Miguel Alves, presidente do Município de Caminha, já se encontrou com o ministro da Saúde, a fim de debater a falta de médicos no Centro de Saúde de Caminha.
Continuam a existir falhas no escalonamento dos clínicos nos Serviços de Atendimento Permanente (vulgo, urgências) entre as 20 e as 24 horas, de segunda a sexta, e aos fins-de-semana, a par da dificuldade em conseguir uma consulta aberta (de Segunda a Sexta) quando o utente necessita de assistência médica, no caso de não se dirigir ao Centro de Saúde ainda antes das oito horas da manhã.
O presidente da Câmara tinha-nos referido que iria falar com o ministro da Saúde, sobre a situação que afecta esta unidade de saúde e outras mais no resto do país, o que já conseguiu, mas as dificuldades poderão manter-se.
Miguel Alves soube que o principal problema é a falta de médicos para contratar.
Grande parte dos médicos acabados de se formar foram emigrando nos últimos anos, devido à dificuldade em conseguirem um contrato, ou seguindo a indicação do anterior primeiro-ministro que os aconselhava a procurar trabalho no estrangeiro, tal como a muitos outros licenciados noutras áreas do conhecimento.
Como resultado dessas políticas, a que se juntaram cortes nos ordenados e trabalhos extra, envelhecimento da classe médica e consequente abandono dos serviços de urgência ao atingirem os 55 anos, não existirão profissionais de saúde em número suficiente para suprir as lacunas actuais.
Este problema foi um dos que o actual Executivo enfrentou logo após as eleições de 2013, mas ainda continua por resolver.