www.caminha2000.com - Jornal Digital Regional -
Semanário - Director: Luís Almeida

1ª Pág.
Cultura
Desporto
Óbitos
Política
Pescas
Roteiro
Ficha Técnica
Edições C@2000
Assinaturas
Email

Concelho volta a ter um documento de estratégia territorial e cumpre a lei

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE CAMINHA APROVOU PDM AMIGO DO INVESTIMENTO E DO PATRIMÓNIO NATURAL

A Assembleia Municipal de Caminha aprovou sexta-feira à noite o novo Plano Diretor Municipal (PDM), cumprindo-se finalmente a lei, que andava a ser violada no concelho há 11 anos. O novo documento estratégico traduz-se num PDM "amigo do investimento e do património natural", que permite também acomodar de forma equilibrada um eventual crescimento da população da ordem das 10 mil pessoas, durante a próxima década.

Reunida em sessão extraordinária no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, esta Assembleia Municipal, à semelhança das sessões ordinárias, foi transmitida em direto, online, através do sítio do município e nas redes sociais a ele associadas. Este foi mais um passo de um processo pautado pela transparência e pelo diálogo, designadamente com todas as Juntas de Freguesia e com os cidadãos.

A Proposta de Revisão do Plano Diretor Municipal de Caminha tinha sido aprovada em reunião de câmara a 21 de dezembro de 2016. Com 21 anos, o anterior PDM encontrava-se completamente ultrapassado, desadequado à realidade e à estratégia do concelho e fora da lei, uma vez que, por imperativo legal, deveria ter sido revisto há mais de 10 anos.

O processo de revisão só começou em 2006, não tendo sido concluído pelo anterior Executivo. Assumido como prioridade pela nova equipa política, o trabalho foi realizado por técnicos do Município, coordenados pelo vice-presidente, Guilherme Lagido.

Com a aprovação deste PDM pela Assembleia Municipal, a Câmara cumpre a lei que, como referimos, estava a ser violada de há 11 anos para cá. O concelho tem agora um PDM "amigo do investimento e do património natural", como refere Miguel Alves.

E são várias as razões pelas quais se pode aferir o potencial de investimento. Desde logo, é importante sublinhar que o novo PDM prevê zonas de construção por utilizar que acomodam a possibilidade de a população do concelho de Caminha crescer em 10 mil habitantes nos próximos anos. "Isso é revolucionário porque segundo os números do INE a população do concelho diminuiu 2,6% entre 2001 e 2011 (a maior descida desde o 25 de abril) e entre 2011 e 2014 (últimos números conhecidos) diminuiu mais 2.4%, sendo imperioso ajustar o PDM às novas realidades e inverter o ciclo de perda populacional que a ausência de estratégias dos últimos anos provocou", sublinha o presidente da Câmara.

Mas o documento é também "amigo" do investimento, ao prever ainda a possibilidade de construção de equipamentos turísticos em espaço florestal e em áreas REN, desde que os projetos estejam devidamente justificados e tenham interesse para o concelho e para a região.

"Amigo" ainda do investimento porque o PDM duplica a área de ocupação industrial na área empresarial da Gelfa, prevendo também a duplicação dos postos de trabalho a criar no concelho. Ao mesmo tempo, "garante a manutenção das nossas áreas protegidas, salva a costa, as dunas e as margens do rio, bem como zonas particularmente sensíveis como áreas de cheias ou zonas com risco de incêndio, da vontade especulativa ou da voracidade dos interesses imobiliários", refere Miguel Alves.

Simultaneamente, este é um PDM "amigo" do património, uma vez que mantém a área florestal prevista no anterior PDM (apesar dos graves incêndios ocorridos nos últimos anos) e apresenta um crescimento equilibrado da Rede Ecológica Nacional (4,5% no contexto de todo o concelho) e da Rede Agrícola Nacional (6,4%), fugindo ao facilitismo de que tudo serve para construir, mas também ao radicalismo que não tem em conta a coexistência dos valores ambientais com desenvolvimento humano.

Amigo ainda do património, no sentido em que defende os recursos municipais, porque a determinação de uma zona como urbana implica a assunção de um compromisso do Município de, em 10 anos, à custa dos contribuintes, ter que fazer redes de saneamento, estradas, redes de comunicações e de transportes públicos mesmo onde depois não viesse a haver construção.

O novo PDM foi aprovado com os votos favoráveis das bancadas do PS e da CDU, mais os votos da esmagadora maioria dos Presidentes de Junta. De 14 Juntas de Freguesia, apenas quatro votaram contra o PDM agora aprovado.

Gabinete de Informação ao Munícipe



Muita gente e muitos projetos na sessão do OPP realizada em Caminha

CONCELHO MOSTROU ENTUSIASMO E EXPERIÊNCIA CONTRIBUINDO PARA O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE PORTUGAL

Caminha recebeu ontem o segundo Encontro Participativo do Orçamento Participativo de Portugal (OPP), um projeto único no mundo, a partir do qual os cidadãos vão escolher projetos a concretizar, num investimento total de três milhões de euros. No Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Caminha reuniu-se cerca de meia centena de pessoas, contribuindo com 15 projetos nas áreas da Cultura e da Agricultura, um número que superou largamente o de projetos submetidos no primeiro destes encontros, que decorreu em Braga.

Casa cheia e muito entusiasmo caraterizaram ontem o encontro, denotando a experiência do concelho neste tipo de participação cidadã. De facto, os moldes deste OPP promovido pelo Governo (embora à escala) são semelhantes aos do Orçamento Participativo de Caminha, instituído por este Executivo, o que explicará também o número e a qualidade dos projetos apresentados.

Nesta edição do OPP estavam disponíveis quatro áreas, para projetos de âmbito regional e nacional: Cultura, Agricultura, Ciência e Educação e Formação de Adultos, tendo a contribuição de Caminha sido centrada nas duas primeiras.

Na área da Cultura foram apresentados os seguintes projetos: Aquisição de livros para bibliotecas municipais( Basílio Barrocas - regional); Apanha do Sargaço (Paula Araújo - regional); Regeneração da Cividade de Âncora - Afife (António Brás - regional); A carruagem do Alto Minho no comboio Celtinha /Itinerário Porto-Vigo (Ângela Soares - regional); Cultura Roteiros (Maria Helena Alves - regional); Oficina - Museu de Artes e Ofícios em Vila Praia de Âncora - Caminha (Álvaro Meira - regional); Recuperação de espaços da muralha existente em Cerveira e Caminha (José Barbosa -regional); Encontro de embarcações tradicionais no Rio Minho (Andreia Alves -regional); A arte do Linho (Mónica Gonçalves - regional); Levantamento de todas as alminhas do Alto Minho correspondente aos dez concelhos que o integram (Maria Adélia Rodrigues - regional); Rotas do Contrabando (Filipe Fernandes - nacional) e Rotas do Contrabando no Rio Minho(Filipe Fernandes - regional).

Na vertente da Agricultura houve mais três propostas: ONG/Vigilância e Prevenção de Incêndios Florestais (João Bezerra - nacional); Quintas de Portugal (Miguel Penteado - nacional) e Programa de Esterilização animal (Fabrícia Silva - nacional/regional).

Conforme referiu Pedro Gomes, adjunto da Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, não foi por acaso que o concelho de Caminha foi escolhido para a realização de um Encontro Participativo do OPP, e logo o segundo, já que nesta edição ocorrerá cerca de meia centena de encontros deste tipo (para 308 concelhos), divididos pelo Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo e Algarve assim como Regiões Autónomas.

Pedro Gomes elogiou os moldes em que decorre o Orçamento Participativo de Caminha, considerando-o "exímio" e completamente original, já que põe à disposição dos cidadãos o montante que pagam em termos de IRS no concelho.

O presidente da Câmara de Caminha saudou os participantes, congratulando-se pela "sala cheia" e pela pronta resposta ao apelo feito pelo Município, recordando que, tratando-se do segundo encontro a nível nacional, este foi também o segundo a nível mundial, uma vez que Portugal é a única nação no mundo a levar a cabo esta prática de Democracia Participativa.

O Orçamento Participativo Portugal é um processo democrático, direto e universal, através do qual as pessoas decidem sobre investimentos públicos em diferentes áreas de governação. O OPP é deliberativo. São as pessoas que apresentam propostas de investimentos e de projetos que querem ver concretizados nas áreas da Cultura, da Ciência, da Educação e Formação de Adultos e da Agricultura, no Continente e nas áreas da Justiça e da Administração Interna, nas Regiões Autónomas.

Mais informações em https://www.opp.gov.pt

PROJETOS APRESENTADOS EM CAMINHA

CULTURA

Rotas do Contrabando

Já todos nós ouvimos histórias sobre o contrabando de produtos e a fuga de pessoas através da fronteira portuguesa. Em todas as zonas fronteiriças podem-se encontrar percursos, locais de memória e gente que conta as suas aventuras.

Umas vezes por terra, outras através de barco, com a ajuda ou suborno das autoridades. Muita gente viveu do contrabando, levando produtos e trazendo outros. Foram muitos os que fugiram à guerra e/ou procuraram novos mundos. Saltaram a fronteira e tentaram a sorte.

É necessário e urgente que seja feita a recolha de informação deste pedaço da nossa história, sob pena de se perder para sempre. Esta informação deve ser disponibilizada para todos e pode ser utilizada para fins turísticos, como atração das regiões interiores, combatendo a desertificação. Dez distritos, e perto de quarenta municípios, podem vir a beneficiar deste património imaterial.

Filipe Fernandes

Rota do Contrabando no Rio Minho

Já todos nós ouvimos histórias sobre o contrabando de produtos e a fuga de pessoas através da fronteira natural do Rio Minho (praia minhota). Nas zonas sub-fronteiriças ao Rio Minho podem reconstruir-se percursos, locais de memória e gente que pode ainda contar as suas vivências. Tanto por terra, como por rio, subornando as autoridades para poder trazer géneros em quantidades não autorizadas. Conseguia-se subsistir agruras de uma época castigada pela escassez. Esta recolha urgente, tanto quanto se podem perder estes testemunhos pelos que os viveram ou pelos que ouviram contar. A informação recolhida pode ser devolvida à comunidade, através de plataformas digitais, exposições e percursos.

Filipe Fernandes

Encontro de embarcações tradicionais no Rio Minho

O encontro de embarcações tradicionais no Rio Minho visa a concretização de um evento para divulgação e promoção das tradições do Vale do Rio Minho - património, usos e saberes das vivências do Rio Minho, enquanto património cultural e natural.

Com esta iniciativa pretende-se, para além da dinamização da temática associada à pesca tradicional, promover a paisagem e tradição, a preservação e reabilitação das embarcações tradicionais e o registo das memórias e espólios associados, através de documentário e edição de monografia sobre o tema. Pretende-se com a esta iniciativa o encontro de diferentes embarcações quer do Rio Minho quer de outras origens, nacionais ou internacionais, promovendo o intercâmbio cultural entre regiões e comunidades piscatórias.

Andreia Alves

A Arte do Linho

A presente proposta pretende o registo de uma arte tradicional de elevada importância nas comunidades do Alto Minho - A Arte do Linho para a memória futura, desde a sementeira à arte final, a produção das peças (tecelagem), através da realização de um documentário, publicação de monografia e recolha/preservação de espólio ligado à arte.

Prevê-se ainda a realização de uma exposição itinerante, destinada a percorrer os municípios interessados, quer no território nacional como internacional. Esta Arte/Oficio era realizado em todos os concelhos do Alto Minho pelas mulheres das comunidades rurais, onde parte dos trabalhos eram realizados nas longas noites de inverno. Era uma atividade, um complemento da agricultura.

Mónica Gonçalves

Levantamento de todas Alminhas do Alto Minho correspondentes aos dez concelhos que os integram

O objetivo desta proposta é o estabelecimento de uma rota de visitação. O desejável será a integração desta rota em plataforma eletrónica.

Adélia Rodrigues

Oficina - Museu de Artes e Ofícios em Vila Praia de Âncora (Caminha)

Consiste no aproveitamento do 1º andar do mercado de Vila Praia de Âncora para montar um espaço museológico com o objetivo de dar a conhecer às gerações vindouras várias atividades que já desapareceram ou estão em vias de desaparecer. Ainda é possível encontrar ferramentas e objetos e, até, testemunhos. Sem a criação deste espaço irão desaparecer para sempre as memórias de uma região.

Álvaro Meira

Recuperação de Espaços da Muralha existente em Cerveira e Caminha

Recuperação de espaços amuralhados de grande valor patrimonial e cultural para os nossos concelhos, espaços esses que estão, de certa forma, degradados e esquecidos. Estes espaços podem ser valorizados com algum cuidado e respeito pela história, não destruindo, mas sim, valorizando estes mesmos para que, num futuro próximo, possamos todos usufruir deles.

No caso de Caminha, o local encontra-se no cimo da Vila com uma vista fabulosa sobre o Estuário do rio Minho, e contempla um terreno interior com um declive natural para que se possa fazer um anfiteatro natural para que possamos contemplar bons e grandes espetáculos ao ar livre. Uma vez que a cultura deve ser valorizada, como já referi, a situação geográfica do terreno é perfeita para que possamos contemplar grandes espetáculos num espaço público aprazível.

José Barbosa

Cultura - Roteiros

Venho por este meio propor uma rota de moinhos de água no Alto Minho.

Maria Helena Alves

Aquisição de livros para Bibliotecas municipais

Existem bibliotecas para utilização pública com excelentes condições de espaço, que têm um número muito reduzido de obras, quer para adultos, quer para crianças. Propõe-se que seja disponibilizada uma parcela que sugeri no valor de 100 a 150 mil euros, mas pode ser diferente. Se maior, melhor ainda, para a aquisição destes livros, do Orçamento Participativo Portugal. Os responsáveis das bibliotecas deverão ser ouvidos sobre o tipo e quantidade de obras que mais precisam, antes da sua aquisição, ou ser os próprios a adquiri-las com a verba que os cabe.

Basílio Barrocas

Regeneração da Cividade de Âncora - Afife

É uma proposta que consiste na recuperação dum baluarte histórico da Península Ibérica, que se encontra encravado nos limites das freguesias de Âncora, do concelho de Caminha, e de Afife, do concelho de Viana do Castelo. Segundo o historiador português Armando Coelho trata-se de um castro de importância acrescida. Nomeadamente pela sua dimensão de vulto, que se estima uma fortaleza com dupla muralha sendo na época habitada por milhares de indivíduos que inclusivamente recebia tributo de toda a zona a norte inclusive até à atual Vila Nova de Cerveira.

Neste projeto de regeneração tem-se como objetivo dotar as imediações de um centro de interpretação que albergue o imenso e valioso espólio já retirado numa parcela de dimensão reduzida que até ao momento foi explorada e votada ao abandono. Sendo que o seu espólio se encontra disperso inclusive no Museu Martins Sarmento na cidade de Guimarães.

Enfim criar as condições para restituir o património aos locais de origem, catapultar a região norte de um polo de atração turística que possa gerar dinâmicas económicas, culturais e sócioeconómicas. Avançar com a exploração restante de forma sustentada.

António Brás

A carruagem do Alto Minho no comboio "Celtinha" - itinerário Porto/Vigo

Aluguer/convénio de uma carruagem de comboio "Celtinha" que faz a ligação Porto/Vigo, para promover a cultura e os eventos culturais dos municípios do Alto Minho, através de uma experiência sightseeing audiovisual, inclusive. Os utilizadores da carruagem terão, com esta experiência, acesso através de promoções a monumentos, espetáculos e museus, descontos na visita em cada concelho.

Ângela Soares

Apanha do Sargaço

O projeto pretende promover o registo do conhecimento ainda existente sobre a atividade da apanha do sargaço na costa litoral norte. Atualmente existente num número reduzido de comunidades, nomeadamente sobre aspetos históricos, económicos e técnicas de apanha tradicionais nas várias comunidades, formas de tratamento e usos dados ao mesmo. O registo deverá traduzir-se numa exposição itinerante, elaboração de registo audiovisual (incluindo espólio fotográfico) e edição de uma publicação sobre o tema.

Observação: Aos Municípios referidos no âmbito regional, deverão também ser contemplados todos os outros Municípios do Norte do país onde exista ou tenham existido apanha do sargaço.

Paula Araújo

AGRICULTURA

Quintas de Portugal

Todas as quintas feiras as escolas servem fruta de origem portuguesa.

Miguel Penteado

ONG/Vigilância e Prevenção de incêndios Florestais

Criar uma ONG a fim de gerir uma bolsa de voluntariado, cuja principal função será a vigilância e a prevenção de incêndios florestais em colaboração com outras entidades.

João Bezerra

Programa de Esterilização Animal

Tendo em conta o número de animais abandonados no nosso país, consideramos prioritário, pertinente e urgente, desenvolver e aplicar políticas e programas de esterilização animal. A reprodução excessiva e abandono de animais, nomeadamente, de cães e gatos, é um fenómeno que perpetua este flagelo cíclico. É importante referir, que estes fenómenos não afetam só os próprios animais, mas a comunidade em geral, tornando-se um problema grave de saúde pública.

O funcionamento das políticas de alguns municípios do nosso país cinge-se ao abate animal. Esta medida não soluciona o problema, apenas o camufla. Assim, acreditamos que as medidas em relação aos animais atuem conforme os princípios da subsidiariedade, isto é, que atuem na raiz do problema, a longo prazo. Este programa vai ao encontro dos critérios técnicos do OPP. Assim, para a sua execução será necessário recorrer a parcerias com as clínicas veterinárias locais tornando-se um processo facilitador envolvendo assim toda a comunidade. A forma como um país trata os seus animais espelha os seus valores.

Fabrícia Silva

Gabinete de Informação ao Munícipe



De 15 de janeiro a 15 de abril há muitas razões para visitar o concelho de Caminha

LAMPREIA DO RIO MINHO É O DESTAQUE À MESA DE 25 RESTAURANTES DO CONCELHO DE CAMINHA

A partir de domingo e até ao final meados de abril, a lampreia do Rio Minho é a atração dos cardápios nos restaurantes do concelho de Caminha. Gastronomia e animação dão mote ao certame intermunicipal "Lampreia do Rio Minho - Um prato de excelência". Caminha Doce, Baile do Assalto, Noite de Carnaval, Dia dos Namorados e Maior Mesa de Páscoa são alguns dos eventos que vão marcar esta edição da Lampreia.

O Município de Caminha está a promover mais uma edição do certame gastronómico "Lampreia do Rio Minho - Um prato de excelência", uma iniciativa da ADRIMINHO - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho, e que está a ser levada a cabo em parceria com os municípios de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção, Melgaço e Paredes de Coura.

Esta iniciativa, que já vai na 8ª edição e este ano alargada a 3 meses, pretende valorizar a lampreia do Rio Minho enquanto recurso endógeno, e promover as potencialidades naturais e patrimoniais do concelho de Caminha e de toda a região do Vale do Minho.

De 15 de janeiro a 15 de abril, a lampreia, diamante da foz do Rio Minho, prato de excelência para os apreciadores mais exigentes, pode ser degustada à mesa dos 25 restaurantes aderentes nas freguesias de Dem, Caminha, Vila Praia de Âncora, Âncora, Vilarelho, Moledo e Seixas.

De facto, a lampreia é um polo de atração. Há quem faça centenas de quilómetros e há quem venha do país vizinho só para se deliciar com uma das iguarias da gastronomia minhota, a lampreia do Rio Minho. À mesa, é possível saborear o afamado arroz de lampreia, mas também há quem aposte noutras formas de degustar o ciclóstomo, como por exemplo, no forno, seca ou à bordalesa. Nesta edição, por exemplo, vai ser apresentada a "Sopa de Lampreia", uma receita de João Guterres, Grão-mestre da Confraria da Lampreia.

Além da lampreia confecionada das mais variadas formas, quem visitar o concelho pode ainda usufruir de uma panóplia de atividades que o Município promove para atrair cada vez mais visitantes, bem como para dinamizar a economia local.

A ADRIMINHO acaba de lançar brochura "Lampreia do Rio Minho - Um prato de excelência" onde constam os restaurantes aderentes e a programação de cada um dos Municípios aderentes. No caso de Caminha, na página 6, estão especificados os restaurantes aderentes do concelho; na página 7, as várias iniciativas que vão decorrer nos meses de janeiro a abril e, na página 8, os espaços culturais abertos ao público aos fins-de-semana.

Neste sentido, em janeiro destacam-se a Feira de Antiguidades e Colecionismo de Caminha (15 de janeiro) e a prova de remo Caminha X-Treme 2017 (22 de janeiro), uma organização do Sporting Club Caminhense. Em fevereiro, um mês recheado de animação, quem visitar o concelho vai poder assistir à 5ª Regata ARN Remo Jovem, Master e Adaptado (4 de fevereiro), uma organização do Sporting Club Caminhense; à Caminha Doce - Feira de Doçaria (24 a 28 de fevereiro); ao Baile do Assalto (25 de fevereiro), organizado pelo pelos Comerciantes de Caminha; Noite de Carnaval com o desfile "A famosa cegada é o Carnaval em Caminha" (27 de fevereiro), organizado também pelos comerciantes de Caminha. Fevereiro é o mês do amor. Por isso, quem escolher o concelho para celebrar a data há momentos românticos com surpresas nos restaurantes aderentes. Em março, destacam-se a Regata de Remo "XVIII Taça do Presidente da República Portuguesa" (11 de março); a Feira de Artesanato do Concelho (18 e 19 de março) e a Feira de Antiguidades e Colecionismo de Caminha (19 de março). Em abril, a Maior Mesa de Páscoa vai animar Vila Praia de Âncora no dia 15 de e, no dia 16, decorre mais uma Feira de Antiguidades e Colecionismo de Caminha.

Gabinete de Informação ao Munícipe



Sessão vai decorrer no dia 26 de janeiro, no Auditório do Museu Municipal

CAMINHA VAI RECEBER O WORKSHOP "RESPONSABILIDADES PARTILHADAS PARA A INCLUSÃO PROFISSIONAL"

O Auditório do Museu Municipal de Caminha vai acolher o workshop "Responsabilidades Partilhadas para a Inclusão Profissional", no dia 26 de janeiro. Pretende-se sensibilizar as entidades empregadoras para a importância das parcerias estabelecidas entre as instituições sociais e empresas cujo objetivo é aumentar as hipóteses de empregabilidade dos cidadãos com maior vulnerabilidade social. Os interessados podem inscrever-se através do email redesocial@cm-caminha.pt. A sessão de abertura conta com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha.

"Responsabilidades Partilhadas para a Inclusão Profissional" é organizado pelo Projeto Cria-te em parceria com a Rede Social e Câmara Municipal de Caminha. Este workshop pretende sensibilizar as instituições empregadoras dos concelhos de Caminha e de Viana do Castelo para a importância das parcerias entre as instituições sociais e as empresas.

Neste âmbito, o workshop é composto por dois painéis. O painel 1 intitulado "Modelos de Intervenção Social na Integração Laboral de pessoa com CAD" conta com as seguintes comunicações: "Competências Pré-profissionais e Bolsa de empregadores", a cargo de Joana Correia e Stéphanie Cunha (Projeto Cria-te); "Mediação Social e Comunitária na Empregabilidade", por Jorge Barbosa (Coordenador Técnico do CRI Porto Oriental, ARS Norte) e ainda "Grupos Voluntários e Emprego-Um Processo de Cidadania e Co-construção Coletiva", a cargo de Manuela Coutinho (Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo). O painel 2 "A responsabilidade Social Empresarial: experiências Partilhadas" é constituído pelas seguintes intervenções: "As Políticas Ativas de Emprego na Inclusão dos Grupos Vulneráveis", por António Leite (Delegado Regional do Norte, IEFP, IP); "Plataforma + Emprego e Projeto Piloto de Formação; Competências para a Integração", a cargo de Olga Rocha e Renata Neves (NIPSA-CDSS Porto); "Projeto: Responsabilidade Social das Empresas para a Inclusão dos Sem Abrigo pelo Trabalho", por Jorge Viana (Presidente da Methamorphys - Casulo Abrigo) e "Informar para inseri", por Odete Araújo (Equipa CLDS 3G Caminha-Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora).

Gabinete de Informação ao Munícipe



A sessão de sábado vai contar com a presença dos argumentistas, Abel Coentrão e Pedro Magano, e de um dos intervenientes no documentário, o ancorense Celestino Ribeiro

"A UM MAR DE DISTÂNCIA" DE PEDRO MAGANO EM EXIBIÇÃO NO CINETEATRO DOS BOMBEIROS DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

O renovado Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora está, desde sábado, ao serviço da cultura, dos ancorenses, de Vila Praia de Âncora. No próximo fim de semana, vai ser exibido um documentário sobre os pescadores que andaram na pesca do bacalhau na Terra Nova intitulado "A Um Mar de Distância", de Pedro Magano. Este é um tema muito querido para a comunidade piscatória do Vale do Âncora. Sobre esta escolha, Miguel Alves realçou: "é assim que vamos abrir este cinema, é assim que vamos montar todos os próximos tempos aqui no Cineteatro de Vila Praia de Âncora numa forte aposta cultural, que muitas vezes não é compreendida, mas é exatamente na valorização da nossa história que nós temos a perspetiva do nosso futuro". O documentário será exibido nos dias 14 e 15 de janeiro e a sessão do dia 14, contará com a presença dos argumentistas, Abel Coentrão e Pedro Magano, bem como de um dos intervenientes no documentário, Celestino Ribeiro. A entrada é gratuita.

Sobre o filme "A Um Mar de Distância Filme", Miguel Alves realça que se trata de um documentário que contou com o apoio do Município. "É a história de um ancorense, de muitos ancorenses que andaram na pesca do bacalhau na Terra Nova e, em grande parte, a vida daqueles ancorenses que lá estiveram também em muito sofrimento, em sacrifício pelas suas famílias", disse.

Sobre o filme lê-se: "Ninguém sabe quantos portugueses morreram na Pesca do Bacalhau durante o Estado Novo. Sepultados no mar, ou em terras longínquas, como a Terra Nova ou a Gronelândia, esses homens foram deixados para trás, esquecidos pelo país que glorificava, durante a Ditadura, o papel deles no Regresso de Portugal ao Mar. Mas em 1966, um realizador canadiano filmava "The White Ship", um documentário que nos mostra o funeral de um pescador português, vítima de uma tempestade, e que ficou sepultado em St. John 's, no Canadá. Do destino de muitos pescadores pouco ou nada sabemos. Mas no caso de Dionísio Esteves, esse filme fixou para sempre uma memória do seu local de sepultura, permitindo que agora, em 2015, o seu túmulo se transformasse num memorial que glorifica a todos os pescadores portugueses que lá jazem. Contar as suas histórias, retirá-las do anonimato, é a nossa forma de os resgatarmos de volta a casa".

O argumento é de Abel Coentrão e Pedro Magano; a edição e direção de fotografia é de Pedro Magano; a música é de Vitor Peixeiro e João Lima; a correção de cor de Manuel Pinto Barros; a pós-produção de som e mistura são de Pedro Adamastor; o operador de gimbal e drone é de Sílvio Rocha; a fotografia de cena é de Helena Flores; a produção de Liliana S. Lasprilla e a realização de Pedro Magano.

Mais informações em http://aummardedistancia.com/pt/filme/a-um-mar-de-distancia//

"Os filmes serão os mais atuais possíveis, recuperando, assim, a sua tradição em conjunto com os bombeiros, com as pessoas, com Vila Praia de Âncora"

O cinema vai ser uma das apostas do Cineteatro. Miguel Alves sublinha: "os filmes serão os mais atuais possíveis, recuperando, assim, a sua tradição em conjunto com os bombeiros, com as pessoas, com Vila Praia de Âncora". Em janeiro, estará em exibição "Sleepless: Nos limites da Lei", de Baran bo Odar, 2017 e em fevereiro "Aqui Há Gato", de Barry Sonnenfeld, 2017 e "50 Sombras Mais Escuras", James Foley, 2017. Ao sábado, as sessões de cinema terão lugar pelas 21H30 e ao domingo às 15H00. O preço do bilhete é de 3€ e estão disponíveis para venda nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora, na sede dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora e, nos dias de exibição, no Cineteatro.

No último fim de semana de janeiro, dias 28 e 29, será exibido o filme "Sleepless: Nos limites da Lei", de Baran bo Odar, 2017, EUA (M/12). Na sinopse deste filme lê-se "Um polícia com ligações ao submundo do crime procura o filho sequestrado por um grupo de contrabandistas enquanto tenta escapar à perseguição de um agente dos Assuntos Internos." Trata-se de um remake do filme francês "La Nuit Blanche", de 2011.

Em fevereiro, nos dias 11 e 12, será exibido o filme "Aqui Há Gato", de Barry Sonnenfeld, 2017, França/China (M/12). Quanto à sinopse do filme, adiantamos: "Tom Brand (Kevin Spacey) é um bilionário viciado no trabalho, com um estilo de vida que o afastou da família, da sua bela mulher Lara (Jennifer Garner) e da sua adorável filha Rebeca (Malina Weisman). Quando se aproxima a data do aniversário de Rebeca ela faz o mesmo pedido de todos os anos: um gato. Tom detesta gatos, mas não pensou em alternativas e está sem tempo. O GPS leva-o até uma loja de animais mística, recheada de gatos estranhos e exóticos, onde o excêntrico proprietário Felix Perkins (Christopher Walken) lhe apresenta um gato majestoso chamado Sr. Patas Peludas. A caminho da festa de aniversário, Tom tem um acidente terrível. Quando recupera a consciência percebe que ficou preso no corpo do gato. Adotado pela própria família, começa a experiência de aprendizagem do que é a vida de um animal doméstico. Para ter alguma esperança de regressar à sua família, Tom terá de perceber porque foi colocado nesta situação peculiar e percorrer o longo caminho para merecer a sua existência humana de volta."

Fevereiro fecha com o filme "50 Sombras Mais Escuras", James Foley, 2017, EUA (M/17+). Trata-se do "segundo capítulo da trilogia segue o aprofundar da relação entre a estudante Anastasia Steele e o jovem milionário Christian Grey. Quando Christian Grey tenta seduzir novamente a agora mais cautelosa Ana Steele, ela exige um novo acordo antes de lhe dar outra oportunidade. À medida que os dois começam a construir uma nova relação e a encontrar estabilidade, figuras sombrias do passado de Christian começam a rodear o casal, determinadas a destruir as suas esperanças num futuro juntos." Este filme será exibido nos dias 25 e 26 de fevereiro.

Gabinete de Informação ao Munícipe



Esta e outras propostas serão analisada na reunião de câmara de quarta-feira

EXECUTIVO PREPARA-SE PARA ADJUDICAR EMPREITADA DO NÓ DA ERVA VERDE EM VILA PRAIA DE ÂNCORA POR MAIS DE MEIO MILHÃO DE EUROS

A 2ª fase da requalificação do Nó da Erva Verde em Vila Praia de Âncora, um projeto orçado em mais de meio milhão de euros, está cada vez mais perto de avançar. Miguel Alves vai levar à próxima reunião de Câmara o concurso público da empreitada de requalificação do Nó da Erva Verde em Vila Praia de Âncora - 2ª fase - Adjudicação. A sessão terá lugar quarta-feira, dia 11 de janeiro, pelas 15H00.

O executivo vai pronunciar-se sobre a adjudicação por 595.633,11€ da empreitada de requalificação do Nó da Erva Verde, uma zona que se encontra degradada e pouco funcional, no que respeita à desorganização viária, ao desgaste de pavimentos, tanto dos passeios como das vias de circulação. Esta zona ainda apresenta deficiências ao nível de infraestruturas de águas pluviais e carência de bolsas de estacionamento.

Esta intervenção vai permitir várias melhorais. Será eliminado o conflito existente nas ligações entre a Rua Miguel Bombarda, a Rua Lourenço Rocha e a EN13, procedendo-se à hierarquização das redes viárias. Prevê-se a promoção da acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada através da definição de percursos pedonais e criação de passadeiras sobre-elevadas, niveladas com os passeios, inibidoras de velocidade, de forma a promover e garantir a travessia das vias existentes sem barreiras arquitetónicas e em segurança. Será criada uma nova entrada para a Ludoteca/Biblioteca de Vila Praia de Âncora, através da cedência de área de terreno ao domínio público e o acesso de viaturas por uma entrada lateral, possibilitando o estacionamento privativo e, por conseguinte, o desafogo de área de estacionamento público. Ao nível das águas pluviais este projeto propõe requalificar as infraestruturas existentes e adaptá-las ao novo arranjo urbanístico, bem como, construir uma nova galeria hidráulica, com grande capacidade de escoamento, a ligar à rua António Ramos e à galeria existente na Rua Miguel Bombarda.

A Educação continua a fazer parte da ordem de trabalhos das reuniões do executivo. De facto, o executivo caminhense vai deliberar sobre a atribuição de um subsídio à Associações de Danças e Cantares Genuínos da Serra d'Arga para transporte dos alunos das Argas para o Centro Escolar de Dem, no montante de 7.500€ e vai aprovar submeter à Assembleia Municipal de Caminha o contrato interadministrativo a celebrar entre a Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais - Autonomia para o ano letivo 2016/2017, no valor de 64.269,00€.

Da ordem de trabalhos ainda faz parte a isenção de pagamento da comparticipação nas despesas de manutenção dos apoios de pesca no Cais de São Bento em Seixas.

Gabinete de Informação ao Munícipe



"Hoje há mais razões para celebrar um percurso centenário: hoje festejamos o futuro desta grande instituição, o futuro do voluntariado, o futuro da cultura em Vila Praia de Âncora, o futuro da solidariedade e coesão da nossa terra", salientou Miguel Alves

BOMBEIROS DE VILA PRAIA DE ÂNCORA CELEBRAM CENTENÁRIO COM REABERTURA AO PÚBLICO DO CINETEATRO

No sábado escreveu-se mais uma página na história dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora. Inauguração da remodelação do Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora e concerto de António Zambujo marcaram as comemorações do Centenários dos Bombeiros. "Este é um dia muito especial para Vila Praia de Âncora e para o concelho de Caminha. Hoje teríamos sempre razões de sobra para celebrar a história, o passado e o legado da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora que, nas comemorações dos seus 100 anos de existência, festeja também todas as ações humanitárias, todos os sacrifícios, todos os contributos de gerações de homens e mulheres que no corpo ativo, nos órgãos sociais ou como funcionários, souberam honrar a sua terra e partilhar um espírito de comunidade e bairrismo que faz parte da massa do sangue de todos os Ancorenses. Mas hoje há mais razões para celebrar um percurso centenário: hoje festejamos o futuro desta grande instituição, o futuro do voluntariado, o futuro da cultura em Vila Praia de Âncora, o futuro da solidariedade e coesão da nossa terra", disse Miguel Alves. Também Laurinda Araújo, muito emocionada, sublinhou: "Abrir as portas do cineteatro é uma utopia tornada realidade".

Os Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora promoveram de 1 a 7 de janeiro as Comemorações do Centenário da Associação com várias iniciativas, com destaque para a bênção e inauguração da remodelação do Cineteatro dos Bombeiros Voluntários, sessão solene comemorativa do centenário e concerto de António Zambujo. A sessão solene contou com a presença de Laurinda Araújo, Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora; Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna; José Presa, presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora; Jaime Marta Soares, presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses; José Oliveira, Diretor Nacional de Planeamento e Emergência da Autoridade Nacional de Proteção Civil; Coronel Paulo Esteves, Comandante Operacional do Agrupamento Distrital Norte; Armando Neves da Silva, Comandante Operacional Distrital; Luís Brandão Coelho, Presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Viana do Castelo; Manuel Verde Rei, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora; Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora; e demais autarcas, vereadores, bombeiros e público em geral. Durante a cerimonia, os Bombeiros Municipais de Vila Praia de Âncora foram condecorados com a Medalha de Mérito de Proteção e Socorro no grau Ouro e distintivo Azul, atribuída pela Ministra da Administração Interna e pela Fénix de Honra atribuída pelo presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses. A cerimónia ficou ainda marcada pelo minuto de silencia a Dr. Mário Soares.

"Estou a viver um dos momentos mais gratificantes da minha existência", disse a presidente dos Bombeiros, referindo-se às comemorações do centenário e à remodelação do Cineteatro dos bombeiros: "100 anos de profícua atividade humanitária; 100 anos de glória, uma honra e uma responsabilidade". Quanto à remodelação do Cineteatro, Laurinda Araújo realçou: "abrir portas do cineteatro é uma utopia tornada realidade. Deixou de ser um "pardieiro", após tantos anos de abandono e chegou o momento de ser devolvido a Vila Praia de Âncora".

Sobre o desempenho do Município, Laurinda Araújo disse: "de mãos dadas somos capazes de muito mais".

Sobre o desempenho de Laurinda Araújo, Miguel Alves sublinhou: "foi graças ao trabalho, inteligência, perseverança e entusiasmo da Dr.ª Laurinda Araújo que os bombeiros de Vila Praia de Âncora recuperaram o seu esplendor, foi graças ao seu empenho que os bombeiros resolveram as trapalhadas do passado, saldaram contas e eliminaram processos judiciais, foi graças à sua visão que hoje estamos aqui a inaugurar este espaço tão emblemático da nossa comunidade".

Sobre a remodelação de Cineteatro dos Bombeiros, o presidente da câmara lembrou: "há três anos tínhamos uma Associação Humanitária em crise e endividada - as boas gentes de Vila Praia de Âncora souberam unir-se para dar á Associação a honra e a vivência que merece neste centenário de serviço público. Há pouco mais de um ano atrás, tínhamos este espaço fechado, ao abandono, em degradação e tínhamos Vila Praia de Âncora sem um anfiteatro de qualidade que pudesse albergar grandes e diversos espetáculos culturais ao abrigo das intempéries - juntos soubemos encontrar as soluções para tornar o sonho deste renascimento numa realidade".

Constança Urbano de Sousa felicitou os Bombeiros de Vila Praia de Âncora pela "excelência do trabalho operacional" que realizam e Laurinda Araújo pelo "trabalho de liderança". Mas, enalteceu também a importância que a Câmara Municipal dá a esta instituição: "prova disso são os protocolos estabelecidos que constituem uma fonte de receita para assegurar a viabilidade económica desta associação", disse.

A ministra deixou uma "palavra de agradecimento e confiança no futuro", desejando a "continuação de todos estes êxitos operacionais e institucionais".

Também Miguel Alves se dirigiu a todas os bombeiros, antigos, atuais e futuros: "são vocês que fazem a alma desta instituição. As horas que dedicam a esta causa, o tempo que retiram à família, as críticas injustas que tantas vezes ouvem, os impossíveis que fazem com os meios que têm, a tranquilidade que dão à nossa população, são exemplo maior do que deve ser serviço público. Cem anos fazem e cem vezes me apetece dizer obrigado, a cada um de vós, àqueles que já foram bombeiros, àqueles que ainda o são, aqueles cuja bravura já testemunhei em tantas situações difíceis que pude partilhar convosco. Vocês, na simplicidade da vossa dádiva, são um exemplo para mim enquanto Presidente de Câmara. Cada bombeiro, do comandante ao membro mais novo, cada bombeiro é parte de um corpo vivo que sustenta a segurança do nosso povo. A todos, alguns a quem já considero amigos, outros tantos anónimos que não procuram mais do que a sensação de dever cumprido, muito obrigado por cem anos de exemplo máximo de cidadania".

Gabinete de Informação ao Munícipe




Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais