ASSOCIAÇÃO DE REMO DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO PARALISADA HÁ MEIO ANO
CAMADAS JOVENS PENALIZADAS
As camadas jovens dos quatro clubes de remo em actividade do distrito de Viana do Castelo, estão a ser penalizadas pela letargia reinante na Associação de Remo, que se encontra inactiva há meio ano.
Realizado um acto eleitoral que apontava para novo presidente Armando Loureiro, ex-dirigente do ARCO, após proposta do Sporting Club Caminhense, Náutico de Viana e Segadanense, esta solução não mereceu a concordância da actual direcção do clube de Viana do Castelo que votou contra, e do A. D. de Cerveira que se absteve.
RENÚNCIA
Apesar de eleito com os votos dos três clubes, o novo elenco directivo nunca chegou a tomar posse, devido a que o novo presidente nunca conseguiu reunir com os restantes colegas, apercebendo-se então de que a sua figura se poderia transformar "num pólo de divisão", ao não haver "colaboração entre todos os clubes", confidenciou-nos Armando Loureiro.
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Assim, decidiu abdicar deste man- dato e comunicá-lo ao dirigente do S. C. Caminhense, Carlos Jorge Costa, "o seu elo de ligação em todo este processo" acrescentou, pese embora já tivesse elaborado um plano de actuação, na tentativa de retomar regatas como a Descida do rio Minho ou a da Senhora da Agonia. |
Ouvido o dirigente do Caminhense Carlos Jorge Costa sobre as causas deste impasse, imputou-as ao longo espaço de tempo que mediou entre a realização da assembleia geral e a tomada de posse, ao terem permitido que a direcção ainda em funções se deslocasse ao estrangeiro com os miúdos, a fim de participar numa prova.
NOVA ASSEMBLEIA
"Quando foi marcado o acto de investidura apareceu pouca gente", reconheceu Carlos Jorge Costa, tendo insistido junto do novo presidente "para que ele avançasse, prometendo-me isso duas ou três vezes, depois disse que estava muito ocupado e não avançou".
"Perante isto, reunimos com o elemento do SCCaminhense (António Rodrigues) indigitado para a direcção da Associação de Viana, e dissemos-lhe que contactasse o presidente da assembleia geral a fim de convocar nova assembleia, e, na altura, apresentar-se-ia no- |
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va lista", explicou este director do clube de Caminha, entendendo que o próprio António Rodrigues seria mandatado para fazer novo elenco " de consenso com o Náutico de Viana e o Segadanense".
Carlos Jorge queixa-se de boicote do ARCO no seio da Associação nos últimos dois anos, e que as decisões devem ser tomadas "por maioria"e não por "consenso" como vinha fazendo a anterior direcção da Associação, que não tomava posição sem a concordância dos clubes.
Assim surge a convergência Caminhense, Náutico, Segadanense mas que "não funcionou", apesar de terem escolhido um antigo dirigente do ARCO para presidente, pelo que compete ao presidente da assembleia geral "resolver o assunto", assim pensa Carlos Costa.
DISPONIBILIDADE
Da parte da António Rodrigues -membro da lista eleita- existe abertura para encontrar uma saída que volte a dinamizar a Associação, e permita aos jovens remadores participar em provas por si organizadas, como vinha sucedendo nos últimos anos. Seleccionar os melhores e levá-los a competir no estrangeiro, era outra das funções desta estrutura distrital que já devia ter apresentado um plano de actividades à Federação Portuguesa de Remo, mas que é a única do país que ainda não o fez, simplesmente porque não tem dirigentes que o elaborem.
Delfim Moreira, anterior presidente da direcção da Associação, lamenta o sucedido, recordando que na primeira reunião de 10 de Março para eleger novos corpos gerentes não surgiu qualquer lista, sendo marcada nova eleição para o mês de Junho, após a deslocação de equipas do distrito à regata de Soustons. O Caminhense, por intermédio do seu dirigente Carlos Jorge Costa apresentou então uma proposta que não incluía nenhum elemento do ARCO, e o presidente deste clube "anunciou que se iria transferir para a Associação do Porto.
"MIÚDOS PREJUDICADOS#
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Delfim Moreira referiu ainda ao CAMINH@2000 que não podia celebrar qualquer contra- to-programa com a FPRemo, por já não ser presidente, uma situação que "prejudica os miú- dos", entendendo que os jo- vens "devem ser acarinhados e esse é o papel das associa- ções". |
Como solução para sair do impasse, sugeriu que cada clube indicasse dois ex-remadores a fim de formar direcção, de modo a evitar divisões, que só prejudicam a modalidade, e muito em particular os infantis, iniciados e juvenis.
Entretanto, reuniões destinadas a quebrar o imobilismo estão já agendadas, aguardando-se o evoluir dos acontecimentos.