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Em Lanhelas, a obstrução de um rego foreiro canalizando águas provenientes de um monte, originou um aluimento de terras no Lugar do Pomarinho, receando-se pela segurança de uma casa, cujo jardim e muro de sustentação já foram parcialmente destruídos pela força do corrente.
Este entupimento provocou a inunda- ção de toda a área da vivenda implantada num pequeno socalco, perto da Estrada Nacional 13, sendo neces- sário abrir buracos num muro de con- tenção de terras, de modo a permitir o escoamento das águas, ao recear-se o pior.
Dos alicerces da casa brota água, sinal de que a sua base de sustentação está a ser atravessada por numerosos regos (existindo até uma mina de água neste local), levando o seu proprietário a pedir uma intervenção. Ele próprio já tomou a iniciativa de tentar desobstruir o rego foreiro que lhe inundou a sua propriedade. A fossa séptica ficou a descoberto, após o derrube verificado, pelo que o proprietário da vivenda, Arnaldo Guerreiro, apela ao IEA (Instituto de Estradas de Portugal), a quem já se dirigiu por três vezes no passado, solicitando a venda de uma pequena parcela de terreno junto à N13, e outras tantas denegada, de modo a colocar manilhas de escoamento de águas pluviais sob a estrada, obra que a junta de freguesia se prontificava a auxiliar. Dessa forma, evitaria depósitos de água entre a seu muro e a estrada e o consequente escavar da terra do seu jardim, uma vez que vizinhos do lugar, afirmam que a tubagem existente sob a faixa de rodagem é exígua, temendo também pela segurança da N13. Verifica-se mesmo um buraco numa valeta, indício de que a própria via poderá vir a ser afectada, se algum camião estacionar junto à berma.
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O ministério do Ambiente e a próprio IEP já foram alertados para tal situação, esperando-se uma deslocação ao local dos técnicos a fim de diagnosticarem o problema e actuarem em consonância, antes que seja tarde.
BANDA MUSICAL LANHELENSE APOSTADA NA MODERNIDADE
DIRECÇÃO ARTÍSTICA VAI MUDAR
Com a realização do almoço de fim de ano da Banda Musical Lanhelense, foi colocado um ponto final nas comemorações dos 150 anos desta filarmónica, embora a exposição de instrumentos antigos, fotos e diversas distinções recebidas ao longo do tempo, se tenha prolongado por mais uma semana, e venha ainda a ser montada na galeria de arte caminhense, em Caminha.
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No discursos habituais, no final do almoço que reuniu algumas dezenas de executan- tes, suas famílias e antigos músicos e directores, Filipe Cunha, actual vice-presidente da direcção, afirmou que a Banda vai "abrir horizontes e abrir-se à população", em busca de um espaço/ auditório que possibilite ensaios e actua- ções, considerando também imprescindível |
a obtenção de uma carrinha ("peço apoio às pessoas influentes de Lanhelas") e a divisão da actividade regular por departamentos.
Referiu que em Janeiro a Banda vai ter novo maestro, uma vez que a direcção compreendeu e aceitou as razões apresentadas pelo até aqui director Mota Gomes, para renunciar a estas funções, pensando propô-lo como sócio honorário da agremiação.
SECÇÃO DE ARQUIVO E PESQUISAS
Quem não faltou ao encontro, foi um dos mais apaixonados e dedicados instrumentistas da "Lanhelense" -assim se referiu a ela por diversas vezes, António Vasconcelos, vindo expressamente de França a fim de participar no convívio.
Este estudioso da história da filarmónica, voltou a anunciar a edição de uma obra para breve, em que espera desfazer dúvidas sobre a data da sua fundação. Não avançou prazos. "Há que construir(o livro) com material sólido e bem fundamentado", contando com a colaboração do Dr. Luís Guerreiro, um professor universitário lanhelense radicado em Lisboa e que se prontificou a colaborar.
Dada a escassez de bibliografia sobre filarmónicas portuguesas, o que dificulta este tipo de trabalhos, António Vasconcelos sugeriu que fosse a própria Banda de Lanhelas a criar uma secção de arquivo e pesquisas musicais.
Da parte da câmara, Valdemar Patrício equiparou o Banda de Lanhelas ao Spor- ting Club Caminhense no campo despor- tivo, apelidando-a de "embaixatriz musical do concelho", apreciando a mão de cheia de projectos dissecados pela direcção, mas não se pronunciou acerca do pedido de um subsídio anual de 2000 contos avançado por Filipe Cunha. |
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Apenas reafirmou que a câmara tem sido "receptiva" e "coerente com o que apregoamos", fazendo por último sobressair o "amor à música" existente nesta "gente de Lanhelas".
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