assembleia de freguesia de Seixas sancionou definitivamente o desenho que servirá de brasão e bandeira a esta freguesia, após os pareceres favoráveis recolhidos por comissão especializada nesta matéria relacionada com a heráldica autárquica.
No decorrer da reunião, foi aprovado com os votos favoráveis dos cinco delegados eleitos pelo PS, contra as quatro posições contrárias dos membros da lista de independentes, o Plano de Actividades e Orçamento de Seixas para o próximo ano.
A autarquia local mostrou algum desagrado pela forma como a câmara elaborou o Plano de Actividades camarário sem esperar pelas opções da Junta, tal como o fez relativamente ao atraso que se verifica na resposta a um pedido de reunião a fim de discutir algumas intervenções na freguesia.
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A junta de freguesia incluiu no rol de prioridades, o arranjo da marginal entre os cais de S. Bento e S. Sebastião, para o qual inscreveu 50 mil contos, sabendo-se que a obra ascenderá a 230 mil e será comparticipada pelo FEDER. |
O prolongamento da marginal desde S. Bento até Pedras Ruivas mantém-se como uma hipótese em aberto, sabendo-se, todavia, das dificuldades que tal obra comporta, devido a questões ambientais, um assunto que já corre pelos tribunais e com multas à mistura por lançamento de entulhos, junto ao cais de S. Bento.
Estando previsto pela câmara municipal o alcatroamento da estrada Coura-Marinhas-Vilar de Mouros, é provável que o acompanhamento do troço correspondente à freguesia de Seixas seja entregue à autarquia local, razão da sua inclusão no campo dos investimentos previstos.
Parece não haver ninguém determinado a acabar com o armazenamento de "sucata" composta de carros velhos, em plena via pública e defronte de um lavadouro, na estrada do Castanhal, em Coura. Delegados e Junta estão de acordo em que tal situação deve cessar, mas pelas posições assumidas na Assembleia, é improvável que seja tomada qualquer medida nesse sentido.
Há bastantes anos que o assunto, de quando em vez, vem à baila nestas reuniões, mas não tem passado de desabafos.
Esta sessão foi aproveitada pelos membros independentes para interpelarem o executivo sobre medidas a tomar quanto aos estragos provocados pelo mau tempo, insurgindo-se contra a obstrução de aquedutos por parte de particulares, pedindo igualmente explicações à Junta sobre a razão porque a câmara não exigiu o alargamento do caminho da Renda, uma medida que se impunha, ao ser aprovado o empreendimento que está a ser levado a cabo.
Explicações dadas pelo executivo conforme a sua capacidade de intervenção, ou remetendo para decisões da Câmara, quando os casos extravasavam a sua área de competência.
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